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Original para a Internet

Libertei-me da crença de que eu tinha inimigos

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 2 de março de 2026


Sou grato por ter aprendido que a capacidade de amar nossos inimigos deve começar com uma transformação interior. Em outras palavras, se achamos que é difícil amar alguém, é o nosso pensamento a respeito dessa pessoa que precisa ser curado.

Durante muitos anos, acreditei que tinha críticos ou inimigos entre meus irmãos, colegas de trabalho e vizinhos. No entanto, à medida que minha compreensão da Ciência Cristã foi se aprofundando, percebi que o problema não eram eles, mas algo que eu precisava corrigir em meu próprio pensamento.

Isso não quer dizer que os outros nunca tenham feito nada de errado, mas o que me ajudou foi compreender esta mensagem de Jesus, no Evangelho de Mateus: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste…” (5:43–45).

Essa passagem me ajudou a compreender melhor que Deus é o Amor e, por isso, Ele protege Seus filhos. E, por sermos Seus filhos, nós refletimos o Amor divino, e não podemos ser vulneráveis ​​à desarmonia nem ter relacionamentos conflituosos com os outros. Pouco a pouco, fui percebendo que cada um de nós é um com Deus, assim como uma gota de água no oceano é uma com o oceano. Essa compreensão me ajudou a entender que o termo inimigo não se refere a uma pessoa ou grupo de pessoas, mas aos pensamentos que nos separariam uns dos outros, como o medo, a autocondenação, e assim por diante.

No artigo intitulado “Amai os vossos inimigos” Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, explica que é errônea a crença de que temos inimigos. Ela diz: “Simplesmente considera como inimigo aquilo que contamina, desfigura e destrona a imagem-Cristo que tu deverias refletir” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 8). E, em seguida, acrescenta: “ ‘Amai os vossos inimigos’ é idêntico a ‘Não tendes inimigos’ ” (p. 9).

Em minha oração, procurei manter o foco em expressar a imagem-Cristo — a verdadeira ideia de Deus que Cristo Jesus demonstrou — e fazer a conexão entre o conceito de amar nossos inimigos e a compreensão de que não temos inimigos. Compreender que não temos inimigos tornou-se uma bênção em minha vida, pois me ajudou a perdoar e manifestar amor e bondade àqueles que antes eu considerava inimigos. Passei a cumprimentá-los sem reservas e de maneira amistosa — e percebi que eles passaram a expressar mais bondade para comigo. Dei-me conta de que o perdão não era para eles, mas para mim. Perdoar e amar nossos inimigos nos liberta mentalmente, e é parte importante de nosso progresso espiritual.

Ao observar a vida e o caráter de Jesus, constatamos que ele expressou muito amor por aqueles que se opunham a ele, aos seus ensinamentos e ao seu trabalho de cura. Isso o preparou para que, mesmo na cruz, ele dissesse: “…Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

Quando compreendemos que todos somos filhos amados de Deus e somos a expressão do Amor divino, conseguimos perdoar e orar por aqueles que parecem ser nossos opositores. O fato é que, quando sentimos e manifestamos esse amor pelos outros, estamos demonstrando a eles a natureza de Deus. Para mim, é isso o que significa ser “o sal da terra” e “a luz do mundo” (ver Mateus 5:13, 14).

Sou constantemente grato pela dádiva de ter a Ciência Cristã em minha vida, “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (Romanos 8:6).

Isaac Otieno
Nairóbi, Quênia

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