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Original para a Internet

Para jovens

Superei o divórcio de meus pais

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 19 de outubro de 2017


Nunca vou esquecer a ocasião em que voltei da colônia de férias, onde tinha ido pela primeira vez. Meus pais foram me buscar no aeroporto, depois paramos em um parque e lá me contaram que eles estavam se divorciando. Senti-me como se tivesse sido repreendida e fiquei chocada. Imediatamente, comecei a achar que o divórcio era consequência de eu ter ido para a colônia de férias. Depois disso, todo ano, quando minha mãe perguntava se eu queria ir novamente para a colônia de férias, eu respondia que não, por medo de ser magoada outra vez ao voltar para casa.

Por fim, acabei voltando à colônia de férias, e foi difícil acreditar que, por medo, eu tinha evitado aquilo por tanto tempo, já que nada de ruim aconteceu nem enquanto eu estava lá, nem depois. No ano seguinte fui de novo, sem nenhum medo ou hesitação.

Desta vez, foi um grande aprendizado. Eu estava num programa especial, e foi maravilhoso. Todos se tornaram como uma família. Mas, apesar de já ter superado o medo de ir à colônia de férias, ela ainda me fazia lembrar da notícia ruim que recebera ao voltar para casa. Comecei a chorar por qualquer coisa, e ficava aos prantos toda vez que pensava no meu pai. Naquelas duas semanas, participamos de atividades como o percurso de cordas, canoagem no rio, acampamento em tendas e, embora eu estivesse me divertindo muito, as recordações ruins continuavam a me assombrar.

Um dia fomos andar de bicicleta na montanha. Era minha primeira vez e foi muito emocionante. O panorama era de tirar o fôlego, de tão bonito. Senti-me o tempo inteiro maravilhada com a obra de Deus e fiquei muito agradecida por fazer parte de Sua criação.

Quase ao final do passeio, pedalando no trecho mais íngreme da descida, fiz uma curva fechada na trilha sinuosa e caí em cima de uns cactos. Como estava de short, a lateral de uma perna ficou coberta de espinhos. Consegui pedalar até o final da descida e voltar para o acampamento. Fui para a enfermaria da Ciência Cristã e liguei para uma Praticista da Ciência Cristã para me apoiar em oração. Eu queria me livrar dos espinhos encravados na minha perna, mas estes não saíam por nada.

Após tentar retirá-los de muitas maneiras, percebi que eu precisava orar. Com a oração, comecei a entender que os espinhos estavam encravados, exatamente como as lembranças ruins a respeito do meu pai pareciam estar espetadas em mim. Todo choro estava acontecendo porque era hora de eu me libertar daqueles sentimentos mal resolvidos a respeito do divórcio.

O que realmente me ajudou foi o artigo “Ofender-se” que está incluído na obra Miscellaneous Writings,18831896, (Escritos Diversos),(pp.223–224), de Mary Baker Eddy. Um trecho que se destacou para mim foi:” A flecha mental que sai do arco de outra pessoa é praticamente inócua, a não ser que nosso próprio pensamento lhe afie a ponta.”

Essa passagem me ajudou a entender que eu não devia permitir que a experiência do passado afetasse minha vida no presente. Aquele passado não tinha nenhum poder.

Mais tarde, à noite, uma das enfermeiras me pediu para mergulhar a perna em água, e todos os espinhos saíram. Fiquei grata por isso, mas a perna ainda doía muito.

Às três e meia da madrugada, nosso grupo acordou e fomos escalar uma montanha lá perto. Subir pelas trilhas íngremes e passar por cima de rochas foi difícil, devido ao problema da perna, e fiquei à beira das lágrimas durante todo o percurso. Quando chegamos ao cume, senti total reverência pela magnífica vista, e por ver a obra de Deus manifestada em tudo ao meu redor.

Tivemos 45 minutos de tempo a sós. Algumas pessoas tiraram um cochilo, outras comeram. Eu, de minha parte, empenhei-me em deixar de "afiar a ponta” da flecha do passado.

Passados os 45 minutos, ao começarmos a descida, conscientemente deixei as lembranças ruins no cume da montanha, e senti que todo o ódio e tristeza caíram de meus ombros. A verdade é que o amor de Deus esteve o tempo todo comigo; dele não posso ser separada. O Amor nunca foi embora quando meu pai deixou a família; nem quando eu estava na colônia de férias; nem quando estava pedalando na montanha. E, por Deus, o Amor divino, ser meu verdadeiro Pai, independentemente de quem entra ou sai da minha vida, sempre estarei segura e suprida em tudo.

Ao descer a montanha, fui saltitando o tempo todo, cantando músicas da Broadway. A dor tinha passado, e a perna estava completamente curada. Não é que, por saber que em realidade Deus está no controle de tudo, eu tivesse esquecido o que acontecera, mas eu estava finalmente livre dos efeitos. E a volta para casa já não me causava ansiedade.

Sou muito grata por tudo o que aprendi com essa cura, que foi muito marcante para mim.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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