A responsabilidade por participar na coordenação de um evento havia me deixado sobrecarregada. Eu me encontrava em um estado de agitação mental provocado por minha preocupação com as pessoas envolvidas, e por tentar agradar aos outros em vez de ouvir a orientação de Deus — o Princípio divino, o Amor divino. No geral, o evento transcorreu bem, mas passadas uma ou duas horas eu tive uma dor de cabeça intensa. Contatei um praticista da Ciência Cristã, para orar por mim.
Naquela noite, depois de assistir à reunião semanal de testemunhos em minha igreja local, uma filial dA Igreja de Cristo, Cientista, eu ainda estava ruminando sobre as interações que havia vivenciado entre as diferentes personalidades — e a dor de cabeça intermitente persistia. Quando contei ao praticista a respeito do desconforto contínuo, ele me falou sobre esta passagem de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy: “Dizes que indigestão, cansaço e falta de sono causam perturbação de estômago e dores de cabeça. Em seguida, consultas o cérebro para lembrar o que te fez mal, quando o remédio consiste em esquecer tudo isso; pois a matéria não tem sensação própria, e apenas a mente humana é que pode produzir a dor” (pp. 165–166).
Fui obediente e parei de remoer tudo o que havia acontecido no evento, e deixei de buscar, nas interações ou nos julgamentos das pessoas, as causas para meu desconforto. Reconheci que Deus é a única causa e que o Princípio divino, não a pessoalidade humana, governa tudo.
Antes de ir dormir, venci o impulso de assistir à televisão para fugir do mal-estar. Em vez disso, ponderei a respeito da leitura ouvida durante a reunião de testemunhos, a qual incluiu esta afirmação de Ciência e Saúde: “A consciência da Verdade nos descansa mais do que horas de repouso na inconsciência” (p. 218). Tive a certeza de que o verdadeiro descanso vem de permanecermos na Verdade, Deus, e não de atividades fúteis ou de ruminar sobre conversas e interações.
Na manhã seguinte, acordei sem dor. Mais tarde, quando ela começou a reaparecer, eu sabia qual era meu remédio. Recusei-me a rever mentalmente as atividades relacionadas àquele evento, e reconheci a presença de Deus e o fato de que o Amor divino estava governando a mim, a todos, e cada aspecto de nossa vida. Em pouco tempo, fiquei totalmente livre da dor de cabeça.
A Sra. Eddy nos orienta: “É o Princípio, e não uma pessoa, que está próximo ao nosso coração, em nossos lábios, e em nossa vida” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 135). A maneira de seguirmos esse conselho, com sabedoria, consiste em elevar o pensamento para que não fique focado em pessoas, e orar para manter nossos afetos e ambições em linha com o Princípio divino.
Jodie Maurer
Azusa, Califórnia, EUA
