Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

O poder do Princípio na resolução de problemas

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 25 de maio de 2026


Quando olhamos à nossa volta, seja em nossa própria experiência ou na experiência de pessoas do outro lado do mundo, vemos problemas de todo tipo. Mas, quaisquer que sejam as dificuldades, podemos encontrar soluções mediante uma compreensão mais clara do Princípio supremo — Deus.

O Princípio, um dos sinônimos de Deus, é a origem fundamental que coloca em ordem tudo e todos, alinhando e sustentando, em perfeita harmonia, todo o existir e toda ação. Nós, como filhos de Deus, somos testemunhas desse Princípio sempre atuante.

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve a respeito de nossa relação com o Criador: “O Princípio e sua ideia é um, e esse um é Deus, o Ser onipotente, onisciente e onipresente, e Sua reflexão, Seu reflexo, é o homem e o universo” (pp. 465–466). A substância, a causa, o efeito, a inteligência, a sabedoria, a imortalidade, a harmonia, a lei e tudo o que existe são a expressão do Princípio. O universo, que inclui todos os filhos de Deus, procede desse Princípio infinito, o Amor, e o confirma. Nesse lar amoroso em que todos nós vivemos, nenhum erro ou mal pode existir. Seja qual for a forma que o mal pareça assumir, trata-se da crença errônea de que o Princípio esteja ausente. E o fato de que o Princípio é onipresente e inteiramente bom é fundamental para resolver problemas por meio da oração.

Na prática da Ciência Cristã, nós demonstramos nossa relação com o Princípio por sermos a expressão de sua ação e de seu propósito divino. Um elemento da cura consiste em desmascarar o que o mal alega ser ou fazer. Uma das definições de mal como advérbio, em um dicionário, é “contrário à justiça”. Outra maneira de dizer isso é “contrário ao Princípio”.

Quando recorremos ao Princípio, para revelar a realidade em cada situação, percebemos claramente a alegação errônea do mal. É maravilhoso saber que, por sermos filhos de Deus, temos essa capacidade de discernir o que é certo e verdadeiro, porque existimos em união com o Princípio que governa o universo. Os fatos da lei divina são inerentes à nossa natureza. Somos testemunhas da Verdade e, portanto, somos capazes de identificar a mentira que se disfarça de verdade.

Ao mesmo tempo, conseguimos entender por que a alegação é falsa. Podemos considerar as verdades específicas ou os fatos espirituais que se opõem à alegação e demonstram sua falsidade. Mas, fundamentalmente, o mal — que não tem lei, presença nem poder — não pode se sobrepor ao Princípio divino, que está sempre presente, preenche todo o espaço e está sempre em ação.

Para começar, é essencial compreender que o problema nunca existiu, por mais errado que ele seja ou por quanto tempo se tenha acreditado nele. Isso é importante, porque, caso contrário, estaremos apenas tentando trazer alívio temporário a uma situação que poderia se repetir, em vez de reconhecer que o Princípio invariável nunca pode ser afetado nem anulado pela desarmonia. Para erradicar o senso errôneo, temos de entender que ele nunca teve existência real no Princípio, que permanece para sempre isento de erro. Essas verdades são transformadoras e trazem soluções sanadoras para quaisquer dificuldades que possamos enfrentar.

Vou dar um exemplo. Quando estava se preparando para uma viagem aérea, durante o período da pandemia, meu filho fez o teste de Covid para atender às exigências legais. O teste rápido foi inconclusivo, mas o resultado de outro teste feito posteriormente, de maior precisão, foi positivo. As companhias aéreas exigiam um resultado negativo. Percebemos então que se tratava de uma oportunidade para resolver esse problema colocando em prática o que havíamos aprendido na Ciência Cristã. 

Ao orarmos juntos, detectamos primeiramente a crença subjacente ao problema: de que meu filho era uma individualidade física, vivendo em um mundo material, onde uma lei de doença contagiosa tinha o poder de invadir seu corpo, prejudicar sua saúde e impedir que ele exercesse suas atividades.

Então, reconhecemos a falsidade desse cenário. Afirmamos que o Princípio divino era sua verdadeira origem e que ele vivia no reino dos céus, onde vigora apenas a lei divina da harmonia. O contágio se espalha não pelo contato físico, mas pelo consentimento mental. Tudo o que mantemos na consciência se exterioriza como nossa experiência. Mantivemos no pensamento a verdade de que meu filho era inocente, não tinha uma mente pessoal para consentir ou vivenciar a doença. Pelo contrário, ele existia na Mente divina, que o conhecia como sua ideia.

Também oramos para reconhecer que ninguém tem uma vida material, separada de Deus, nem poderia ser o hospedeiro de uma forma de mal chamada vírus. Além disso, um vírus não poderia ter vida própria para fazer alguma coisa, pois só Deus dá a vida. A Vida divina é organizada, harmoniosa, boa. A Covid é uma mentira e nunca teve vida em lugar nenhum. Por isso, a cura não requer um determinado período. Meu filho sempre esteve unido ao seu Princípio, o Amor divino.

Concluindo nossa oração, compreendemos que esse cenário de doença não poderia ser verdadeiro no Princípio onipotente, cujo propósito é o bem e o amor por toda a sua criação. O vírus da Covid nunca havia sido criado, porque Deus criou tudo, e tudo o que Ele fez é bom. Deus é indivisível e, portanto, não é uma consciência dividida entre o bem e o mal. Por isso, Deus não pode agir contra Sua própria criação, criando algo para prejudicá-la. A Covid nunca teve autoridade divina; por isso, não é possível alguém ter essa doença.

Depois que oramos, meu filho fez novamente os dois testes para atender às exigências da viagem, e o resultado de ambos foi negativo. Ele perguntou, ao profissional que havia realizado as duas séries de testes, se poderia ter havido um engano em algum deles, e a resposta do homem foi: “De modo algum”.

Então, o que aconteceu? Do ponto de vista espiritual, o primeiro conjunto de testes não se referia a um corpo material dando provas de que meu filho tinha uma doença. Pelo contrário, a mente mortal é que estava afirmando isso, e para si mesma parecia estar comprovando sua alegação de que meu filho estava sujeito ao contágio. Na segunda série de testes, por meio da atividade amorosa do Cristo, nós comprovamos que a alegação do mal era impossível. A Verdade divina não deixou espaço no pensamento de meu filho para que essa alegação se manifestasse em sua experiência. Ciência e Saúde explica: “Uma mudança na crença humana altera todos os sintomas físicos e determina que um caso melhore ou piore” (p. 194). Então, feliz, lá foi ele viajar!

No Princípio infinito, Deus, não existem problemas nem ações malignas chamadas violência, corrupção ou pandemia. Só há o desígnio divino do bem se desdobrando com graça e glória. Como filhos de Deus, todos nós vivemos, nos movemos e existimos no Princípio divino e nunca estamos separados de sua harmonia invariável.

Quando, diariamente, incluímos o mundo em nossa oração, podemos reconhecer todos os filhos de Deus como testemunhas do bem divino, capazes de se verem livres, prestando contas apenas ao Princípio divino. Somos capacitados por nosso Princípio para saber que nunca fomos prejudicados por nenhuma crença de vulnerabilidade mortal. Que alegria saber que não existe um estado de desarmonia a partir do qual precisemos retornar à harmonia! O Princípio nos mantém amorosamente em perfeita ordem, agora e sempre.

Assim, quando surge algum problema, podemos, por meio da luz do Cristo, nos conscientizar de nossa união com o Princípio divino e compreender claramente que a alegação sugerida é um conceito imposto; podemos reconhecer, por meio da Verdade, a impossibilidade dessa alegação, e nos regozijarmos com o fato de que o problema nunca ocorreu. Como lemos em Ciência e Saúde: “O Princípio-Deus é onipresente e onipotente. Deus está em toda parte, e nada, a não ser Ele, está presente ou tem poder” (p. 473). Problema resolvido!

Para conhecer mais conteúdo como este, convidamos você a se inscrever para receber as notificações semanais do Arauto. Você receberá artigos, gravações em áudio e anúncios diretamente via WhatsApp ou e-mail.

Inscreva-se

More web articles

A missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

                                                                                        Mary Baker Eddy

Conheça melhor o Arauto e sua missão.