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Original para a Internet

Dizer “não é possível” nos trouxe proteção

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 9 de fevereiro de 2026


Eu tenho, graças ao estudo da Ciência Cristã, algumas declarações favoritas às quais recorro, e uma delas tem sido para mim um farol e uma rocha, por infundir a segurança e a expectativa da salvação de Deus, o Amor divino: “Lembrai-vos, não podeis ser levados a situação alguma, por mais grave que seja, em que o Amor não tenha chegado antes de vós e em que sua terna lição não esteja à vossa espera” (A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos, pp. 149–150).

Essa declaração, feita pela Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, pode ser aplicada universalmente — por qualquer um, em qualquer situação — e faz eco ao amado Salmo 23, no qual está escrito: “…não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Salmos 23:4). 

Na ocasião em que nos deparamos com uma situação perigosa e incerta, ambas as declarações acima proporcionaram, ao meu marido e a mim, a indispensável confiança de estarmos seguros no cuidado amoroso e onipotente de Deus. Nessa experiência, a “terna lição” mencionada pela Sra. Eddy, foi compreendermos que, independentemente do que a percepção humana gritava, a verdade espiritual, de que ninguém tem poder para nos ferir, governava aquela situação. A confiança radical em que Deus sempre acompanha, ama e protege a todos nos permitiu ver essas promessas se cumprirem.

Na época, estávamos trabalhando para o governo, alocados na América Latina. Havíamos viajado para uma cidade distante para comprar comida e outros itens indisponíveis onde morávamos. Na volta, o banco traseiro do carro estava cheio de pacotes.

A estrada era isolada e considerada perigosa à noite devido à presença de ladrões, animais soltos e pela prática habitual de os motoristas de caminhão dirigirem com as luzes apagadas, acreditando assim economizar a bateria do veículo. Mas nós conhecíamos muito bem a estrada, e estávamos ansiosos para voltar para casa e ficar com nossas filhas pequenas. Então, partimos para uma viagem que duraria a noite toda.

Nas primeiras horas da manhã, nos deparamos com uma barreira na estrada, coordenada por dois soldados muito jovens e bastante embriagados. Percebemos, tarde demais, que não se tratava de uma barreira oficial, mas de uma cilada. Àquela altura, parecíamos estar encurralados. Os soldados vieram cambaleando até o nosso carro e, ao verem os pacotes no assento traseiro, exigiram que saltássemos e entregássemos tudo.

Em vez de entrar em pânico, porém, eu sabia que o mais eficaz, sempre, é orar a Deus, e essa precisava ser minha principal linha de defesa. Eu sabia também, por experiência, que poderia confiar em nosso Pai-Mãe Deus para nos proteger. Estava certa de que Deus falaria a todos — inclusive aos soldados — de um modo compreensível a cada um de nós.

Meu marido falava a língua local fluentemente, e eu estava grata por ele ser capaz de explicar com paciência, mas também com firmeza, que a placa diplomática do nosso carro assegurava imunidade contra busca e apreensão. Apesar de parecer impossível argumentar com os soldados em seu estado de forte embriaguez, e de eles estarem armados, perante a repetida exigência para sairmos do carro a resposta de meu marido foi simples e sem vacilos: “Não é possível”. Com isso, ele queria dizer que os soldados não tinham autoridade para nos forçar a descer do carro. No entanto, eles interpretaram essa recusa como um desafio à sua autoridade.

Enquanto eu pensava nas palavras de meu marido, “não é possível”, percebi que o fato espiritual naquela situação era que cada um dos envolvidos era filho de Deus — a Mente única, infinita — portanto, não era possível que nenhum de nós tivesse uma mente conflituosa própria, individual. Na realidade, cada um poderia expressar apenas a Mente divina única. “Não era possível” que um filho de Deus desejasse aproveitar-se de outro. Encontrei refúgio na declaração confortadora da Sra. Eddy, de que nós não poderíamos ter sido levados a qualquer situação em que Deus, o Amor divino, não estivesse presente, apesar de aquela circunstância assustadora nitidamente sugerir o contrário.

O soldado mais sóbrio finalmente pareceu entender a explicação do meu marido, e tentou convencer seu compatriota a nos deixar partir — até mesmo repetiu que “não era possível” eles nos deterem. No entanto, isso enfureceu o soldado que estava mais embriagado, ele se tornou ainda mais agressivo e apontou seu rifle para a cabeça do meu marido.

Eu sabia que precisava continuar desviando meu pensamento daquela cena, com todo vigor, e confiar em que a lei divina de amor e proteção sempre está atuando, independentemente das aparências. Foi fundamental parar de analisar a situação a partir de uma perspectiva de medo e negar com veemência a sugestão perversa de que nunca mais veríamos nossas filhas.

Esta passagem do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria da Sra. Eddy, me ajudou a colocar o foco no que eu sabia ser espiritualmente verdadeiro: “Podemos até ficar perplexos ante o medo humano; e ainda mais assombrados ante o ódio, que levanta sua cabeça de hidra e mostra seus chifres nas muitas invenções do mal. Mas por que deveríamos ficar apavorados ante o nada?” (p. 563). Ao aceitar a mensagem de que a situação que enfrentávamos não era de Deus e, portanto, era “nada” — não era real — encontrei paz.

Continuei declarando silenciosamente que nenhum de nós poderia estar separado de Deus, o bem. Identificar aqueles soldados como filhos de Deus, a partir de uma base espiritual, me ajudou a ver que eles não careciam de nada, nem desejavam se apossar de algo que não fosse deles por direito. Também me ajudou a ver que o álcool não poderia influenciá-los a ponto de estarem propensos a nos ferir.

Por fim, os soldados desbloquearam a via e, empunhando as armas no ar, nos liberaram para prosseguir.

Ficamos profundamente aliviados e gratos por ter testemunhado a onipresença e a onipotência do poder protetor de Deus, naquela noite. Essa experiência continua me lembrando de não me deixar intimidar por eventos assustadores — de não ficar apavorada ante o nada e, em vez disso, de saber que a presença e poder infinitos do Amor são o único “algo”, e estão sempre conosco e com todos, guiando, apoiando e guardando.

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