Quero relatar uma experiência que comprova que a Ciência Cristã, a lei de Deus, cura. Certo dia, há alguns meses, quando eu estava jogando tênis, uma bola rebatida por meu oponente passou bem acima de minha cabeça, e eu corri para alcançá-la. Quando me virei, perdi o equilíbrio e caí, batendo com força o quadril no chão. Os outros jogadores recomendaram que eu permanecesse deitada. Em vez disso, eu me sentei no chão e tentei me levantar, mas percebi que não conseguia me apoiar na perna direita. Doía muito. Ajudaram-me a sentar em um banco. Eu lhes disse que só precisava ficar ali um pouco, e que eles deveriam continuar jogando.
Sentada ali, tive muitos pensamentos que eu sabia que vinham de Deus. Primeiro, a alegria de saber que eu podia comprovar a veracidade da lei divina da harmonia. Segundo, o pensamento de que toda atividade correta que eu realizo expressa e glorifica a Deus. Em seguida, eu me lembrei de uma estrofe do poema intitulado “Oração Vespertina da Mãe”, de autoria da Descobridora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy:
O Amor é nosso refúgio; só com meus olhos vejo
a armadilha, a cova e a queda:
Sua habitação celeste está aqui, bem perto,
Seu braço cinge a mim, aos meus, e a todos.
(Escritos Diversos 1883–1896, p. 389)
Eu me senti fortalecida, ao reconhecer que “a armadilha, a cova e a queda” não são verdadeiras, porque eu vivo e me movimento em “Sua habitação” — o reino de Deus, o bem. Eu também estava orando para sentir o amor de Deus, que está sempre comigo.
Quando a partida de tênis terminou, todos tentaram ajudar com sugestões sobre como cuidar da lesão. Minha parceira me ajudou a chegar ao carro. Consegui sentar-me e dirigir até minha casa. Quando cheguei, encontrei uma bengala velha no armário, a qual me foi útil enquanto preparava o jantar e andava pela casa. Telefonei para minha irmã e lhe pedi que orasse comigo.
Tive dificuldade para pegar no sono, então continuei a orar, reconhecendo que Deus — a Mente única, infinita — estava me elevando. Eu podia sentir a presença da Verdade e do Amor divinos. Levantei-me e fui me sentar em uma poltrona, onde continuei orando e descansando, até me sentir em paz. Depois, voltei para a cama e consegui dormir.
No dia seguinte, minha irmã telefonou, e conversamos sobre as ideias com as quais ela havia orado. Ela me disse que Deus, o Espírito, é Tudo e, portanto, a fonte de toda ação, toda atividade harmoniosa e toda energia. Agradeci-lhe e comecei a ponderar o fato de que o espiritual é real, ao passo que o material é irreal, ou seja, é ilusão. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy afirma: “É necessário que, tanto a ilusão de saúde, quanto a ilusão de doença, sejam instruídas a sair de si mesmas, rumo à compreensão daquilo que constitui a saúde; …” (p. 297). Compreendi que a ilusão de uma matéria não lesionada — neste caso, músculos e ossos — era tão irreal quanto a ilusão de músculos e ossos lesionados. Em minha oração, eu não estava buscando a cura de uma condição material, mas, sim, reconhecendo que minha única e verdadeira identidade é totalmente espiritual. Pelo fato de eu ser espiritual, sou a expressão de Deus, do Amor e do Espírito divinos.
Naquele mesmo dia, à tarde, eu já não precisei da bengala. Meu pensamento continuava sendo preenchido por verdades sanadoras, provenientes da Mente divina. No dia seguinte, um domingo, eu consegui subir as escadas da igreja e realizar todas as tarefas necessárias ao desempenho de minha função de secretária. Na segunda-feira, houve mais progresso, e, na terça-feira, eu já estava perfeitamente bem, conseguindo fazer um percurso de oito quilômetros de bicicleta.
Após essa experiência, comecei a orar com mais frequência para rejeitar a crença comum de que a prática de esportes e as lesões andam sempre juntas. Quando glorificamos a Deus com as capacidades que Ele nos dá, manifestamos alegria e liberdade. Lesões não fazem parte da criação da Mente divina. Lemos em Ciência e Saúde: “As ideias infinitas da Mente correm e se alegram. Em humildade, escalam as alturas da santidade” (p. 514). Em humildade, abandonamos a noção de que tanto nós quanto os outros temos uma identidade material, e reconhecemos a verdadeira natureza espiritual de todos.
Sou muito grata pela dádiva de compreender que nunca houve uma interrupção na harmonia e na perfeição que existem na presença e no poder do Amor. Também sou grata pela Ciência Cristã, que explica as verdades espirituais e a maneira como podemos aplicá-las e, ao mesmo tempo, comprovar que elas ajudam e curam a nós mesmos e aos outros.
Leslie Revilock
Williamsburg, Virgínia, EUA
