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Original para a Internet

Como vencer o mal agressivo

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 21 de outubro de 2021


Atualmente não passa sequer um dia sem que notícias sobre o mal se espalhem sob a forma de contágio, ódio, corrupção, abuso, assassinatos em massa, ou terrorismo, deixando muita gente se sentindo impotente e desamparada. Ao mesmo tempo, porém, estamos vendo em todo o mundo um maior número pessoas orando juntas por saúde, paz, justiça e liberdade. Mas, com demasiada frequência, o quadro não parece promissor.

Talvez isso esteja acontecendo porque a tendência generalizada seja definir o mal com base no que vemos e ouvimos, como imagens televisivas de violência ou relatos de doenças. Em seguida, atrelamos o mal a certos indivíduos, causando uma divisão quando as pessoas começam a apontar o dedo acusatório umas às outras. Mas o inimigo real não é quem ou o que os sentidos físicos percebem, mas o que está por trás disso tudo, ou seja, o estado mental. A fim de subjugar o efeito do mal e provar sua impotência para destruir o bem, temos de compreender a natureza agressiva e enganadora do mal.

O mal é a falsa sugestão de que cada um de nós tem uma mente pessoal, o que resulta em muitas mentes e em muitas vontades, sendo que algumas são más e capazes de manipular outras mentes. Mas Deus, o bem infinito, é a Mente única que governa cada um de nós, e esse é o único poder verdadeiro.

O mal presume ser uma realidade em nosso pensamento, ao agir como um agressor adepto do bulling aterrorizante, que apresenta imagens ameaçadoras ou sedutoras de certas pessoas, lugares, ou coisas, vezes sem conta, até que cedemos e deixamos que ele nos controle; em seguida, ele aparenta ter todo o poder. Muitas vezes parece que pessoas proeminentes ou grandes empresas usam essas imagens de maneira enganosa ou malévola, a fim de obter ou de manter o controle sobre o pensamento do público.

Mary Baker Eddy escreve em seu livro-texto, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Nenhuma mente mortal tem o poder, o direito, ou a sabedoria para criar ou para destruir. Tudo está sob o controle da Mente única, ou seja, Deus” (p. 544).

Essa não era uma teoria conveniente que ela defendia, mas, ao contrário, era uma verdade que havia comprovado muitas vezes, desde a infância. Demonstrou a impotência desse “valentão” chamado o mal, quando tinha cerca de oito anos de idade e frequentava uma escola que tinha só uma sala de aula, para crianças de todas as idades. Uma das alunas mais velhas intimidava as outras, praticando o bulling e aterrorizando até os meninos. Um dia, essa garota chegou à escola com um pepino oco, cheio de água lamacenta, e exigia que todas as outras crianças bebessem aquela água suja diretamente do pepino. 

A pequena Mary pôs-se em pé à sua frente e exclamou: “Tu não tocarás em nenhum deles”. A garota gritou: “Sai tu do meu caminho, ou eu te derrubo”. Mas Mary, com os pés firmemente plantados no chão, cruzou os braços e respondeu: “Não, tu não porás nenhum dedo em mim e nem causarás nenhum mal a eles”. As ameaças da garota mais velha acabaram se tornando ineficazes. Ela não estava acostumada a ser enfrentada, quanto mais por uma menina pequena! Então pousou o pepino no chão e elogiou Mary por ser corajosa, e depois deu-lhe um abraço.

Mary não parou por aí. Continuou a enfrentar essa garota sempre que ela ameaçava alguém, até que finalmente a natureza agressiva da garota mudou totalmente (ver Irving C. Tomlinson, Twelve Years with Mary Baker Eddy [Doze anos com Mary Baker Eddy], Edição Ampliada, pp. 4-5).

Mais tarde a Sra. Eddy escreveu: “A confiança inspirada pela Ciência assenta no fato de que a Verdade é real, e o erro é irreal. O erro é covarde ante a Verdade” (Ciência e Saúde, p. 368).

O que é que faz o mal parecer tão real e poderoso? São as imagens que lhe são atribuídas pela mente carnal, ou seja, pelos cinco sentidos físicos. Essas imagens apresentam pessoalidades malignas, forças destrutivas da natureza, regiões onde há grande sofrimento, ou estatísticas descrevendo um contágio que se espalha ― e de repente essas imagens adquirem vida própria em nosso pensamento. Mas a Sra. Eddy explica: “O mal não tem realidade. Não é pessoa, nem lugar, nem coisa, mas é simplesmente uma crença, uma ilusão do senso material” (Ciência e Saúde, p. 71). O mal parece ter presença, poder e influência apenas porque suas imagens de sofrimento ou morte impressionam nosso pensamento. Se acolhermos essas imagens e as aceitarmos como poder, elas parecem nos controlar através do medo que geram.

Na Bíblia, três imagens ou símbolos proeminentes usados para representar ou explicar a natureza do mal são a serpente, o diabo, e o dragão.

No início da Bíblia, a serpente é sutil, enganadora e destrutiva, embora em realidade não tivesse nenhum poder para prejudicar as duas personagens dessa alegoria: Adão e Eva (ver Gênesis, cap. 3). Tudo o que a serpente podia fazer era sugerir que Deus os havia enganado quando alertou Adão para não participar do falso ensinamento do dualismo ― a árvore do conhecimento do bem e do mal. A serpente disse a Eva que esse ensinamento dualista, em vez de conduzir à morte, na verdade os tornaria muito sábios e poderosos (como os deuses), se aceitassem que a matéria e o mal são poderes reais. Mas era mentira! Ao invés disso, esse conhecimento os levou somente à vergonha, à perda e a uma maldição que lhes causou uma vida inteira de sofrimento.

Essa alegoria da serpente foi uma contradição direta do relato da criação conforme consta no 1º capítulo do Gênesis, que diz que só o Espírito cria, que tudo o que o Espírito cria é muito bom, e que a obra de Deus está terminada, completa. Existe apenas um Deus, portanto, só pode haver um criador, e uma criação, que é inteiramente boa e perfeita.

No Novo Testamento, encontramos outra representação do mal, aparecendo como o diabo, uma influência negativa, que tenta Cristo Jesus para que adore o ego, ou a matéria, ou o mal, como se fossem poderes que poderiam beneficiá-lo (ver Mateus 4:1-11). Em um dos casos, o diabo tenta Jesus a que se atire do pináculo do templo a fim de provar o poder protetor de Deus. Se o diabo (o mal) tivesse algum poder, ele mesmo teria empurrado Jesus pináculo abaixo; mas tudo que o diabo podia fazer era sugerir que ele saltasse! Cada vez que Jesus é tentado, ele contraria o raciocínio ilusório do diabo, ao apelar somente à lei de Deus, à vontade de Deus, e ao governo de Deus. Ele finalmente silencia o diabo, ao afirmar com firmeza: “Retira-te, Satanás”, e a inspiração divina (mensagens angelicais) inunda sua consciência, capacitando-o a começar a demonstrar o poder de Deus, o bem, para preservar e redimir a humanidade.

No Apocalipse o mal aparece novamente, desta vez sob a forma de um dragão com sete cabeças, sete diademas e dez chifres, tentando controlar e destruir tudo que é bom (ver capítulo 12). Mas o Cristo, a Verdade, expulsa o dragão e finalmente destrói toda manifestação do mal.

A Sra. Eddy explica: “Podemos até ficar perplexos ante o medo humano; e ainda mais assombrados ante o ódio, que levanta sua cabeça de hidra e mostra seus chifres nas muitas invenções do mal. Mas por que deveríamos ficar apavorados ante o nada? O grande dragão vermelho simboliza a mentira ― a crença de que a substância, a vida e a inteligência possam ser materiais. Esse dragão representa a soma total do erro humano. Os dez chifres do dragão simbolizam a crença de que a matéria tenha poder próprio e que por meio de uma mente maligna existente na matéria seja possível violar os Dez Mandamentos”.

“O autor do Apocalipse arranca o véu a essa corporificação de todo o mal, e vê o caráter hediondo do mal; mas também vê a nulidade do mal e o fato de que Deus é Tudo” (Ciência e Saúde, p. 563).

O final do Apocalipse apresenta a visão de João, de um novo céu e uma nova terra, onde não há noite, nem dor, nem carência, nem morte, ou seja, nenhum mal. Tudo é luz e tudo é bom, porque João reconheceu que Deus, o Espírito, o bem infinito, é supremo, exatamente aqui e exatamente agora.

A Sra. Eddy comprovou repetidas vezes que isso é verdadeiro. Certa vez, um homem armado foi até sua porta, mas não conseguiu levar a cabo o seu plano de causar-lhe dano. Também, quando um grupo de cinquenta espiritualistas passou toda a noite orando para que ela morresse, as orações dela a protegeram completamente (ver We Knew Mary Baker Eddy, Expanded Edition [Reminiscências de pessoas que conheceram Mary Baker Eddy, Edição Ampliada], Volume 1, pp. 48, 172).

Ela escreve: “Deus não é o criador de uma mente maligna. De fato, o mal não é a Mente. Temos de aprender que o mal é a terrível impostura e irrealidade da existência. O mal não é supremo; o bem não está desamparado; nem são primárias as chamadas leis da matéria, e não é secundária a lei do Espírito. Sem essa lição, perdemos de vista o Pai perfeito, ou seja, o Princípio divino do homem” (Ciência e Saúde, p. 207).

Alguns anos atrás, quando eu exercia a advocacia, representei uma mulher num processo de divórcio litigioso. Enquanto o caso se arrastava, ela me contou que o marido praticava a bruxaria e costumava dizer que ia lançar uma maldição sobre nós duas. Na época, eu simplesmente descartei essa ameaça, pensando que a bruxaria não tem nenhum poder; no entanto, não abordei a questão de modo adequado em oração, a ponto de compreender a razão pela qual a bruxaria não tem qualquer poder.

A Sra. Eddy ensina que não podemos ignorar o mal, mas temos de 1- ver o que ele está tentando fazer; 2- saber a razão porque ele não pode fazer nada; 3- Assegurar-nos de que não fará nada (ver We Knew Mary Baker Eddy, Expanded Edition, Volume 1, p. 96). 

Logo depois de minha cliente ter me alertado para essa ameaça, acordei no meio da noite, sentindo como se estivesse sendo apunhalada no coração. Não conseguia respirar, e a dor era intensa. Agarrei o telefone e liguei para um praticista da Ciência Cristã. A dor desapareceu muito rapidamente e voltei a dormir. No entanto, fui novamente despertada, e dessa vez a dor foi excruciante, como se eu estivesse morrendo. Imediatamente me recusei a pensar no senso material de um corpo sofredor e, em vez disso, elevei meu pensamento a Deus. Veio-me a ideia de trabalhar para acabar com a crença de bruxaria.

Lembrei-me imediatamente de que Deus, o Espírito, o bem infinito, é a única Mente e, portanto, a única Mente que tem poder para governar alguém. Uma vez que não existem muitas mentes, não pode haver transferência de pensamentos mortais, cheios de ódio ou destrutivos, de uma assim chamada mente para outra; eu não tenho uma mente separada, minha própria, que possa ser controlada por outra. O mal nunca é pessoa, lugar, nem coisa, e Deus transmite ao homem apenas vida, saúde e paz. O mal não pode ter nenhum poder, uma vez que Deus, o bem, é Tudo-em-tudo; portanto, estou segura em todos os momentos, sob o cuidado infalível do Amor divino.

A dor desapareceu, e eu me senti bem de novo. Esse foi o fim dos ataques. Depois disso, o julgamento avançou rapidamente, e houve uma resolução muito harmoniosa.

Fiquei muito grata pela compreensão que a Ciência Cristã nos traz da onipresença e onipotência de Deus, o bem. Essa luz do bem divino preenche todo o espaço, dissipando a escuridão de ódio, desonestidade, doença e destruição; e não há lugar onde a luz do bem infinito não possa ser vista e sentida. Cada um de nós pode comprovar a impotência do mal sob qualquer forma, quando compreendemos que o governo de Deus sobre toda a criação é supremo, absoluto, inteiramente bom e harmonioso. Quando nos mantemos firmes na compreensão dessa verdade, com amor desprendido de ego, por Deus e pela humanidade, a cura está assegurada.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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