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Original para a Internet

A lei de Deus e a prática da Ciência Cristã

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 9 de julho de 2026


Desde que conheci a Ciência Cristã, há muito anos, minha prática dessa atuação divinamente lógica do Princípio da cura espiritual, fundamentada na Palavra inspirada da Bíblia, mudou e aprofundou todos os aspectos de minha vida. Independentemente da aparência ou da mudança nas circunstâncias humanas, o governo de Deus sobre o universo, com Sua lei suprema, justa e misericordiosa, é a base firme e imutável para se praticar a Ciência Cristã na no dia a dia.

Anos atrás, o poder atuante da lei de Deus, o Princípio divino, o Amor, foi comprovado quando fiquei gravemente ferido em um acidente de moto. Essa experiência me mostrou mais profundamente como a lei divina corrige e dissolve a injustiça de acidentes e lesões. Deus é terno, benevolente e todo o bem, portanto, Ele não é o autor de ferimentos, infortúnios ou caos. Ele é o Espírito e nos criou espiritualmente à Sua imagem, para o abençoado propósito de manifestarmos incessantemente Sua infinita alegria, bem-estar, liberdade e paz.

Nesse acidente, a moto caiu sobre mim, esmagando meu antebraço e a mão. Também tive outros ferimentos. As pessoas que viram o acidente queriam me levar imediatamente para o hospital. Mas eu recusei, porque queria confiar totalmente no meio espiritual de cura, como vinha fazendo havia anos, e agradeci-lhes pelo interesse. Como a casa de meus pais ficava perto dali, decidi ir para lá.

Durante algumas horas após o acidente, a dor parecia insuportável. Meu pensamento estava confuso, com o foco em mim mesmo, como se eu fosse uma estrutura composta de elementos físicos que agora se encontravam em desordem. Além disso, minha família queria me levar para o hospital.

Depois de ficar com meus pais por várias horas, no início da noite decidi ir para um quarto a fim de ficar sozinho e orar em silêncio. Ao longo das horas seguintes, meus pais e dois outros familiares manifestaram sua preocupação e queriam que eu buscasse ajuda médica. Assegurei-lhes que eu ficaria bem, e eles finalmente me deixaram sozinho para tratar da situação de maneira totalmente espiritual.

Voltei-me de todo o coração a Deus em oração, pois a dor ainda estava bastante forte. Nas horas seguintes, parecia que a única coisa que eu conseguia fazer era manter o foco nas inúmeras bênçãos e curas que eu tivera desde que havia começado a estudar a Ciência Cristã. Então, de repente, em um momento de luz espiritual, meus pensamentos passaram da gratidão para o raciocínio e inspiração espirituais que emanam da única lei verdadeira — a lei divina. A chamada lei material dizia que eu sofrera uma lesão grave. A lei divina dizia que era impossível eu estar machucado, porque Deus, a Vida infinita e permanente é minha única Vida — perfeita, inteira, intacta. Estas palavras dos Salmos vieram ao meu pensamento com muita clareza: “Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim; sê tu, Senhor, o meu auxílio. Converteste o meu pranto em folguedos… Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça” (30:10, 11; 31:1).

Naquele momento, compreendi que a misericórdia de Deus não deixa espaço para a injustiça de um acidente ou de uma lesão. Comecei a me regozijar. Então, veio-me logo ao pensamento esta passagem de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã: “Toma consciência, por um só momento, de que a Vida e a inteligência são puramente espirituais — que não estão na matéria nem são constituídas de matéria — e o corpo já não se queixará de coisa alguma. Se estiveres sofrendo de uma crença na enfermidade, repentinamente constatarás que estás bem. A tristeza se converte em alegria quando o corpo é controlado pela Vida, pela Verdade e pelo Amor espirituais” (p. 14).

Assim como as leis da música não prejudicam o músico de maneira alguma, mas também não admitem erros em sua aplicação, a ação onipotente da lei espiritual de Deus, o Princípio divino, protege o gênero humano por despojar o pensamento mortal errôneo de qualquer sugestão de validade, causa ou poder. A lei do Amor divino não produz nem permite nenhum tipo de sofrimento.

Ao compreender isso, parei de aceitar que eu estivesse lesionado. Fechei firmemente a porta do pensamento para o conceito de que eu fosse um mortal, sujeito ao acaso e a lesões. Fechando a porta ao pensamento agressivo de que o acidente tivesse sido real, compreendi mais claramente que o acidente não era real porque não fora causado pela lei divina do bem, pois esta não tem um único elemento de desarmonia. Percebi que a lei divina não se submete a nenhuma suposta lei mortal ou material.

Pela oração inspirada, me abri ao reconhecimento de que Deus é a única fonte de meus pensamentos e ações. Por isso, todo o meu existir só podia ser harmonioso. Que liberdade e justiça encontramos nesse poderoso fato espiritual!

Isso elevou-me à consciência do Cristo, a verdadeira ideia de Deus, na qual todos os elementos da existência estão estruturados e ordenados pela Verdade e governados pela lei da Vida e do Amor. Senti claramente que eu nunca havia deixado a presença todo‑harmoniosa de Deus. Compreendi que a Vida divina, a única vida que verdadeiramente temos, está bem aqui, sempre presente.

Ao orar dessa maneira, a dor e toda a evidência de lesão e ossos quebrados em meu braço e mão desapareceram e, por volta das duas e meia da madrugada, eu adormeci. Ver com clareza que o acidente e as lesões não tinham poder eliminou a injustiça do acidente e seus efeitos em minha vida.

Na manhã seguinte bem cedo, meu pai bateu à porta do quarto pedindo para me ver. Quando o deixei entrar, ele não acreditava no que via. Não havia nenhuma evidência de que eu sofrera um acidente. Ele disse que conseguia entender por que eu confiava na eficácia da Ciência Cristã para a cura.

A crença mortal — a que a Bíblia chama de mente carnal, que se opõe à lei de Deus (ver Romanos 8:7), e que inclui os conceitos errôneos de pecado, doença e morte, não pode fazer parte de nenhum de nós, assim como não pode fazer parte de Deus. A realidade e a ação da lei divina destroem a base de todo pensamento errôneo e, por conseguinte, sua suposta capacidade de definir nossa experiência de alguma maneira.

Minha prática diária da Ciência Cristã continua a me mostrar que podemos aceitar o fato de que a lei de Deus nos governa, e podemos senti-la cuidando de nossa vida. A oração sincera, como aquela em que me dirigi a Deus após o acidente de moto, significa persistentemente fechar a porta para aquilo que os sentidos materiais estão dizendo. Significa voltar-se com confiança e compreensão à nossa verdadeira identidade espiritual, que é fundamentada totalmente no Espírito, Deus. Significa ouvir a mensagem do Amor divino, submeter nossos pensamentos à lei do Amor e deixar que essa lei governe nossa vida. Essa oração traz a inspiração e conforto espirituais que restauram e ajustam, satisfazendo a toda a necessidade humana.

Esta foi a resposta da Sra. Eddy à pergunta “Como é que a Senhora definiria a Ciência Cristã?: “Como a lei de Deus, a lei do bem, que interpreta e demonstra o Princípio divino e a regra divina da harmonia universal” (Rudimentos da Ciência Divina, p. 1). A lei da Vida, da Verdade e do Amor — do Princípio divino — é a Ciência Cristã e é totalmente misericordiosa e justa. Todos nós estamos verdadeiramente sob o total controle da lei divina, cujo principal propósito é promover a harmonia. Sua presença confortadora está exatamente aqui, neste exato momento, e todos nós podemos confiar nela.

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