Haviam dito a elas que seria preciso um milagre para conseguirem conquistar ao menos uma vitória. Mas lá estavam Abby e suas companheiras de equipe, no último dia do torneio de futebol de elite, na segunda prorrogação contra o time cabeça-de-chave.
Tudo dependia de uma disputa de pênaltis. Cinco jogadoras de cada time formaram uma fila para chutar a bola ao gol, alternadamente. Abby esperava sua vez. Ela seria a última a bater o pênalti. Suas companheiras de equipe gritavam, a plenos pulmões, a cada chute e a cada erro.
Abby percebeu que, para conseguir ao menos chutar a bola, precisava aquietar seus pensamentos. Mas sabia que não precisava sair de campo ou pedir silêncio às pessoas, para se aquietar. Ela descobrira que, mesmo em meio a todo aquele barulho e agitação, era capaz de se aquietar orando.
Primeiro, pensou em uma estrofe de um poema que sempre a fizera sentir-se em paz. As palavras são de Mary Baker Eddy, em seu poema “A oração vespertina da mãe”:
Gentil presença, gozo, paz, poder,
Divina Vida, reges o porvir;
Susténs da avezinha o voejar,
Meu filho guarda em seu progredir.
(Hinário da Ciência Cristã, 207, trad. © CSBD)
Abby estava tão concentrada na oração, que não ficou nervosa. Em seguida, orou de uma de suas maneiras favoritas, com uma oração simples, chamada “Oração Diária”: “ ‘Venha o Teu reino’; estabeleça-se em mim o reino da Verdade, da Vida e do Amor divinos, eliminando de mim todo o pecado; e que a Tua Palavra enriqueça os afetos de toda a humanidade, e a governe!” (Mary Baker Eddy, Manual dA Igreja Mãe, p. 41).
Ao se preparar para bater o pênalti, Abby estava calma. Ela chutou a bola no canto esquerdo superior do gol. Suas amigas e companheiras de equipe começaram a aplaudir e a gritar, e correram para o campo, comemorando e se abraçando umas às outras. Só nesse momento ela percebeu que havia desempatado o placar e vencido a partida. Abby disse, mais tarde, que nem imaginou que o jogo todo dependeria do seu chute. Ela havia orado para apenas refletir a Deus.
Mais tarde naquela semana, Abby orou dessa nova maneira, que havia aprendido no jogo, em busca de ajuda para as provas finais. Cada vez que começava a ter medo ou sentir-se sobrecarregada, ela lembrava o que acontecera no campo de futebol. Lá, quando estava sob muita pressão, Abby aquietara seus pensamentos pela oração. Ela tinha a capacidade de fazer o mesmo, quando precisasse fazer uma prova de gramática ou de matemática. E foi o que fez!
