Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

Lições de como vencer o contágio

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 26 de abril de 2021


Quando os tempos são difíceis, é natural recorrer a tudo aquilo que acreditamos possa nos ajudar. Talvez possamos também aprender algo com os outros. Sempre que temos um problema de contágio em nossa comunidade, penso profundamente nas três lições que surgiram ao longo dos anos e que me ensinaram sobre nossa capacidade de ter confiança ao enfrentar e vencer esse problema.

A primeira lição tem a ver com nossa relação com Deus, o Espírito infinito que preenche todo o espaço. O apóstolo Paulo escreveu: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós…” (Romanos 8:9). Pode parecer que somos corpos físicos vivendo em um mundo material, mas essa não é a essência de quem somos, da maneira como Deus nos conhece. Nossa verdadeira identidade é espiritual. O que verdadeiramente nos define são as qualidades de Deus, pois fomos criados para expressar aquilo que Deus é, Sua própria natureza.

Deus é todo o bem e assim também é Sua criação. Isso significa que somos de fato perfeitos e completos, perpetuamente ilimitados, nunca limitados pelas chamadas leis materiais da saúde. Somente Deus é quem cria as condições para o homem e essas condições são sempre espirituais e harmoniosas.

A segunda lição é que aquilo que realmente determina nossa vida é o pensamento. O que chamamos de experiência física, à qual atribuímos causas e efeitos materiais, é um conceito errôneo do que está realmente acontecendo. A Descobridora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, assim o explica em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “À proporção que desaparece a crença de que a vida e a inteligência estejam na matéria ou sejam constituídas de matéria, os fatos imortais do existir são percebidos, e a única ideia ou inteligência a respeito deles está em Deus” (p. 279).

Quando comecei a me aprofundar nessas lições espirituais, passei a me deparar com situações em que não fui afetado pelo contágio. Lembro-me de umas férias da faculdade, quando todo o grupo com quem eu estava ficou gripado. Eu ainda não tinha experiência em lidar com esse tipo de situação por meio da oração e, portanto, não consegui ajudar a evitar o problema para o grupo. Mas eu estava começando a vislumbrar a verdadeira individualidade do homem, separada das circunstâncias materiais, e não apresentei nenhum dos sintomas. Essa experiência me ajudou, ao longo da minha jornada, a compreender que a liberdade de não ficar doente é um dom que Deus dá ao homem, e me convenceu de que existe de fato uma maneira de derrotar o contágio por meio da oração.

Parte dessa segunda lição foi a percepção de que as causas da doença não são físicas. Nossa saúde está essencialmente relacionada à consciência que temos da presença e do poder de Deus.

Há alguns anos, tive uma tosse muito forte. Depois de semanas, ela simplesmente não desaparecia. É claro que eu estava orando e, em determinado momento, ocorreu-me que a raiz do problema era uma profunda preocupação com o bem-estar do mundo. Minha família era saudável e estava segura, mas eu estava preocupado com as coisas que aconteciam ao redor do globo e o que isso poderia ocasionar a todos nós.

Tratei esse medo por meio da oração para obter um senso mais profundo do cuidado de Deus por Seus filhos, para ver que a atividade divina está sempre em ação na consciência, guiando-nos nas tomadas de decisão e atitudes corretas. Busquei a Deus e encontrei grande tranquilidade, o que rapidamente deu fim à tosse. Mas, apesar da sensação renovada de paz, senti, e ainda sinto, a necessidade, por parte de todos nós, de ficar atentos e orar por uma consciência mais plena da onipresença e da onipotência de Deus.

Também relacionado à segunda lição está o fato de que o contágio é mental. Repito, a doença tem a ver com o pensamento. É uma experiência produzida pelo que a Bíblia chama de mente carnal, e que Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã, denomina mente mortal: “Choramos porque outros choram, bocejamos porque outros bocejam, e contraímos varíola porque outros a contraíram; mas é a mente mortal, não a matéria, que contém e transmite a infecção. Quando esse contágio mental é compreendido, tomamos mais cuidado com nossas condições mentais e evitamos tagarelar sobre doenças, assim como evitaríamos falar em favor do crime” (p. 153).

São percepções como essas que trazem cura à minha família e por vezes a mim, quando algum de nós adoece. Lembro-me de uma ocasião em que meus filhos eram pequenos e ficaram gripados. Tínhamos parentes hospedados em nossa casa e eles também adoeceram. Então, na segunda noite, eu também tive os sintomas. Lembro-me de como me mantive firme em recorrer a Deus e afirmar minha identidade espiritual — não como um mortal doente, mas um reflexo espiritual de Deus. Eu sabia que, por ser Deus meu Criador, eu expressava as qualidades do bem, do propósito divino e da saúde. Apesar da aparência material, eu sabia que essa expressão do bem era ininterrupta. Percebi que eu não apenas estava pensando sobre isso, mas também o estava sentindo. Na hora de dormir, já me sentia melhor e fui para a cama. Pela manhã, sentia-me totalmente bem e pude ajudar meus familiares, que começavam a se recuperar. Em seguida, todos eles também estavam bem.

A doença é uma sugestão que vem ao pensamento, geralmente na forma de medo, que, (se admitido) pode se instalar na consciência e nos fazer sentir os sintomas. Mas os próprios sintomas são pensamentos, e podemos nos recusar a ficar impressionados ou a nos sentir derrotados por eles. Podemos descartá-los como falsas sugestões mentais e abraçar a verdade a nosso respeito como ideias espirituais puras e invulneráveis da Mente perfeita, Deus.

A terceira lição que me ajudou a evitar doenças e a curá-las é o senso permanente de que Deus é o Amor. A essência do que somos é a expressão do Amor divino. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre podemos amar. Quer sejamos poupados de uma doença que está afetando outras pessoas ou estejamos enfrentando um problema sozinhos ou em grupo, podemos amar; podemos expressar o Amor divino que cura. Podemos nos retirar para orar e nos manter em oração ao longo do dia para conhecer e ver o bem de Deus, que é para todos. Podemos nos lembrar das qualidades de Deus, presentes em todos nós.

Ao voltar-nos para o Amor infinito como a verdadeira fonte de toda vida e ação, e como a única presença e poder reais, podemos perceber que temos a autoridade dada por Deus para afastar as crenças em qualquer coisa diferente do Amor. Então, os sintomas ou temores sobre o que as pessoas encontram sob um microscópio ou na ponta de um cotonete perdem o poder sobre nosso pensamento e experiência. Podemos anular preocupações sobre sermos sintomáticos ou assintomáticos, ou portadores. Limpamos de nossa consciência os pensamentos de doença, e vemos o corpo curado. E como S. Paulo, podemos ver-nos vivendo no Espírito, Deus. Ao viver as qualidades do Amor, constatamos que o Amor nos eleva acima do senso material das coisas, e nos leva a uma vida que expressa nosso propósito divino.

More web articles

A Missão dO Arauto

“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

Conheça melhor O Arauto e sua missão.