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Original para a Internet

Precisa de boas respostas? Ore como Jó

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 22 de junho de 2026


O turbilhão de eventos diários, desde reuniões e obrigações até emoções e controvérsias, pode nos sobrecarregar ou confundir, ou ainda ofuscar os bons resultados. Em alguns momentos, talvez nos perguntemos o que está acontecendo, por que agora, quem é o culpado e o que fazer a respeito?

O tema da Lição Bíblica desta semana, que consta no Livrete Trimestral da Ciência Cristã, é uma pergunta: “É o universo, que inclui o homem, evoluído pela força atômica?” Talvez filósofos materialistas e cientistas que pesquisam a matéria respondam que sim. Mas a perspectiva da Ciência Cristã nos dá esta resposta em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy: “A criação divina e científica proclama a Mente imortal e o universo criado por Deus” (p. 507).

Por isso, voltar-nos a Deus, a Mente infinita, com nossas perguntas, é vital para obter boas respostas. A abertura da lição nos traz uma garantia: “…o Senhor te dará compreensão em todas as coisas” (2 Timóteo 2:7).

A lição também inclui o diálogo entre Jó e Deus, como narrado no Livro de Jó. Jó era um homem justo, que tinha tudo a seu favor quando, de repente, sua vida próspera desmoronou, dando lugar a um sofrimento que ele não merecia. Perdeu a riqueza, a saúde e a família, e tinha grande dificuldade em compreender como isso podia ter acontecido. Jó orou por respostas, em comunhão direta, sincera e persistente com Deus.

No capítulo 38, Deus abre os olhos de Jó para o total controle divino sobre o universo, fazendo perguntas fundamentais. Em essência, Deus pergunta a Jó: onde você estava quando Eu lancei os fundamentos da terra? Quem a criou e quem concebeu as ideias que a compõem, quem interpretou o universo e tudo sabe — você ou Eu, Deus, a Mente divina?

Jó ouve com humildade e admite sua falta de conhecimento espiritual. Ele começa a ver que Deus é o poder supremo e a presença eterna do universo. Ele percebe que Deus, a fonte do bem universal, sabe tudo a respeito de Sua criação e dá ao homem — a todos nós — sabedoria e compreensão. “Então, respondeu Jó ao Senhor: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:1, 2).

À medida que o pensamento de Jó se alinha com o de seu Criador, a inteligência divina, ele encontra respostas de cura. Jó recebe “o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42:10). Para mim, há uma afirmação em Ciência e Saúde que parece mostrar o que Jó aprendeu: “Nenhuma sabedoria é sábia, senão a sabedoria dEle; nenhuma verdade é verdadeira, a não ser a divina; nenhum amor é amoroso, a não ser o divino; nenhuma vida é Vida, a não ser a divina; nenhum bem existe, a não ser o bem que Deus outorga” (p. 275).

Em circunstâncias muito mais modestas do que as de Jó, durante meu doutorado houve um momento em que tive de ceder a Deus. A chefe do departamento de minha universidade disse que estava decepcionada com o texto de minha dissertação, afirmando que eu não estava apresentando uma reflexão profunda sobre o tema, algo que era exigido de uma aluna de doutorado. Tudo estivera bem ao longo do curso, por isso fiquei chocada com o que ouvi dela. Não pude deixar de pensar: depois de todo o trabalho árduo e tanta dedicação, será que vou fracassar? Atônita fui para casa e me voltei a Deus em busca de boas respostas, a fim de fazer a reflexão profunda necessária.

Eu havia aprendido na Ciência Cristã a premissa básica de que Deus, a Mente divina, criou a todos nós à Sua imagem e semelhança, como está escrito em Gênesis 1. Por isso, raciocinei que a Mente criadora do universo havia me criado com capacidade de compreensão. Em vez de ficar oscilando entre o medo inquietante e uma tênue esperança, fiquei em silêncio e somente escutei.

Eu conhecia a ordem divina do universo espiritual e tinha a certeza de que a superioridade disponível da Mente me daria uma resposta. Instantaneamente, tive uma ideia para dar continuidade à dissertação de uma maneira diferente, a qual introduzia uma metodologia totalmente diversa.

No dia seguinte, solicitei uma reunião com a mesma chefe de departamento, a qual relutantemente concordou em me receber. Quando propus a nova abordagem para finalizar a dissertação, ela ficou surpresa e satisfeita. A partir daquele momento, tudo correu bem, desde o trabalho escrito até a defesa oral.

Como lemos em Jó: “…há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio” (32:8). Não importa o problema que estejamos enfrentando, grande ou pequeno, podemos encontrar respostas assim como Jó encontrou, pois, por sermos a imagem da Mente divina, cada um de nós inclui a sabedoria e a compreensão de que precisamos.

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