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Original para a Internet

Uma maneira diferente de desafiar o mal

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 10 de maio de 2021


Quando desafiamos com sabedoria tudo aquilo que é injusto ou opressor, podemos vivenciar grande progresso. Um esplêndido exemplo desse tipo de desafio é Liu Xiaobo, cujo ativismo destemido, sem violência, desempenhou um papel importante nas campanhas a favor da democracia, no intento de promover reformas políticas na China, seu país natal. No período em que esteve preso devido ao seu trabalho a favor da democracia e dos direitos humanos, Liu recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2010.

Essa forma inspirada de desafiar um opositor pode ser empregada de muitas maneiras, e nos ajuda de modo especial quando oramos. Na oração, quanto mais nos familiarizamos com a natureza e o caráter de Deus, que é o bem, que é a Verdade divina — e com o fato de que todos nós existimos com o propósito de mostrar essa natureza e caráter de todo o bem — mais equipados ficamos para resistir a qualquer falsidade a respeito de Deus e de Sua criação, e desafiar essa falsidade. Ficamos preparados para resistir a tudo que parece limitar o bem em nossa vida e na vida de outras pessoas.

Mary Baker Eddy, a Fundadora e Descobridora da Ciência Cristã, explica: “A Verdade, desafiando o erro e a matéria, é a Ciência que dissipa o senso errôneo e conduz o homem ao verdadeiro senso de identidade e da natureza divina; …” (A Unidade do Bem, p. 42).

O senso errôneo a respeito da criação de Deus nos retrata como mortais vulneráveis e imperfeitos, ao passo que o verdadeiro senso revela os filhos de Deus como totalmente espirituais e imortais, uma transparência que deixa entrever as características de Deus — a perfeição e o puro bem.

O caráter divino pode ser visto na espiritualidade, na integridade, no amor, e assim por diante. Nossa expressão individual diária do caráter de Deus é baseada em nossa verdadeira existência como filhos e filhas de Deus. Por exemplo, a maneira individual com que cada um de nós demonstra paciência revela facetas únicas de nossa identidade. A natureza e o caráter de Deus, portanto, são maravilhosamente manifestados para a humanidade, toda vez em que os expressamos.

O que nos dá a base para desafiar o mal dessa maneira, por meio da oração, é o fato de que o caráter divino não somente é bom, mas é todo o bem, além de ser todo-poderoso. Não faz parte do caráter de Deus enviar, permitir ou admitir o mal, e temos o direito que nos é dado por Deus de desafiar qualquer sugestão de que Deus envie ou permita o mal. O bem é o fundamento de Deus e da criação de Deus — a qual reflete a Deus.

No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria da Sra. Eddy, lemos: “Se Deus tivesse instituído leis materiais para governar o homem, e se a desobediência a essas leis tornasse doente o homem, Jesus não as teria posto de lado, curando em direta oposição a elas e em desafio a todas as condições materiais” (pp. 227–228). Ao seguir o exemplo de Jesus, deveríamos ser desafiadores, como ele o foi, e assumir nossa própria posição quanto ao que é espiritualmente verdadeiro. Nós temos de agir assim.

Ao seguir o exemplo de Jesus, não negamos simplesmente só na superfície a falsa impressão de que a criação de Deus seja mortal e material. Como filhos de Deus, refletindo Sua autoridade, nós desafiamos vigorosamente essa falsa impressão! Essa atitude ousada é uma qualidade espiritual da Verdade e é, portanto, totalmente boa, produtiva e apropriada. A Bíblia nos alerta: “Sujeitai-vos … a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7).

Como criação de Deus, temos o direito e estamos totalmente equipados para resistir, desafiar e sinceramente nos rebelar contra qualquer alegação de que somos mortais e não expressamos o caráter de Deus. A criação de Deus não vive na fisicalidade nem depende dela, assim como Deus não existe naquilo que é físico nem depende do que é físico.

É importante reconhecer que, ser desafiador dessa maneira, não tem nada a ver com a força de vontade humana. A força de vontade consiste em reafirmar-se, obstinada e emocionalmente, buscando justificar-se. Ao passo que, ao assumir a posição de humilde rendição à vontade divina, exemplificada por Cristo Jesus, encontramos a postura espiritual eficaz, poderosa, que transforma e cura.

Certa vez, ao orar sobre um problema de visão, percebi claramente, naquele momento, que me era compulsório, para chegar a fazer progresso espiritual, ser racionalmente desafiante diante do mal. 

Percebi claramente, naquele momento, que me era compulsório, para chegar a fazer progresso espiritual, ser racionalmente desafiante diante do mal. 

Ao orar, percebi que a verdadeira visão não é física. É espiritual e encontra-se intacta, em Deus. Deus vê tudo, e meu papel como filho de Deus é expressar a qualidade da visão espiritual de Deus, do Espírito, uma qualidade divina, permanentemente perfeita. O Espírito não significa a mesma coisa que a criação espiritual, embora sejam maravilhosamente um só em essência. Percebi que, diante disso, eu tinha o direito de desafiar a crença amplamente difundida a respeito de visão fraca.

Apoiando-me na autoridade de Deus, eu estava cumprindo com as recomendações da Bíblia: “…tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará…” (2 Crônicas 20:17). E essa postura, de desafio em forma de oração, me salvou. Hoje, muitos anos mais tarde, desfruto mais do que nunca de visão perfeita e divinamente refletida.

“Alerta, povos, despertai!” é o primeiro verso de um dos meus hinos favoritos (Violet Hay, Hinário da Ciência Cristã, 12, trad. © CSBD). Não damos lugar nem crédito a mentiras e falsas acusações. Mantemos uma firme atitude mental e permanecemos solidamente em Deus. Não recuamos, mas assumimos nossa posição, não apenas porque somos corajosos, mas porque estamos legitimamente firmados na Verdade divina e apoiados nessa Verdade — tomando posição a favor do caráter de Deus dentro de nós. E nada pode nos desviar desse fato sagrado.

Assimilar o caráter divino em todo pensamento e em todo ato indica nosso profundo e verdadeiro amor a Deus e, portanto, um amor por nós mesmos e pela humanidade. A prontidão de sermos essa transparência para Deus é vista na disposição de admitir que a criação de Deus nunca será física e mortal. Por meio da oração orientada por Deus, podemos ver a diferença entre nosso eu real e imortal, por meio do qual o caráter divino é constantemente visto, e o mortal, apresentado de maneira falsa pelos cinco sentidos.

Este é o momento ideal para nos definirmos e assumirmos uma postura que desafia o mal por meio da oração que confia no fato de que somos eternamente capazes de deixar transparecer somente a natureza e o caráter de Deus, pois somos a expressão de Deus.

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A Missão dO Arauto

“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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