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Original para a Internet

Por que Deus é importante

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 17 de agosto de 2026


Enquanto cursava a faculdade, logo após o ensino médio, eu ficava pensando no que faria pelo resto de minha vida. Certa tarde, enquanto ponderava sobre possíveis profissões, pensei em me tornar praticista da Ciência Cristã em tempo integral. Assim que surgiu essa opção, pensei: “Você não pode fazer isso. Teria de pensar em Deus o tempo todo!”

Pensar em Deus o tempo todo parecia absurdo. Havia tantas outras coisas com que me preocupar, tais como ganhar a vida, pagar as contas, manter-me saudável e, quem sabe, algum dia casar e ter filhos. A lista das outras coisas a fazer, além de ponderar sobre as realidades do Espírito divino, parecia enorme e interminável.

Contudo, ao levar em consideração que Deus é infinito, inclui tudo e é onipresente, como eu havia aprendido desde criança e com meu estudo da Ciência Cristã, lembrei-me de que pensar em Deus não é uma atividade secundária. Deus é o principal de tudo. Deus é a Vida. Deus é Tudo. Aceitar a onipresença e a onipotência de Deus significa compreender que não existe nada mais em que se pensar. Dei-me conta de que tudo o que é bom faz parte da infinitude de Deus. Essa era uma perspectiva bem diferente para se levar em consideração.

O mundo material argumenta que existe algo em que se pensar, além de Deus e Sua criação espiritual, a saber, a existência mortal com suas exigências para sobreviver. Essa visão alega que, em vez de buscar compreender a Deus e a vida espiritual, temos de dedicar nosso tempo ao gerenciamento da matéria: como ganhar dinheiro, adquirir coisas, enfrentar doenças e as limitações do corpo físico, além de planejar para a velhice, até a morte na matéria. Na visão material e mortal do mundo, Deus pode começar a parecer distante, irrelevante e até mesmo inexistente.

Mas Cristo Jesus veio para nos mostrar que podemos buscar a vida e o sustento primeiramente em Deus. Quando pessoas famintas precisaram de alimento, ele orou a Deus com compreensão espiritual, e todas foram alimentadas. Quando pessoas doentes imploraram saúde, ele orou a Deus e elas se viram fortes e saudáveis. Quando os pensamentos de alguém estavam desconexos e confusos, ou a pessoa estava com raiva ou com medo, ele orava a Deus e a harmonia mental era restaurada. Ele mostrou a seus seguidores que Deus era o essencial pilar da existência, da saúde e do suprimento. Ele disse: “Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (Lucas 12:31).

Do ponto de vista de Jesus, a mortalidade era uma fraude. Ela promete a vida, mas traz a morte. Suas riquezas são distribuídas de maneira desigual e muitas vezes se dissipam como o vapor. Um dia, dá motivo para sermos alegres, mas no dia seguinte desfere um golpe que nos leva ao desespero e à tristeza. Conhecendo a vaidade, a crueldade e a mutabilidade do reino mortal, Jesus ensinou aos seguidores que, para encontrar a vida e a esperança, deveriam olhar para além da mortalidade, deveriam olhar para a imortalidade, que é a verdadeira realidade. Ele não via nenhuma necessidade de aceitar que devamos labutar na matéria para manter a existência, porque sabia que a vida tem suas raízes em Deus. Sua compreensão de que a saúde, a vida e o suprimento estão em Deus o habilitava a superar as limitações da mortalidade e a demonstrar que todas as necessidades humanas são atendidas pelo amor divino. A Ciência Cristã nos ensina como comprovar que o cuidado de Deus é real hoje.

Podemos encontrar uma compreensão correta a respeito de Deus na Bíblia e no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy. A Bíblia documenta como Deus tem falado à humanidade ao longo dos séculos por meio do Cristo, indicando o caminho para sair da mortalidade rumo à imortalidade. Ciência e Saúde explica como colocar em prática os ensinamentos da Bíblia e curar como Jesus esperava que seus seguidores curassem. Seus ensinamentos nos capacitam a cumprir a instrução de Jesus: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:8). Orientados pelas verdades desses dois livros, podemos obter uma compreensão a respeito de Deus e aprender a provar que a onipotência e a onisciência de Deus satisfazem a toda necessidade humana.

Na Ciência Cristã, Deus não é uma deidade alheia à experiência humana, um ser sobrenatural em um lugar distante, nem é um poder misterioso com o qual é difícil se identificar. Deus é a Mente que tudo sabe, é totalmente sábia, que sustenta e constitui toda a realidade. Essa Mente tem uma solução para cada problema, uma resposta para cada pergunta, um suprimento para cada necessidade e dá a Vida eterna para que o homem viva, o que inclui a saúde eterna.

Em Ciência e Saúde, Deus é definido como “O grandioso Eu Sou; Aquele que tudo sabe, que tudo vê, que é todo-atuante, todo-sábio, todo-amoroso e eterno; o Princípio; a Mente; a Alma; o Espírito; a Vida; a Verdade; o Amor; toda a substância; inteligência” (p. 587). Jesus compreendeu, e a Ciência Cristã explica, que Deus é o Princípio de toda a existência, a Mente que controla o universo, a Vida que sustenta todo o existir, o Amor que a tudo une. Deus é inteiramente bom.

Com Deus, temos tudo o que necessitamos para nos manter saudáveis, viver com abundância e ser felizes. Quando temos a Deus, temos tudo. Em momentos de dificuldade, fica mais fácil e mais natural nos voltarmos a Deus em busca de orientação e cura, quando compreendemos que podemos confiar em Deus. A Bíblia afirma: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1). Saber que Deus está presente significa encontrar a inspiração, o amor e o apoio que atende às necessidades do momento.

Há muitos anos, na noite em que voltei de uma viagem a outro país, fiquei muito doente. Minha saúde se deteriorava, e eu estava orando. Em minhas orações, eu afirmava que Deus estava presente e que Ele podia curar, mas minha saúde piorava cada vez mais. Em determinado momento em que eu mal conseguia focar em uma ou duas palavras, e estava com medo de que, se eu perdesse a consciência, nunca mais acordaria, meus pensamentos se firmaram em uma única palavra: Deus. Essa palavra tinha um significado profundo para mim.

Eu sabia que Deus era a minha Vida e que Deus nunca poderia estar em risco, adoecer ou se perder. Ao me lembrar dessa simples verdade, dei-me conta de que eu não precisava salvar minha vida, porque esta já estava salva com Deus. Eu podia cessar essa luta acirrada para permanecer vivo e confiar em que Deus me manteria vivo. Com essa percepção, o pesado fardo da responsabilidade pessoal de preservar minha saúde caiu dos meus ombros, e uma onda de paz tomou conta de minha consciência. Perdi todo o medo de morrer e tive a certeza de que tudo ficaria bem. Decidi que podia muito bem adormecer para descansar, confiante de que eu estava em segurança, porque Deus estava cuidando de mim. Quando acordei, duas horas depois, sentia-me noventa por cento bem, e o vestígio de doença que ainda permanecia desapareceu em seguida. A cura foi decisiva e bem-vinda.

Por sermos filhos de Deus, cada um de nós possui o poder outorgado por Deus de vencer o mal com o bem. Armados com a consciência atenta à onipotência e onipresença de Deus, podemos derrotar o sofrimento e manter a paz e a ordem. As alegações da mortalidade não imperam. Elas podem ser refutadas. Podemos deter o mal e entender que ele é impotente!

Lemos em Ciência e Saúde: “Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a capacidade e o poder divinamente outorgados ao homem” (p. 393). Cada um de nós possui o poder espiritual para reivindicar nosso direito divino à saúde, para resolver conflitos com o amor, para agir sem medo e para melhorar nossa experiência de vida. Temos o poder divinamente outorgado de sentir as bênçãos da Vida em toda a sua plenitude! Cada dia é uma oportunidade de exercitar esse poder.

Quando o raciocínio humano argumenta que há coisas mais importantes para se fazer do que buscar a Deus, podemos rebater com a verdade de que não há nada mais importante a se fazer do que compreender a Deus. Conhecer a Deus é prontamente reconhecer as bênçãos de Deus. Não há nada mais importante do que isso, como percebi há muitos anos, quando buscava um rumo para minha vida. Não há consciência mais elevada a se alcançar, nem meta mais alta a se almejar, nem prioridade mais importante a se seguir. Quando você tem Deus, tem tudo. 

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