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Original para a Internet

Para jovens

Será que eu deveria dormir com ele?

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 11 de junho de 2019


Eu nunca planejei ter relações sexuais com ele. Era uma pessoa que conheci por acaso a cinco mil quilômetros de minha casa. Estávamos apenas conversando, rindo, nos conectando.

Claro que ele era inteligente, divertido e charmoso. Senti-me atraída por ele e dava para perceber que ele se sentiu atraído por mim.

Então … uma coisa levou a outra. Cada vez mais juntinhos no sofá, eu tocando o braço dele e ele tocando a minha mão.

“Não seria melhor irmos para o quarto?”, ele queria saber.

Parecia certo dizer não. O certo era traçar uma linha divisória em algum lugar. Mas, não fiz nenhuma tentativa de diminuir as carícias. Eu sabia que estava dando sinais contraditórios, mas uma parte de mim não se importava.

Não — não era que eu não me importasse, mas eu não sabia bem o que queria.

Eu já tinha orado muito sobre relacionamentos. Eu havia sido Cientista Cristã durante toda a minha vida, mas nos últimos anos adquirira uma perspectiva mais espiritual a respeito de relacionamentos, como nunca tivera antes. Eu aprendera que meus relacionamentos eram mais felizes e mais sólidos quando os via como uma expressão do bem que Deus, o próprio bem, está sempre nos dando. Começara a compreender que eu não podia dividir minha vida em categorias, isto é, não podia pôr Deus e a religião de um lado, e pensar e agir como se tudo o mais estivesse de algum modo sob meu domínio, separado de Deus. Eu havia percebido que tudo o que é bom, sob todos os aspectos da minha vida, era uma expressão de Deus, o bem divino e, portanto, tinha de estar em linha com o bem espiritual, ou seja, não um senso limitado do bem misturado com querer, desejar e outros aspectos adversos e negativos, mas aquele bem que é puro, real, duradouro, que não inclui nenhum elemento de amor ao ego.

No entanto, fazia muito tempo que eu não sentia tanta atração por alguém.

Logo ficou claro que meu regulamento “nada de ir para o quarto” se tornara irrelevante. Muitos pensamentos circularam rapidamente pela minha cabeça. Será que realmente importava se eu dormisse com ele? Sim. Não. Sim. Qual é o problema? Eu não planejara que isso fosse acontecer, mas ia acontecer.

Mas então … não aconteceu. O que ocorreu a seguir foi muito melhor.

Houve uma pausa mínima entre nós e ele perguntou: “Tudo bem com você, se fizermos isso?”

Disse a ele que sim. Mas então, alguns minutos depois, ele parou novamente e disse: “E amanhã, vai estar tudo bem, com isto que estamos fazendo?”

De repente, eu entendi o que realmente estava acontecendo. Ficou claro para mim que ele não era apenas um bom rapaz que queria o meu consentimento. Ao contrário, exatamente no momento em que eu não conseguia decidir se deveria parar com aquilo, quando achava que eu não queria parar, houve algo mais que esteve presente e agindo com poder, e nós dois sentimos isso.

Eu aprendera na Ciência Cristã que aquilo que eu estava sentindo, essa poderosa presença de um amor puro, totalmente espiritual, é o que chamamos o Cristo. Essa presença do Cristo estava preenchendo inteiramente todo o quarto, neutralizando completamente todo sentimento de atração sexual. Realmente, eu me senti amada e cuidada como jamais havia me sentido antes, de uma maneira que eu sabia que vinha de Deus.

Depois disso, foi fácil parar, para nós dois. Nós nos vestimos e ele me levou para o meu hotel. Nenhum de nós se sentiu ressentido ou como se tivéssemos perdido algo. Não tínhamos perdido nada. Nós dois sabíamos que fizéramos a coisa certa, pois havia um profundo sentimento de amor, o amor verdadeiro, que enchera aquele recinto.

Entretanto, esse não foi o final da história, pois aquele sentimento da presença tangível do Cristo ficou comigo e me deu muito mais satisfação do que eu teria vivenciado se tivéssemos dormido juntos. Ensinou-me que o que Deus nos dá não vem em segundo lugar, em relação ao que a sociedade oferece, mas é muito, muito melhor. As dádivas de puro amor, vindas do Cristo, nos preparam para termos a verdadeira felicidade.

Não muito tempo depois, conheci alguém com quem realmente eu me uni e que ainda é parte importante de minha vida hoje. Esse novo relacionamento me proporcionou tudo o que eu desejara e muito mais. Tenho certeza de que isso é porque a essa altura eu sabia que para sentir o amor verdadeiro eu não precisava de outra pessoa. Eu já o possuía, provinha de Deus e, portanto, estava sempre comigo e eu podia senti-lo sempre, quando estava disposta a prestar atenção a ele.

Às vezes eu me pergunto: Será que, se eu tivesse tomado uma decisão diferente, teria feito tamanha diferença em minha vida? Então, a resposta que eu continuo a ouvir é que teria sido fácil perder a grande lição sobre o verdadeiro amor, o amor de Deus, se eu não estivesse disposta a vivenciar o bem espiritual que já estava disponível para mim. Portanto, essa lição não me ajudou somente no aspecto romântico, mas também em todos os outros aspectos, e eu não trocaria isso por nada!

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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