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Original para a Internet

PARA JOVENS

Como posso deixar de ser influenciado pelo que os outros pensam?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 4 de maio de 2026


P. Como posso deixar de ser influenciado pelo que meus amigos e os outros pensam?

R. Nos anos do ensino fundamental, médio e até mesmo na maior parte da faculdade, eu lutei com essa questão. Não era tanto a pressão de meus amigos, mas a forte sensação de que eu precisava seguir o que eles pensavam. Por exemplo, se eu achava uma garota bonita, mas meus amigos não gostavam dela (ou, pior, se eu achava que meus amigos não iriam gostar dela), não havia a menor chance de eu pensar em conversar com ela.

Eu me sentia como se fosse duas pessoas. Quando estava em casa, apenas com minha família ou talvez com um ou dois amigos, me sentia livre e feliz para ser eu mesmo. Mas, na escola, sentia-me acuado, tentando me ajustar ao que eu achava que os outros esperavam que eu fosse.

No início do quarto ano da faculdade, tive a oportunidade de ir estudar na França. Eu estava enfrentando desafios de relacionamento, com medo do que vinha pela frente, insatisfeito com a faculdade, em suma, sentia-me encurralado. Eu tentava seguir a vida com base no que os outros pensavam, ou naquilo que talvez esperassem de mim.

No entanto, certo dia na França, tive uma experiência transformadora. O testemunho dessa experiência pode ser lido no site JSH-Online.com (“An always present Love” [O Amor sempre presente], The Christian Science Journal, setembro de 2010). Como eu relato no artigo, senti a presença instantânea do amor de Deus, de uma maneira que nunca havia sentido antes. O curioso é que não se referia a nenhuma de minhas preocupações ou perguntas específicas. Mas mudou completamente minha maneira de pensar. Pela primeira vez, compreendi que a vida era minha e que eu não estava à mercê do que os outros pensavam, faziam ou esperavam. Para ser mais preciso do ponto de vista espiritual, compreendi que minha vida pertencia a Deus e que ela estava em segurança no amor dEle.

A mudança que ocorreu devido a essa percepção foi tremenda. Senti-me livre! Eu não havia me dado conta de como tinha sido difícil lidar com todas aquelas influências. Agora estava tão certo do amor de Deus, que senti ser essa a única coisa que eu deixaria me governar. E, de fato, Deus, o Amor, é o único verdadeiro poder que governa cada um de nós.

Lembro-me de como Cristo Jesus respondeu, quando Pôncio Pilatos o ameaçou. Jesus disse: “…Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada…” (João 19:11). Em outras palavras: “Tu não terias poder algum sobre mim, a menos que Deus tivesse te dado esse poder”.

Não foi nada contra nenhum de meus amigos, mas Deus certamente não me havia colocado nas mãos deles. E o que é muito bom, nossa amizade se aprofundou muito, depois que entendi que meus amigos não governavam minha vida, e é muito provável que eles nunca tenham tido essa intenção. Certamente suas boas ideias me inspiraram, quando entendi o que era certo para mim.

Antes, eu estava constantemente tentando me adaptar ao que os outros poderiam pensar a meu respeito, o que é o mesmo que tentar seguir tendências que parecem mudar a cada instante. No entanto, quando descobri que o amor de Deus é constante, e não age segundo determinadas pessoas ou circunstâncias, um novo senso de estabilidade passou a caracterizar minha vida.

Embora o Amor nos governe por completo, é provável que nem sempre saibamos reconhecer esse governo em nossa vida. Precisamos encarar cada dia como uma oportunidade de sentir o amor de Deus e nEle confiar mais plenamente. Seu amor não muda, não depende de circunstâncias à nossa volta. A orientação de Deus não tem exceções. Ao seguir e ouvir o Amor, seremos gradativamente menos propensos a ceder a uma influência que não coincida com o Amor e com o bem que estão à disposição de todos. Este versículo da Bíblia nos encoraja: “…agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3:2).

Podemos não ter certeza dos próximos passos a dar, ou de como nossa vida irá prosperar e se transformar. No entanto, ao buscar a Deus, reconhecendo o Amor como o único poder em nossa vida, descobriremos que não precisamos nos adaptar ao que os outros pensam, para nos sentirmos amados, porque já somos amados, já somos completos como reflexo do Amor.

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