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Original para a Internet

Meu caminho, outrora sombrio, está cheio de luz

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 20 de junho de 2022


Dois anos após terminar a faculdade, minha vida parecia vazia e sem sentido. Saí em busca de compreensão espiritual, frequentei igrejas de várias denominações diferentes, mas nenhuma me satisfez. Foi então que me voltei para as drogas alucinógenas, em busca de inspiração, e logo me tornei dependente delas.

Devido às drogas e ao meu estado mental, eu não conseguia desempenhar nenhuma função, em nenhum local de trabalho. Parecia que eu havia chegado a um beco sem saída. Senti-me encurralado.

Olhando para trás, eu diria que minha busca pelo Espírito estava falhando, pois meu ponto de vista era material. Eu não tinha ideia da infinidade daquilo que estava procurando. No entanto, a ignorância não fez arrefecer meu anseio nem diminuir minha sinceridade. Embora a vida parecesse sombria e eu não soubesse exatamente o que desejava, eu tinha um profundo anseio por compreender a Deus, e esse desejo foi uma oração que me levou em direção à Verdade.

No meio de uma noite agitada, eu abri os olhos e vi meu quarto cheio de luz. Uma sensação de pureza me envolveu. Renovado e em paz, adormeci novamente. Na manhã seguinte, eu senti que precisava mudar de rumo. Não trabalhava havia meses, mas naquele dia tive um senso de direção. Ficou claro para mim que eu devia encontrar um emprego.

Minha casa ficava no campo, longe de empresas, e eu não tinha carro, portanto, minhas perspectivas de encontrar trabalho nas proximidades pareciam quase inexistentes. Mas na seção “procura-se” do jornal regional, havia um anúncio de emprego que ficava a curta distância. Era um acampamento para meninas, preparando a temporada de verão, e eu fui contratado como carpinteiro. Acabou sendo um trabalho cativante, prestando serviços para pessoas muito amáveis.

Tornei-me amigo da proprietária do acampamento, uma vovó extremamente amável que era Cientista Cristã. Conheci os demais membros da família e achei-os excepcionais. Quando perguntei o que havia neles de diferente, todos sugeriram que era a religião. Então, perguntei se poderia ir à igreja com eles. Eles me convidaram para uma reunião de testemunhos, na quarta-feira à noite, na filial da Igreja de Cristo, Cientista.

Não consegui acompanhar toda a leitura naquela noite (passagens selecionadas da Bíblia e do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy), mas eu ouvi os testemunhos de cura, com ideias a respeito da Ciência Cristã, dados por membros da congregação, e tudo fazia sentido. Um deles disse que todos nós somos filhos perfeitos de Deus. Isso repercutiu profundamente em mim, pois sempre sentira que isso era a verdade.

Fiquei surpreso ao encontrar uma igreja como essa e me perguntei: “Será que isso é real?” Mas, quando conheci os membros, fiquei aliviado e satisfeito ao ver que eles viviam aquilo em que acreditavam.

Continuei a frequentar a Igreja e comecei a ler as revistas The Christian Science Journal e o Christian Science Sentinel. Também comecei a estudar a Lição Sermão semanal que consta do Livrete Trimestral da Ciência Cristã. Por meio de muitas horas de estudo diário, encontrei respostas para os desafios que me confrontavam. Minha vida estava sendo transformada. As pessoas comentavam que minha aparência estava melhor. Disseram que minha expressão havia mudado de azeda e cínica, para agradável e amigável. À medida que me aproximei mais da Mente divina, Deus, o desejo por drogas simplesmente evaporou. 

Comecei um estudo profundo do livro-texto Ciência e Saúde. Li o primeiro capítulo, “A oração”, e depois o reli várias vezes, porque ele explicava tanto a respeito do que eu desejava saber sobre minha relação com Deus, ou seja, como ouvir, como orar, como a oração cura. Eu viera de um ambiente onde o clero prescrevia orações, e foi inspirador descobrir que eu podia comungar diretamente com Deus.

Esse capítulo me apresentou os sete sinônimos de Deus, que o livro-texto enfatiza, ou seja, que Deus é o Amor, a Mente, o Espírito, o Princípio, a Verdade, a Vida, a Alma, os quais descrevem a natureza e o caráter de Deus. Aprendi que não oramos para tentar chamar a atenção de Deus ou para lembrar a Deus de algo que Ele tem de fazer. Em vez disso, trocamos crenças limitadas a respeito da Deidade pela compreensão de que Deus é o bem infinito, onipresente e onipotente.

Uma das coisas que mais me atraiu na Ciência Cristã foi o conceito de que Cristo Jesus é aquele que mostrou o caminho de Deus para a humanidade. Ciência e Saúde explica: “Jesus ensinou o caminho da Vida pela demonstração, para que possamos compreender como esse Princípio divino cura os doentes, expulsa o erro e triunfa sobre a morte. Jesus apresentou o ideal de Deus melhor do que o poderia apresentar qualquer homem cuja origem fosse menos espiritual” (p. 25).

Eu havia questionado os chamados milagres atribuídos a Jesus, e não entendia sua relevância para a nossa época. Mas, por meio do estudo da Ciência Cristã, passei a compreender que eles não eram eventos em que Deus intervinha para mudar a ordem “natural” das coisas, mas eram exemplos de Jesus compreendendo e demonstrando o que já era espiritual e permanentemente verdadeiro. Ciência e Saúde salienta: “Jesus reconhecia na Ciência o homem perfeito, que lhe era visível ali mesmo onde os mortais veem o homem mortal e pecador. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes. Assim, Jesus ensinou que o reino de Deus está intacto e é universal, e que o homem é puro e santo” (pp. 476–477).

O fato de Jesus ter dito a seus seguidores para fazer as obras que ele fez, deu-me a esperança de que eu mesmo poderia praticar essas verdades. Quando comecei a examinar a Ciência Cristã, pensei que seria outra parada para mim, ao longo do caminho de muitas crenças. Mas, em vez disso, ela se tornou o meu lar — a âncora para todos os meus pensamentos e ações.

Embora eu só tenha começado o estudo da Ciência após a faculdade, pode-se dizer que cresci na Ciência Cristã. À medida que me tornava cada vez mais consciente de minha verdadeira identidade como filho espiritual de Deus, eu amadurecia e vivenciava uma completa reforma de caráter. E a harmonia da Mente continua a ser expressa em minha vida até hoje — com boa saúde, um casamento e uma família amorosa e atividades proveitosas.

Como Ciência e Saúde declara na página 423: “O Cientista Cristão, compreendendo de modo científico que tudo é a Mente, começa a destruir o erro, tendo como ponto de partida a causalidade mental, a verdade a respeito do existir. Esse corretivo é um alterante, que alcança todas as partes do organismo humano. De acordo com as Escrituras, ele penetra ‘juntas e medulas’ e restaura a harmonia do homem”.

Deus, o Amor divino, resgatou-me da luta na escuridão para a prosperidade na luz. Por isso, sou muito grato.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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