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Original para a Internet

Igreja: progredir juntos e com alegria

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 5 de março de 2026


“A luz do sol cintila da cúpula da igreja, lampeja na cela da prisão, penetra no quarto do doente, dá esplendor à flor, embeleza a paisagem, abençoa a terra” (Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 516). Recentemente, ao ler essa passagem, observei que a luz do sol primeiro cintila da cúpula da igreja, depois vai para a cela da prisão e então segue para o quarto do doente, antes de dar esplendor, embelezar e abençoar o ambiente. A meu ver, isso representa o progresso e o bem que a Igreja traz para o mundo. Então, o que há na igreja que produz esse efeito?

O Manual dA Igreja Mãe, escrito pela Sra. Eddy, afirma: “Na Ciência Cristã, cada igreja filial deve ser nitidamente democrática na sua forma de governo, portanto nenhuma pessoa e nenhuma outra igreja devem interferir nos seus assuntos” (p. 74). Inicialmente, pode parecer que esse Artigo do Manual se refere unicamente à maneira como tratamos as questões que surgem no dia a dia, na gestão de filiais da Igreja de Cristo, Cientista. Eu entendi, porém, que seu alcance é muito mais profundo.

A Sociedade da Ciência Cristã da qual sou membro nem sempre foi um lugar feliz. Mas percebi que minha experiência na igreja é mais prazerosa quando ponho em prática, no relacionamento com os demais membros, o conceito mais elevado a respeito desse Artigo. Todos nós oramos em prol da harmonia em nossa igreja, e atualmente reconhecemos que, ao longo dos últimos anos, temos visto os resultados dessas orações.

Para mim, o Artigo se refere à necessidade de os membros se comprometerem a trabalhar, colaborando uns com os outros. Então, de que forma podemos progredir juntos como igreja? Temos nosso Pastor, a Bíblia Sagrada em conjunto com Ciência e Saúde. Com humildade, e compreendendo que Deus é a única Mente, cada um de nós pode se voltar individualmente para esse Pastor em busca de inspiração. O estudo desses livros nos ajuda a perceber que a Mente divina alinha todas as suas ideias, seus filhos, em alegre consonância entre si.

Parte da definição de Igreja, no Glossário de Ciência e Saúde, diz o seguinte: “A Igreja é aquela instituição que dá provas de sua utilidade e eleva o gênero humano, despertando a compreensão que está adormecida nas crenças materiais, levando-a ao reconhecimento das ideias espirituais e à demonstração da Ciência divina, expulsando dessa forma os demônios, ou seja, o erro, e curando os doentes” (p. 583). Essa descrição deixa claro que a Igreja é a atividade da Mente divina. As orações que fazemos na congregação, uns pelos outros e pelas atividades de nossa igreja, elevam a humanidade, não apenas os membros. Elas estão transformando o pensamento do mundo.

A história de Moisés, em que ele lidera os israelitas na fuga do Egito, ilustra algumas das bênçãos decorrentes desse apoio mútuo. Depois de escaparem da escravidão no Egito, eles levaram cerca de um ano e meio para chegarem às proximidades da Terra Prometida. Moisés enviou Calebe, Josué e um representante de cada uma das tribos para explorar a região. Ao retornarem, Calebe e Josué relataram que a terra era boa e que, se obedecessem a Deus, poderiam ocupá-la e serem prósperos (ver Números 13 e 14). Contudo, os representantes das outras dez tribos argumentaram que os habitantes daquela terra eram de grande estatura, e que os israelitas não conseguiriam vencê-los. Aparentemente, a avaliação feita por esses últimos baseava-se exclusivamente no aspecto físico, mas assustou os israelitas, que se recusaram a entrar na Terra Prometida e, durante quarenta anos, vagaram pelo deserto.

O ponto que eu gostaria de enfatizar, nesse relato, é o fato de Moisés, Arão, Josué e Calebe terem permanecido com os outros israelitas. Eles não disseram: “Estamos fartos de vocês. Nós vamos por nossa conta!” E Deus cuidou de todos, provendo-os de comida e água. Além disso, durante todo aquele tempo, suas roupas não se desgastaram.

Por fim, constatou-se que a argumentação daqueles dez homens, baseada no medo, não impediu o cuidado amoroso que Deus vinha dispensando a todos. Ao reconhecer esse amor, os filhos, agora já adultos, daqueles que haviam se recusado a entrar na Terra Prometida, estavam preparados para confiar em que Deus os protegeria e atenderia às suas necessidades, e se dispuseram a seguir em frente — juntos.

Ainda houve desafios pela frente, que demandaram comprometimento e coragem. Para entrarem na Terra Prometida, por exemplo, eles tiveram de conquistar Jericó, a cidade que controlava as rotas migratórias naquela região e tinha uma localização estratégica, próxima a um oásis exuberante. Para isso, foi necessário derrubar os muros da cidade. Referindo-se à maneira como esse objetivo foi alcançado, a Sra. Eddy diz que “…todos tiveram de gritar juntos, para que os muros ruíssem…” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 279).

A paciência demonstrada por Moisés, Arão, Josué e Calebe para com os companheiros israelitas, ao longo dos quarenta anos no deserto, havia ajudado a desenvolver a confiança do povo no cuidado amoroso de Deus, e o respeito por Suas leis. Isso foi o que provavelmente estabeleceu a base para os israelitas se comprometerem a seguir adiante.

Pensei também em que a democracia é o compromisso da nossa Sociedade da Ciência Cristã de trabalhar em conjunto — nosso comprometimento, como igreja, com a justiça, a igualdade, o respeito, a confiança e a compaixão. Isso me ajudou a perceber que uma vida plena de alegria por expressar essas qualidades divinas, reflete a luz do Amor e da Verdade — a luz de Deus — em nossa comunidade e no mundo, e nos capacita a “[pôr] freio ao crime” (ver Ciência e Saúde, p. 97), curar doenças e atuar em benefício do ambiente que nos rodeia. A Sociedade da Ciência Cristã da qual participo demonstrou isso recentemente. Durante muitos anos, o edifício da nossa sede vinha sendo alvo de vandalismo. Nós orávamos para reconhecer que todos na comunidade eram a expressão de Deus, mas acabamos percebendo que nossa igreja estava sendo tratada como coisa de nenhum valor. A área da igreja estava sendo usada para consumir drogas, esconder-se da polícia ou fugir da escola. Um jovem, ao ser questionado a respeito dos danos ao imóvel, disse que pensava tratar-se de um prédio abandonado.

Uma noite de sábado, atiraram pedras nas janelas dos fundos da igreja, e todas foram quebradas. Ao chegarmos, na manhã seguinte, encontramos vidro estilhaçado nas cadeiras, no púlpito, por toda parte. Recolhemos os cacos de vidro e realizamos o culto. As orações na igreja, naquela manhã, foram sentidas. Após o culto, todos concordamos que era necessário colocar uma cerca em volta da propriedade.

Depois de instalada a cerca, o vandalismo cessou, e nossos vizinhos, inclusive uma escola próxima, nos agradeceram. Percebi que tínhamos uma única Mente, que estávamos trabalhando juntos e, ao demonstrar que valorizávamos nossa igreja e suas atividades, a vizinhança percebeu que isso também atendia às suas necessidades. Agora estamos seguindo adiante juntamente com a comunidade.

Partindo dessa base de união, houve o desdobramento de mais progresso. O saguão de entrada de nossa Escola Dominical, bem como a sala onde as classes se reúnem precisavam muito de reparos, porém o custo da reforma parecia estar muito acima de nossos recursos. Entretanto, quase que imediatamente após a instalação da cerca, tudo se encaixou para que o projeto de reforma fosse implementado e, de modo muito inesperado, surgiu uma fonte de financiamento. Relembrando essa experiência, percebemos que primeiro foi preciso reconhecer que Deus estava cuidando de nós e satisfazendo cada uma de nossas necessidades. Agora, quando olhamos para nossa bela Escola Dominical, podemos dizer com sinceridade: “Existe alguma coisa que Deus não possa fazer?” (Ciência e Saúde, p. 135).

No entanto, mais do que essa bela reforma, nossa verdadeira conquista foi a demonstração da democracia genuína. Conforme diz a Sra. Eddy: “A Magna Carta da Ciência Cristã significa muito, multum in parvo — tudo-em-um e um-em-tudo. Defende os direitos inalienáveis e universais dos homens. Essencialmente democrática, seu governo é administrado pelo consentimento comum dos governados, no qual e por meio do qual o homem governado por seu Criador é autogovernado” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, p. 246).

Essa é a luz que cintila da cúpula da igreja e abençoa a terra.

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