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Original para a Internet

Para jovens

O que aprendi sobre a procrastinação

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 2 de julho de 2019


Eu tinha um enorme projeto para fazer para uma das minhas matérias na escola. Fui deixando para depois, fui procrastinando e acabei tendo de fazer tudo em uma noite. Ele comporia grande parte da minha nota. Envolvia preparar uma apresentação de slides, um texto e ainda tinha de apresentá-lo a várias pessoas, antes de entregá-lo.

Na noite anterior ao dia marcado para a entrega, eu estava estressada, mas ainda trabalhando nele com afinco, quando fiquei sem Wi-Fi no meu alojamento. Eu não havia nem sequer chegado à metade do trabalho. Normalmente, quando acontecia isso, eu usava meu celular como alternativa, mas ele também não estava funcionando. Comecei a chorar! Liguei para meus pais e contei-lhes tudo o que estava ocorrendo. Eles não conseguiriam me ajudar com minha apresentação, pois eles moram em outro estado, mas ajudaram-me de outra maneira. Eles me lembraram de que eu poderia ficar calma e ouvir uma solução que viria de Deus, tal como eu aprendera na Escola Dominical da Ciência Cristã.

Depois que desliguei o telefone, realmente fiquei calma. Isso é muito difícil em um alojamento com sessenta outras garotas! Mas, mesmo assim, houve total silêncio. Nesse momento, tive a certeza de que não havia nada que eu não podia fazer, sabendo que Deus estava comigo. Não importava o quanto eu procrastinara, ainda assim Deus estava cuidando de mim e me dando todas as ideias de que eu precisava.

Logo depois, minha mãe me enviou uma mensagem com a ideia de como continuar trabalhando no projeto, mesmo sem a conexão com a Internet. Era exatamente o que eu precisava e consegui completar a maioria dos slides, mesmo sem Wi-Fi.

Eu estava tentando ver bem claro o fato de que Deus estava me dando tudo o que eu necessitava, mas toda vez que olhava para o relógio, ficava estressada novamente e com medo de que não desse tempo para terminar o projeto. Por volta das duas horas da manhã, percebi que o estresse estava me impedindo de trabalhar com eficácia. Então, decidi que precisava cobrir o relógio do computador. Pode soar estranho, mas minha decisão de cobrir o relógio se baseou nesta definição de tempo, no livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy: “Medições mortais; limites, dentro dos quais se resumem todos os atos, pensamentos, crenças, opiniões e conhecimentos humanos; ...” (p. 595).

Entendi que o tempo não é algo sólido e inflexível, mas simplesmente uma sugestão de que existem limites. Eu sabia que o oposto é que é verdade, ou seja, que em Deus não existe nenhum limite e eu “vivo, me movo e tenho o [meu existir]” em Deus (ver Atos 17:28). Depois de cobrir o relógio do computador e reafirmar que Deus estava comigo, me sustentando, consegui trabalhar eficientemente no projeto.

Um pouco depois, eu estava quase terminando. Mas ainda havia algumas partes que exigiam acesso pela Internet, e eu também precisava apresentá-lo para dois colegas. Não sabia como seria possível fazer isso e então orei novamente. Foi nesse momento que me ocorreu que eu poderia dormir algumas horas e terminar o resto do projeto pela manhã.

Quando acordei, por volta das seis horas da manhã, percebi que tinha voltado o Wi-Fi e pude completar o projeto. Também consegui duas pessoas a quem pude apresentá-lo antes de correr para a escola. Mais tarde, quando fiz minha apresentação durante a aula, me senti calma e sabia que Deus estava comigo. Algumas semanas depois, soube que tirei dez!

Essa experiência foi uma imensa lição, por várias razões. Por exemplo, ela me ensinou que nada do que fazemos ou deixamos de fazer jamais pode nos separar de Deus. Talvez possamos nos sentir separados de Deus por não ter seguido Sua orientação (como a tentação de fazer as coisas na última hora). Mas, no momento em que ficamos receptivos e nos volvemos a Deus, reconhecemos que Ele está conosco e que estamos ouvindo, então podemos sentir Seu cuidado, Seu apoio e Sua orientação.

Também aprendi como é bom perceber que estou escutando o que Deus diz e fazendo o que precisa ser feito. Às vezes, penso no hino da Ciência Cristã, o qual começa assim: “Com o Amor seguindo vou...” (Hino 139, Minnie M. H, Ayers, do Hinário da Ciência Cristã, trad. © CSBD), Então, substituo a palavra “seguir” por “trabalhar”. Isso me ajuda a lembrar que não estou fazendo as coisas sozinha, mas estou sentindo o amor de Deus e expressando Suas qualidades quando faço meu trabalho, sem procrastinação!

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

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Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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