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Original para a Internet

“Deus, o que Tu sabes a meu respeito?”

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 10 de fevereiro de 2025


A mãe de um adolescente me telefonou, pedindo-me apoio como praticista da Ciência Cristã, porque o filho não estava se sentindo bem. Eles queriam que eu orasse junto com eles e desse ao garoto um tratamento pela Ciência Cristã. Conversei um pouco com ela, e depois com ele.

Imediatamente após desligar o telefone, eu me lembrei de uma fala do primeiro filme da franquia Guerras nas estrelas: “Esses não são os androides que você procura”. E tive vontade de rir. No contexto do filme, sem me aprofundar muito, essa fala está relacionada à exigência de que os mocinhos da trama se identificassem perante os vilões. Mas um dos heróis intervém e ajuda o grupo a driblar o engano. Eles seguem adiante, ilesos.

Voltando ao telefonema, aconteceu que a mãe e o filho tornaram a ligar alguns minutos depois, dizendo que o rapaz estava completamente bem. O que aconteceu? O que o curou?

Quando acontece a cura por meio da Ciência Cristã, nós captamos um vislumbre da realidade — já presente — de nosso Pai-Mãe Deus. Mary Baker Eddy escreve no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Toma consciência, por um só momento, de que a Vida e a inteligência são puramente espirituais — que não estão na matéria nem são constituídas de matéria — e o corpo já não se queixará de coisa alguma” (p. 14).

E como aquela fala do filme se encaixa nisso? Por se referir à identificação, ela me fez pensar na verdadeira identidade daquele adolescente — o modo como Deus o vê. O que me veio ao pensamento foi que, se nós nos consideramos mortais e materiais, não estamos nos identificando corretamente. Estamos vendo a nós mesmos como se fôssemos sujeitos a uma existência vulnerável e física, com um corpo que parece mandar em nós em vez de nos servir. Aos sentidos materiais, esse garoto aparentava ser vítima da enfermidade, mas esse não era realmente ele. Ele só podia ser identificado corretamente por Deus — como espiritual, perfeito, são. O pensamento mudou para o que Deus vê — a única visão correta — e ele foi curado.

Na Ciência Cristã, somos orientados a nos volvermos em oração a Deus diariamente, a cada momento. Por quê? Ciência e Saúde explica: “A oração não pode modificar a Ciência do existir, mas tende a nos pôr em harmonia com essa Ciência” (p. 2). A oração nos põe “em harmonia” com as leis espirituais do universo, com aquilo que já é verdadeiro.

A Ciência Cristã não é uma alternativa à medicina material. Não significa transformar matéria ruim em matéria boa. Ela não é mágica nem misteriosa, nem é um exercício intelectual. Nessa Ciência divina, aprendemos como orar, como dar tratamento pela Ciência Cristã.

No tratamento não existe fórmula — não há encantamentos, nem palavras corretas ditas na ordem correta. O tratamento não é a manifestação da vontade humana, nem é uma forma de hipnotismo — a crença de que uma mente mortal pode exercer poder sobre outra mente mortal. O tratamento é reconhecer e ceder à realidade espiritual de Deus, que está aqui exatamente agora. É saber que a vontade de Deus é feita, e que a vontade de Deus é sempre boa.

Há muitas maneiras de orar e dar tratamento. Eu constatei que algumas orações são simplesmente: “Deus, me ajuda”. Uma oração simples, de uma criança, poderia ser: “Deus é o Amor, Deus me ama, e não existe nada mais”.

O tratamento pela Ciência Cristã nos ajuda a buscar e a ver a realidade — Deus e Sua natureza perfeita. Certa vez, pediram-me para definir o “tratamento”, e me veio à mente que o tratamento “não é o agente sanador, mas sim um veículo que nos leva à consciência do Amor”. Essa consciência do Amor é o reconhecimento de que Deus e nós somos um, e porque nós coexistimos, tudo está bem.

A cura de meu paciente foi instantânea, mas há ocasiões mais desafiadoras. Quando estamos lutando contra o medo ou o desânimo, precisamos ir mais a fundo na verdade de Deus, enquanto nos esforçamos para compreender que o Espírito é realmente tudo. É nesses momentos que precisamos negar o que parece ser, e persistir focalizando aquilo que é — o fato do imenso bem que Deus é.

Nós temos ferramentas que nos ajudam nessa tarefa. No livro-texto da cura espiritual, a Sra. Eddy escreve a respeito de raciocínio e argumentos. Essas ferramentas, ou recursos podem nos ajudar a chegar à consciência do Amor. O raciocínio humano tende a começar pelo problema, ao passo que o raciocínio espiritual começa pela causa, não pelo efeito (o problema).

Na Ciência do Cristianismo, aprendemos que Deus é a única causa. Então, no tratamento, nós naturalmente começamos com Deus porque, conforme diz Ciência e Saúde: “A causalidade espiritual é a única questão a considerar, pois mais do que todas as outras, a causalidade espiritual tem relação com o progresso humano” (p. 170).

Há menções sobre curar por meio da argumentação, em diversas passagens do livro-texto. Por exemplo: “Lembra-te de que a letra e a argumentação mental são apenas auxiliares humanos para ajudar a pôr o pensamento em concordância com o espírito da Verdade e do Amor, que cura o doente e o pecador” (Ciência e Saúde, p. 454–455).

Pensemos um pouco a respeito da “letra”. Se nossa oração e tratamento forem um mero exercício intelectual, podemos nos desviar da verdade, por achar que lembrar e repetir a letra perfeitamente já é o cumprimento de nossa tarefa. Mas estará faltando o espírito do Amor. Para ser sincera, já passei por momentos em que, mesmo sabendo que Deus é o Amor, eu parecia não sentir Seu amor. O que me ajuda nessas ocasiões é reconhecer que, apesar de eu não o sentir, esse amor continua a ser a única realidade, e que eu não posso cair no engano de não estar consciente do Amor onipresente. Então volto a sentir a amorosa presença de Deus comigo.

Por isso, esses argumentos são ferramentas para elevar nossa consciência ao reino de Deus, que é onde encontramos a cura. A Sra. Eddy escreve: “A oração não pode modificar a Verdade inalterável, nem pode a oração, por si só, dar-nos a compreensão da Verdade; mas a oração, acompanhada do desejo fervoroso e habitual de conhecer e fazer a vontade de Deus, nos conduzirá a toda a Verdade” (Ciência e Saúde, p. 11).

O que procuramos ver no  tratamento? A “Verdade inalterável” — a realidade a partir do ponto de vista de Deus. E como é que Deus vê a realidade, como Ele nos vê individual e coletivamente, como Ele vê o mundo? Há uma bela citação atribuída a Albert Einstein, a qual faz eco a essa questão: “Eu quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto é detalhe”. Na Ciência Cristã, podemos dizer: “Eu quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto é o nada”. Os pensamentos de Deus são a única verdade.

Eu me lembro de estar escrevendo um tratamento para mim mesma, certa vez, quando de repente veio-me a ideia de parar e simplesmente ter uma conversa sincera com Deus, fazer perguntas a Ele e ouvir humildemente as respostas. Eu perguntei: “Deus, fala-me de Ti — quem és e o que és?” À medida que eu prestava atenção, as respostas iam chegando . Então perguntei: “Deus, o que sabes a meu respeito — quem sou e o que sou, em relação a Ti?” E novamente fiquei na escuta. Depois fiz mais uma pergunta: “Deus, o que sabes sobre o mal, ou sobre aquilo que parece ser oposto a Ti?” E um sentimento de amor muito profundo tomou conta de mim. Todas as respostas vieram suavemente, mas com tanta intensidade que meus olhos se encheram de lágrimas de gratidão e alegria.

O que faz por nós todo esse estudo e oração? Nosso desejo de conhecer a Deus, de conhecer a realidade, de nos associarmos a essas ideias maravilhosas, ajuda-nos a compreender mais a fundo que já vivemos na consciência do Amor. Ao mesmo tempo, transforma nosso caráter, fortalece nossa confiança em Deus e nos faz amar mais o próximo, porque não só passamos a enxergar melhor a nós mesmos, mas vemos a todos com mais clareza, mais espiritualmente.

Nosso objetivo não é apenas ter um corpo saudável ou uma experiência humana agradável; trata-se de conhecer e vivenciar a realidade — a bondade de Deus, quem e o que Ele é, e como Ele identifica a nós e toda a Sua criação. Quando vemos a todos como os amados do Amor, constatamos que um “…simples momento de consciência divina, de compreensão espiritual da Vida e do Amor, é um vislumbre antecipado da eternidade” (Ciência e Saúde, p. 598). E isso traz cura. 

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