Nossa filha escolheu estudar em uma faculdade particular em uma cidade distante. Minha esposa e eu a apoiamos no processo de escolha enquanto avaliava diversas opções, entre elas, uma faculdade em nossa cidade, e senti que sua escolha havia sido guiada por Deus.
No início do ano letivo, durante a viagem de carro para levá-la à faculdade, nossa filha perguntou se podíamos pagar a mensalidade. Respondi que a única coisa com que ela tinha de se preocupar era em ter uma experiência universitária profundamente gratificante, e que sua mãe e eu reconhecíamos e afirmávamos o fato espiritual de que a provisão de nosso Pai-Mãe Deus estava disponível a todos os Seus filhos, e ela é um deles. Embora na época não soubesse de onde viriam os fundos, eu confiava em que Deus, o Amor, havia guiado nossa filha na escolha da faculdade, por isso o Amor proveria tudo o que ela precisasse para fazer o curso.
A pergunta que ela havia feito, no entanto, era pertinente. A empresa da qual era sócio, passava por um período difícil. Eu havia chegado à conclusão de que meu futuro emprego seria em outra área, mas, devido à minha trajetória profissional anterior, meu currículo não era muito atraente para o mercado. Embora essa fosse uma questão desafiadora, com o estudo e a prática da Ciência Cristã eu havia aprendido a confiar em Deus.
No início de minha carreira houve um período em que minha empresa de consultoria em software enfrentara um período de pouca demanda. Na ocasião liguei para todos os meus contatos e tomei todas as providências que me pareciam viáveis. A economia passava por um momento difícil, e eu tinha uma folha de pagamentos a honrar. Desesperado, pedi ajuda por meio da oração a um praticista da Ciência Cristã. Refletimos sobre “atividade correta” como Mary Baker Eddy usa o termo: “É impossível enterrar o infinito no finito; o pensamento verdadeiro se liberta e vai de dentro para fora, e essa é a única atividade correta, aquela pela qual alcançamos nossa natureza superior” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, p. 159). Compreendi que eu não estava procurando “trabalho”, mas uma atividade correta para refletir e expressar a Deus.
Poucos dias depois, recebi um telefonema de um homem que eu havia encontrado apenas uma vez. Ele precisava de muitos projetos de programação de software e desejava que eu começasse imediatamente. Eu teria como pegar trabalho? Eu estava mais do que disponível. No dia seguinte fui a seu escritório, e fechamos um grande contrato. Essa foi uma grande mudança em meu negócio, que cresceu ao longo dos anos, e foi muito importante para mim. Foi como se Deus tivesse dito: “Eu cuido disso”. Se um amigo nos dissesse isso, não nos sentiríamos seguros e amparados? Ainda mais quando nosso amoroso Pai-Mãe nos diz para confiarmos nEle!
Agora eu precisava de um novo começo. Em seu livro A Unidade do Bem, Mary Baker Eddy faz esta referência à nossa carreira: “Ora, esse Deus mesmo é quem nos ajuda. Ele Se compadece de nós. Tem misericórdia de nós e guia cada acontecimento de nossa carreira. Ele está perto dos que O adoram. Compreendê-Lo, sem a menor mácula de nosso senso mortal, finito, de pecado, doença, ou morte, é aproximar-nos dEle e tornar-nos semelhantes a Ele” (pp. 3–4).
Em vez de descrever “carreira” como uma progressão de oportunidades e atividades humanas, esse trecho me mostrou claramente que “carreira” é uma expressão do amor de Deus por Sua criação e que, ao entendermos isso, o bem se expressa em nossa vida de maneira prática.
Se tivermos medo, pode ser difícil confiar em Deus. Talvez sejamos tentados a procurar uma solução por conta própria, ou a querer analisar a resposta de Deus para ver se nos agrada, ou se nos parece viável. No entanto, deixar de lado o medo e qualquer crença de que o bem é limitado ou fora de nosso alcance nos permite ouvir os pensamentos de Deus, os quais nos guiam e tranquilizam. Essas ideias são nosso direito inato como filhos de Deus e abrem caminho para que o bem se manifeste em nossa vida.
Foi o que aconteceu comigo. Nas semanas após minha saída da empresa da qual era sócio, todas as novas ideias de negócios que eu havia tentado foram por água abaixo. O que restou foi reescrever o software da empresa da minha esposa. Com isso garanti a continuidade das operações de seu maior cliente. No entanto, ainda não tínhamos uma renda estável. E, a essa altura, nossa outra filha escolheu a mesma faculdade que a irmã, aumentando nossos compromissos financeiros.
No entanto, nunca nos faltaram recursos, e sempre tivemos tudo de que precisávamos. Por exemplo, certa ocasião meu antigo empregador pediu que eu fizesse um trabalho temporário de consultor, o que pagou as contas daquele mês. Sempre tínhamos o suficiente para cada momento.
Dez semanas após nossa filha mais nova haver entrado na faculdade, surgiu em nossa cidade uma situação política complexa, e a demanda por nosso software aumentou muito. Tínhamos tanto trabalho quanto podíamos dar conta, e os negócios seguiram crescendo. Continuamos a confiar em Deus e sempre tivemos fundos suficientes para as necessidades seguintes. Nossas férias eram modestas, mas felizes em companhia de nossas filhas e seus amigos.
Quando confiamos em Deus, Ele nos conduz a uma compreensão mais clara de Sua abundante provisão. Nossa gratidão pelo que já recebemos nos torna cada vez mais confiantes em Seu cuidado infalível.
David Watson
Tallahassee, Florida, EUA
