Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

A mensagem de uma flor

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 2 de novembro de 2026


Certa manhã, durante uma caminhada, parei para apreciar uma bela flor à beira do caminho. Ponderei que, embora eu percebesse as características físicas daquela flor por meio dos sentidos materiais, sua verdadeira beleza só me era perceptível por meio daquilo que a Ciência Cristã denomina senso espiritual. Compreendi, com mais clareza do que nunca, que a realidade da criação de Deus é espiritual, não material.

A Ciência Cristã revela que Deus é o Espírito infinito e a Mente infinita, e que tudo o que Ele cria é espiritual e eterno. Contudo, a partir da perspectiva limitada dos sentidos materiais, mortais, tudo parece existir como matéria. Mary Baker Eddy descreve esse senso material como uma ilusão, um sonho, mesmo quando se está acordado, que não tem mais substância do que o sonho enquanto dormimos.

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ela escreve: “Um mortal pode estar cansado ou sentir dor, pode sentir prazer ou sofrer, segundo o sonho que tem enquanto dorme. Quando esse sonho se desvanece, o mortal constata que já não sente nenhuma dessas sensações do sonho”. Em seguida, ela pergunta: “Haverá mais realidade no sonho da existência mortal, quando se está acordado, do que no sonho quando se está dormindo?” (p. 250).

Todos nós temos momentos em que alcançamos o senso espiritual de vida — a Vida verdadeira, divina, totalmente alheia à mortalidade — como aconteceu comigo ao contemplar aquela flor. Esses momentos nos mostram o bem e o caráter eterno de Deus e de Suas ideias, e nos ajudam a perceber a irrealidade de tudo aquilo que Deus não criou, ou seja, a matéria, o pecado, a doença e a morte. Lemos em Ciência e Saúde: “Nada do que possamos dizer ou crer sobre a matéria é imortal, pois a matéria é temporal e, portanto, é um fenômeno mortal, um conceito humano, às vezes belo, sempre errôneo” (p. 277).

Tive um vislumbre mais claro de como é irreal o senso mortal de existência, quando uma amiga muito querida faleceu. Inicialmente, senti a dor da separação. Contudo, por meio da oração, adquiri uma consciência tão profunda da substância espiritual de nosso relacionamento e de nossa verdadeira identidade como ideias de Deus, que o pesar logo se dissipou, dando lugar a uma grata compreensão de nossa união com a Vida eterna, Deus. Como duas gotas de água em um oceano infinito, nós existimos para sempre no Amor divino; por isso, jamais poderíamos estar separadas uma da outra. Assim como a beleza daquela flor indicava a realidade espiritual para além da aparência material, o relacionamento com minha amiga indicava o que é verdadeiro, agora e sempre, a respeito de Deus e de cada um de Seus filhos amados.

A Sra. Eddy escreve: “Em nosso imaturo senso das coisas espirituais, digamos a respeito das belezas do universo sensório: ‘Amo o que tu prometes; e chegarei a compreender em algum momento a realidade espiritual e a substância da forma, luz e cor, as quais agora entrevejo tenuemente em ti; compreender isso me satisfaz…’ ” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 87).

Para conhecer mais conteúdo como este, convidamos você a se inscrever para receber as notificações semanais do Arauto. Você receberá artigos, gravações em áudio e anúncios diretamente via WhatsApp ou e-mail.

Inscreva-se

More web articles

A missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

                                                                                        Mary Baker Eddy

Conheça melhor o Arauto e sua missão.