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Original para a Internet

PARA JOVENS

O estudo da Lição Bíblica da Ciência Cristã salvou minha vida

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 26 de janeiro de 2026


Era minha primeira vez longe de casa, sem a família. Eu tinha quase dezesseis anos e estava em um acampamento de verão focado em música, pois eu estudava violino. Era em um pequeno campus de uma faculdade localizada a poucas horas de distância de minha casa, e eu estava ficando em um dos dormitórios. 

Eu trouxera comigo os livros-textos da Escola Dominical da Ciência Cristã — a Bíblia e Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy — e me sentia muito adulta, lendo por conta própria a Lição Bíblica semanal do Livrete Trimestral da Ciência Cristã. 

Uma semana, percebi que na Lição havia várias citações referindo-se a Deus como a Vida. Tendo crescido frequentando a Escola Dominical da Ciência Cristã, eu aprendera que o termo Vida era um dos sinônimos de Deus, conforme ensina a Ciência Cristã, mas agora essa ideia estava ficando mais clara para mim. Por isso, a declaração “Deus é a minha vida” preponderava em meus pensamentos.

Um dia, ao anoitecer, eu estava jogando paciência sozinha, no porão do dormitório, e de relance percebi um vulto vindo por trás de mim. Pensei que fosse uma das minhas colegas tentando me surpreender, mas de repente a mão de um homem tapou a minha boca e outra mão segurava uma faca voltada para mim.  

Durante o ataque, enquanto eu tentava lutar com aquele homem, dei-me conta de estar declarando em alta voz, repetidamente: “Deus é a minha vida!” 

Em certo momento, outras garotas desceram ao porão. Quando viram o que estava acontecendo, gritaram e correram de volta para cima. O homem foi embora, e eu fiquei sozinha por alguns momentos. Comecei a orar do modo como aprendemos na Escola Dominical da Ciência Cristã. 

Eu havia aprendido desde cedo que, tal qual um raio de luz está unido ao sol, minha vida é a expressão de Deus e de Sua bondade. Lemos na Bíblia que Deus disse a Moisés: “Eu Sou o Que Sou” (Êxodo 3:14). Gosto de pensar nessa declaração, significando que Deus é o “Eu” e cada um de nós é o “sou” — a expressão individualizada de Deus. 

Lemos o seguinte em Gênesis: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem…” (1:27). Aprendi na Escola Dominical que, sendo Deus o Espírito, a imagem e semelhança de Deus é espiritual, portanto, todos são inteiramente espirituais, inclusive eu. Por isso, minha vida não poderia estar em perigo, assim como não é possível eliminar um raio de sol. E, estando Deus, a Vida, sempre intacto, do mesmo modo estamos nós, sempre intactos como a expressão da Vida. Logo, vieram alguns policiais e me conduziram para cima. Todas as garotas ficaram juntas na sala de estar, enquanto o prédio era revistado, para termos a certeza de que o homem já não estava ali. Havia uma grande agitação, mas minhas orações me ajudaram a permanecer calma, enquanto meus pais eram avisados.  

Durante a luta, eu havia levantado a mão para me defender da faca e dois dedos tiveram cortes profundos. Uma das encarregadas do dormitório me ajudou, contactando uma praticista da Ciência Cristã que morava perto dali. A praticista, que havia sido enfermeira da Ciência Cristã, veio ao dormitório e enfaixou minha mão, e todos ficaram satisfeitos em ver que eu estava sendo bem cuidada. Depois, ela me levou para a casa dela e lavou o meu vestido, que estava sujo de sangue. (Sim, naquele tempo usávamos vestidos para irmos às aulas, em vez de calças compridas). Mamãe havia engomado muito bem aquele vestido, e percebemos dois cortes paralelos feitos pela faca no forro da gola. Mas a faca não chegara a atravessar a gola. Naquela noite, dormi tranquilamente na casa da praticista.

Meus pais chegaram na manhã seguinte. Mamãe me disse que não havia dormido nem um pouco naquela noite, mas, assim que saltou do carro, ao chegar, sentiu uma paz imensa, certa de que eu estava bem. 

Mamãe era Cientista Cristã, mas meu pai não era, e ele quis me levar para uma consulta médica. O médico suturou os cortes nos dedos e colocou uma tala no dedo mindinho. Ele disse que o tendão havia sido quase completamente rompido e que duvidava que eu recuperasse o uso total desse dedo.

Depois disso, continuei indo às aulas do acampamento. Durante um ou dois dias, fui aos ensaios e fiquei sem tocar, mas dei-me conta de que isso era muito monótono. Então, refiz o dedilhado na minha partitura e passei a tocar com três dedos, enquanto o dedo mindinho tinha a tala. Em pouco tempo, a tala e os pontos foram removidos e gradualmente recuperei liberdade total de movimentos desse dedo. Atribuo essa cura às minhas orações e às da praticista, o que me deixou com a convicção de que verdadeiramente eu não fora afetada pelo que aconteceu.  

Ao final do verão, eu fiz parte de uma orquestra, tocando para uma produção de teatro musical. Segui carreira como violinista em uma orquestra e professora de violino, sem nenhuma sequela física ou mental após aquela experiência.   

Nos anos seguintes, continuei a ampliar a minha compreensão a respeito de Deus como minha vida, graças à prática da Ciência Cristã e ao estudo constante da Lição Bíblica semanal. Sei que posso confiar em Deus para me proteger e cuidar de mim em qualquer situação. 

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