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Original para a Internet

A vigilância espiritual e a cura

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 18 de maio de 2026


Quando minha filha adolescente ficou sabendo que ficaria sem seu telefone durante o verão inteiro, sua atitude me surpreendeu: “É realmente um alívio!” Não que ela seja particularmente apegada ao telefone — apesar de levá-lo onde quer que vá, como muitos de nós — mas foi sua expressão de alívio, tão genuína, o que me surpreendeu. Mais tarde, ela disse que ficar sem o celular a despertou para a própria criatividade e ajudou-a a prestar mais atenção aos outros.

Sua experiência destacou algo importante. Se uma simples pausa no uso do celular pode abrir a porta para um estado mental mais atento e alerta, o que faria por nós uma vigilância espiritual mais profunda? Não se trata simplesmente de estarmos mais atentos ao que nos rodeia ou aos nossos relacionamentos, mas de estarmos plenamente conscientes de nossa união com Deus, mentalmente atentos ao bem que está sempre ao nosso alcance.

A rotina, as distrações cotidianas ou as atitudes meramente emotivas — tais como a preocupação, a insegurança e o excesso de atividade — podem entorpecer nossa percepção espiritual e nos deixar à deriva em meio a uma névoa mental. Essa é uma maneira sutil de ficarmos mesmerizados pela vida moderna. Nos ensinamentos do Apóstolo Paulo a alguns dos primeiros cristãos, ele os exortou a “…consagrar-vos, desimpedidamente, ao Senhor” (1 Coríntios 7:35). A busca por uma compreensão melhor de Deus nos permite estar mais conscientes da atividade sempre presente da Mente única infinita, em vez de estarmos tão presos aos problemas em nossa vida.

A mensagem do Cristo — a verdadeira ideia de Deus — nos desperta e ajuda a cultivar a consciência ativa do bem divino que se desdobra, e isso não só impede que passemos o dia em um estado de sonambulismo mental, mas também nos ajuda a perceber a vital realidade e constante presença da Mente divina. Todos nós, por sermos a expressão de Deus, refletimos essa consciência espiritual infinita e podemos encontrar a disposição para nos inclinarmos “…perante o Cristo, a Verdade, para receber mais da sua reaparição…” (Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 35). A compreensão inspirada, vinda do Cristo, transforma nosso pensamento e nos desperta para o bem divino, alimentando e sustentando nosso crescimento espiritual.

O estarmos espiritualmente despertos não apenas nos abençoa, mas também nos torna sanadores melhores e mais eficazes. Significa atender com seriedade à ordem dada aos estudantes da Ciência Cristã para “…se manter despertos e despertar o mundo…” (Mary Baker Eddy, Mensagem À Igreja Mãe para 1902, p. 17). Estar espiritualmente desperto significa reconhecer a verdadeira, divina e inata individualidade dos outros, especialmente em situações em que isso parece muito difícil. O empenho consciente de expressar as qualidades de Deus, tais como a bondade, a honestidade, a força e a inteligência, eleva o nível da vida cotidiana. Começamos a ver tudo mais espiritualmente; a ver como Deus, o Espírito, vê.

Contudo, quando sentimos o desejo de ajudar os outros a despertarem espiritualmente, primeiro temos de verificar nossa própria consciência e nossa própria compreensão a respeito de Deus. A resposta da Sra. Eddy a uma pergunta sobre o papel que o sanador desempenha, ao ajudar os outros, nos dá um norte: “O estudante sincero da Ciência Cristã é purificado pelo Cristo, a Verdade, e assim está pronto para a vitória nessa luta que enobrece” (Escritos Diversos 1883–1896, p. 41).

Não importa há quanto tempo estejamos praticando a Ciência do Cristo, ainda somos todos estudantes. Ser “purificado pelo Cristo” — ser alertado quanto a tudo aquilo que, em nosso pensamento se fundamenta no medo ou nos separa de Deus — é uma maneira de despertarmos espiritualmente. Isso nos eleva acima da névoa mental da preocupação, da insegurança e da inércia. Alcançar e manter essa vigilância é o trabalho contínuo da salvação pelo Cristo, e mostra a necessidade de estarmos dispostos a ser regularmente reavivados e renovados pelo espírito do Cristo, que Jesus explicou e demonstrou.

Na Bíblia, vemos que o verdadeiro despertar muitas vezes começa quando as pessoas questionam a crença de que a vida seja mortal e material. Temos como exemplo o caso do homem que estava doente havia 38 anos. Ele encontrava-se deitado, sem conseguir se levantar, junto a um tanque ao qual se atribuíam poderes curativos, na esperança de conseguir entrar naquelas águas que ele acreditava que o curariam (ver João 5:2–9). 

Jesus lhe perguntou se queria ser curado. O homem certamente queria, mas não via como isso seria possível. Não havia ninguém que pudesse, ou estivesse disposto, a ajudá-lo da maneira como ditava a crença local, a de ser o primeiro a ser mergulhado no tanque, quando a água fosse agitada. Mas Jesus reconheceu que o homem era completamente espiritual, que era a imagem e semelhança de Deus, o Espírito. Disse-lhe para se levantar e andar. Essa ordem despertou a consciência do homem, ele imediatamente se levantou e andou. A autoridade espiritual do Cristo o despertou, e ele pôde ver a si mesmo como Deus o havia criado, são e livre.

A orientação de Jesus anulou as expectativas culturais e o raciocínio humano. Apontou para o poder divino sempre presente que não depende do tempo, do acaso ou de condições materiais. E, quando o homem obedeceu, foi imediatamente curado. A bênção já estava ali, esperando que ele a reconhecesse.

Sempre que achamos que estamos nos arrastando em uma vida material, distraídos por uma série de coisas que nos impedem de sentir a presença de Deus, o Cristo nos desperta para aquilo que nós realmente somos e para a verdadeira natureza de nossa existência espiritual. E isso ajuda não somente nossa própria vida, mas também ajuda a despertar o mundo para nossa eterna segurança, para o amor e a saúde que temos na presença do Amor divino e do cuidado que Ele tem por nós.

Larissa Snorek
Redatora-Adjunta

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