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Original para a Internet

A vitória sobre o medo me preparou para ser mãe

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 3 de maio de 2021


Quando Deus disse ao patriarca hebreu, Abraão, que sua esposa, Sara, iria ser mãe pela primeira vez, Abraão ficou tão surpreso que se riu, e disse consigo mesmo: “…A um homem de cem anos há de nascer um filho? …” (Gênesis 17:17). 

Sara, igualmente, ficou bastante surpreendida ao saber da notícia. A Bíblia relata que, inicialmente, Sara riu no seu íntimo, como fizera Abraão (ver Gênesis 18:9–15). 

Pesquisando a respeito da palavra hebraica usada para rir, observei que um dos significados é “rir abertamente (com alegria ou incredulidade)” (Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible [Strong, Completa Concordância da Bíblia]). Parece que o casal ficou completamente surpreso e contente, e Sara tinha a expectativa de que todos iriam “rir-se juntamente” com ela (Gênesis 21:6). 

Eu imagino como ela deve ter se sentido. Meu marido e eu sempre havíamos desejado ter filhos mas, em doze anos de casados, eu nunca engravidara. Eu era professora havia dez anos, e gostava muito de trabalhar com crianças, mesmo assim, queria ter meus próprios filhos. 

Eu orava todos os dias, não para ter um bebê, mas em busca de um senso de completude e paz. Compreendo que orar não é pedir a Deus alguma coisa, mas sim, é reconhecer o bem que Deus já nos deu. 

O Salmo 23 nos assegura que Deus supre todo o bem: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará…” E o Salmo continua com a metáfora das ovelhas sendo cuidadas pelo pastor: “Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso…” 

Então pensei: “Se Deus é o Pastor, eu devo ser uma das ovelhas. Ou seja, as minhas necessidades estão sendo amorosamente atendidas”. Mas ainda sentia que algo nos faltava. Eu realmente queria ser mãe, e pensava que não poderia ser completamente feliz sem ter filhos. 

Com o passar das semanas, fui ficando deprimida e sem um senso de propósito. Debatia-me com a ansiedade e o medo de morrer. Chorava com frequência e muitas vezes me sentia solitária e assustada. Eu sabia que tal estado mental não estava de acordo com o que já aprendera a respeito de Deus e de Seu amor para comigo, mas não conseguia me livrar daquela sensação de vazio. 

Eu tinha o hábito de me voltar para a Lição Bíblica da Ciência Cristã em busca de inspiração. Uma ideia que me ajudou foi esta declaração de Mary Baker Eddy em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Mantém o pensamento firme no que é duradouro, no que é bom e no que é verdadeiro e os terás na tua experiência, na proporção em que ocuparem teus pensamentos” (p. 261). 

Para mim, isso significava que, se eu quisesse ficar livre de pensamentos deprimentes, teria de me agarrar a pensamentos bons. No começo não foi fácil. Quando me vinham pensamentos de medo, eu lutava com eles como se fossem algo fora do meu controle. Mas fui ajudada por esta outra recomendação do mesmo livro: “Tens de controlar os maus pensamentos logo que surgem, do contrário serão eles que, em seguida, te controlarão” (p. 234). 

Percebi que esse era exatamente o meu caso. Quando eu dava livre acesso à ansiedade, esta prevalecia em meu pensar, portanto, eu necessitava vigiar cuidadosamente os pensamentos, e seguir a diretriz que também encontramos em Ciência e Saúde: “Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação” (p. 393).

Lembro-me do dia em que decidi ser mais alerta e mais constante em meus esforços para rejeitar o medo. Estava lavando a louça, quando as sugestões recorrentes começaram a aparecer, mas eu já havia tomado a decisão de estar pronta para contra-atacar com a verdade espiritual. O que me ocorreu naquele momento foi: “Eu sou uma ideia imortal de Deus”. 

Acho que naquele momento não compreendi completamente essa afirmação, mas eu sabia que se tratava de uma declaração a respeito de meu existir espiritual, como Deus me conhece. Ela tem como base o fato de que Deus é eterno, então tudo o que Ele cria tem de ser igualmente eterno. Agarrei-me a essa verdade espiritual, repetindo-a várias vezes, até sentir que o medo da morte ia perdendo força em meu pensamento. Esse foi para mim o ponto da virada. 

Continuei a progredir, à medida que ia me tornando mais alerta para rejeitar pensamentos de ansiedade e substitui-los pelas verdades que aprendia ao estudar a Bíblia e Ciência e Saúde. Logo fiquei completamente livre do medo e da depressão. 

O terceiro versículo do Salmo 23 declara: “…refrigera-me a alma”. A interpretação dessa verdade, em Ciência e Saúde, torna mais claro o seu significado: “[O Amor] revigora-me a alma [o senso espiritual]” (p. 578). Foi exatamente o que aconteceu comigo. 

Continuando a orar e a estudar, alcancei um senso mais claro de quem eu sou como reflexo de Deus, como Sua ideia espiritual completa e satisfeita. O poder e a presença de Deus, demonstrados para nós por Jesus, tornaram-se mais reais para mim, e pude confiar em Deus para suprir a necessidade humana de paz, contentamento e um senso de família.  

Conforme percebi depois, essas lições espirituais fortalecedoras estavam me preparando para ser mãe. Não demorou muito, dei-me conta de que estava esperando nosso primeiro filho. Assim como Sara e Abraão, ri com alegria ao saber da novidade, e sei que nossos amigos também riram conosco. 

Nancy Bachmann
Huntley, Illinois, EUA

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— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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