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Original para a Internet

O cuidado pelA Igreja Mãe

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 8 de junho de 2026


Nosso avião de pequeno porte acabara de decolar do Aeroporto de Boston, Estados Unidos. As nuvens dispersas impediam a vista total da cidade pela janela; contudo, quando olhei, lá estava A Igreja Mãe. Ela se destacava, bela em sua simplicidade e graça, em meio aos arranha-céus.

Mentalmente, perguntei a Deus: “O que posso fazer para manter essa igreja protegida?” A resposta que recebi foi: “Minha filha amada, isso não depende de ti. Essa é Minha Igreja. Eu sou poderoso o suficiente para protegê-la das artimanhas da existência material. Tua tarefa é saber que Eu estou fazendo isso”.

Perguntei a mim mesma como eu podia saber que o Amor divino está cuidando de Sua amada igreja. Ao orar, a primeira ideia que me veio foi esta recomendação de Mary Baker Eddy, em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Temos de olhar para onde queremos caminhar, e temos de agir como possuidores de todo o poder dAquele em quem existimos” (p. 264). Isso me fez ver que eu devia manter o foco em objetivos e atividades espirituais.

A regularidade dos cultos na igreja (todos os domingos e quartas-feiras) foi o que muitas vezes me ajudou a voltar para o caminho correto, quando me desviei da vereda espiritual. O amor pela igreja e o amor que sinto na igreja também me levaram a participar das atividades que aumentam minha dedicação ao Espírito infinito. Se meus pensamentos forem constantemente mais espirituais, permitirei que o Amor divino me guie com mais frequência; e, então, será mais natural que eu aceite que Deus está no controle da igreja, de minha vida e da vida de todos os demais.

No livro de Salmos, Davi ora: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho e guia-me por vereda plana, por causa dos que me espreitam” (27:11). Eu queria que a oração de Davi também fosse a minha. Algumas versões da Bíblia traduzem “plana” por “segura”. Qual seria o caminho seguro que me manteria a salvo “dos que me espreitam”? Um caminho que seja compatível com o crescimento espiritual. Um caminho repleto de gratidão pela constante presença do Amor divino. Um caminho de calma e inabalável confiança na Verdade.

Nesse Salmo, não acho que “os que me espreitam” sejam pessoas, mas sim hábitos e ações que poderiam me desviar do caminho — neste caso, tudo aquilo que me impeça de reconhecer que o Amor divino está protegendo a igreja. Muitas vezes a apatia ou a falta de interesse tem sido um desses inimigos que me espreitam. Parece que quase todas as quartas-feiras à noite me vem ao pensamento a sugestão de que estou muito cansada para ir à reunião de testemunhos. Preciso lembrar que o “…sono e a apatia são fases do sonho de que a vida, a substância e a inteligência sejam materiais” (Ciência e Saúde, p. 249).

Ceder a essa apatia debilita meus esforços de trabalhar com prazer pela igreja, e diminui meu desejo de ponderar sobre as verdades espirituais expressas nas reuniões de testemunhos das quartas-feiras. A apatia talvez tente impedir meu progresso espiritual fazendo com que eu não queira, por exemplo, ser um dos Leitores nos cultos, ou não sinta vontade de ler diariamente a Lição Bíblica semanal. Preciso estar atenta a esse inimigo do meu crescimento espiritual e não deixar que ele me desvie do caminho da regeneração.

Também reconheço que outro inimigo que tenta me tirar do caminho espiritual é reparar na personalidade das pessoas. Ciência e Saúde deixa claro que a “…pessoalidade não é a individualidade do homem” (p. 491). Manter o foco na pessoalidade (temperamento, defeitos de caráter, preconceitos, atitudes etc. de alguém) pode impedir-nos de reconhecer a permanência e durabilidade dA Igreja de Cristo, Cientista, que Mary Baker Eddy fundou. O adversário, o pensamento de achar que membros da igreja sejam humanos com falhas, tenta nos impedir de apoiar a igreja e os membros.

Certa vez, outra senhora e eu fomos eleitas para a diretoria de nossa igreja filial. Eu sabia que o Amor divino havia guiado essa pessoa a participar da eleição, mas eu não tinha a certeza de que ela poderia realmente acrescentar algo ao trabalho da diretoria. Reconheci que essa era uma sugestão para focar a pessoalidade, em vez de prestar atenção à sua individualidade espiritual recebida de Deus. No fim das contas, foi muito benéfico tê-la na diretoria. Sua longa experiência com os membros e com a igreja ajudou a todos em muitas decisões. Fiquei imensamente grata pelo Amor tê-la colocado naquela função, e por eu ter abandonado o foco na pessoalidade.

Outro inimigo a ser enfrentado é a sugestão do ego humano. Percebi que minha primeira pergunta a Deus — “O que posso fazer para manter essa igreja em segurança?” — foi uma pergunta egotista. Ela pressupunha que eu possuía uma identidade própria separada da Mente divina e que cabia a mim fazer algo.

O egotismo nos leva a pensar que somos pessoalmente responsáveis, ou que não somos adequados, ou que estamos sobrecarregados. O Ego único é a Mente divina, e a Mente divina está no controle de todos os aspectos da igreja — seu crescimento, suprimento, união e alegria. Minha tarefa é saber que a Mente divina é capaz e está disposta a levar a igreja adiante na vida de cada um de nós.

A Ciência Cristã — da qual a igreja é uma manifestação — é o Consolador, o Confortador, que Jesus prometeu. Podemos tomar consciência da verdade de que não existe outra instituição que nos permita interiorizar a renovação, a calma e a regeneração que são inerentes à igreja.

Graças à oração, o propósito divino se tornou mais real para mim. Ciência e Saúde declara: “A Igreja é aquela instituição que dá provas de sua utilidade e eleva o gênero humano, despertando a compreensão que está adormecida nas crenças materiais, levando-a ao reconhecimento das ideias espirituais e à demonstração da Ciência divina, expulsando dessa forma os demônios, ou seja, o erro, e curando os doentes” (p. 583).

Este versículo do livro de Salmos: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” (27:14) explica que minha responsabilidade é aceitar aquilo pelo qual o Amor divino, Deus, é responsável, ou seja, supervisionar e governar A Igreja de Cristo, Cientista.

O amor, a ternura e o afeto da igreja são muito bem declarados nas palavras da Sra. Eddy a uma igreja filial: “Amados irmãos: As igrejas filiais dA Igreja de Cristo, Cientista, que estão crescendo qual ramos de árvores, estão rapidamente oferecendo amplo abrigo ao mundo inteiro. Vossa fé não foi sem obras — e o amor de Deus pelo Seu rebanho está evidente em como Ele o cuida. Ele revolverá o solo em volta dessa pequena igreja, podará os galhos que estorvam, a regará com o orvalho celestial, fortalecerá suas raízes e alargará suas fronteiras com o Amor divino. O que Deus espera é só que o homem seja digno, para que Ele amplie os meios e medidas da Sua graça. Vós já tendes a prova da prosperidade de Sião. Estais sentados debaixo da vossa própria videira e figueira como resultado do crescimento da espiritualidade — dessa videira cujo agricultor é nosso Pai” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 154).

Hoje sinto o Amor divino cuidando dA Igreja de Cristo, Cientista, podando os galhos e regando-a. Meu trabalho é aceitar a onipotência e a onipresença desse Amor. Minha tarefa, que eu estou imensamente disposta a realizar porque me traz muita alegria, é continuar a crescer espiritualmente e a aceitar a plenitude do Deus único. A Igreja de Cristo, Cientista, não pode ser atingida por obstáculos e tentativas de interferência por parte da existência material, pois representa a “…estrutura da Verdade e do Amor; tudo o que assenta no Princípio divino e dele procede” (Ciência e Saúde, p. 583). É construída e mantida pelo Amor divino e, portanto, está sempre segura e protegida. 

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