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Original para a Internet

Não se deixe espremer para se encaixar nos moldes do mundo

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 5 de fevereiro de 2026


Na carta de Paulo ao pequeno grupo dos primeiros cristãos que viviam em Roma, há uma recomendação importante: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Eu gosto particularmente da tradução para o inglês dada em The New Testament in Modern English [O Novo Testamento em Inglês Moderno], de J. B. Phillips: “Não deixem que o mundo ao redor vos esprema até se encaixarem nos moldes dele, mas deixem que Deus transforme sua mente de dentro para fora, para poderem comprovar na prática que o plano de Deus para vocês é bom, atende a todos os requisitos divinos e conduz ao alvo da verdadeira maturidade”. Na linguagem bíblica, “o século” e “o mundo” representam o pensamento padrão alicerçado na matéria — tão comum naquele tempo quanto nos nossos dias — e que nos pressiona, nos espreme, tentando nos fazer caber nos seus moldes e formas.

Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, usa o termo “mente mortal” para identificar esse tipo de pensamento. Em sua obra principal, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ela explica: “…a autora utiliza o termo mente mortal para denominar o gênero humano doente e pecador — querendo dizer com esse termo a carne oposta ao Espírito, a mente humana e o mal em contraste com a Mente divina, ou seja, com a Verdade e o bem” (p. 114).

Durante meu primeiro ano na universidade, tive a grande oportunidade de integrar um grupo de elite de estudiosos, do qual dois participantes vieram a receber o Prêmio Nobel. Ao longo daquele ano letivo, cada um de nós deveria fazer uma apresentação persuasiva sobre um tema à sua própria escolha. Eu começara a estudar a Ciência Cristã fazia pouco tempo, e estava entusiasmado pelos conceitos totalmente diferentes que essa Ciência vinha me transmitindo a respeito de nossa existência. Então, considerei ser esse um assunto sobre o qual, mesmo que não chegasse a ser persuasivo, eu poderia ao menos trazer informações.

Além disso, eu tinha consciência do passo radical dado pela Sra. Eddy ao chamar essa religião de ciência. O mais extraordinário é que essa religião de fato usa uma abordagem verdadeiramente científica. Apoia-se em demonstrações daquelas que identifica como leis espirituais — leis que requerem prova concreta da verdade das proposições nas quais estão alicerçadas.

Mas é uma religião. Fala a respeito de Deus, de pecado — o que eu classificava, na época, como “aquela coisa toda de religião”. Eu era um dos membros mais jovens desse grupo de estudiosos e da universidade como um todo, por isso, estava totalmente intimidado pela sofisticação intelectual do restante do grupo. Naquele período, a revista Time havia estampado em uma de suas capas a pergunta “Deus está morto?” Era “moda” rejeitar qualquer crença a não ser a que pregava que Deus é uma invenção cultural — uma invenção que nenhum indivíduo pensante e inteligente jamais poderia aceitar.

Foi aí que a energia — o vigor — das palavras de J. B. Phillips, no versículo que mencionei, me despertaram. “Não deixem que o mundo ao redor vos esprema até se encaixarem nos moldes dele!” Esse despertar me fez perceber que a mente mortal — o pensamento do mundo, uma abordagem materialista a respeito da vida e do pensamento — estava me governando, estava me espremendo para me encaixar nos moldes do mundo. 

E entendi a segunda parte do alerta de Paulo como um conselho dirigido a mim: deixar que Deus renovasse minha mente de dentro para fora, “para [poder] comprovar na prática que o plano de Deus para [mim] é bom, atende a todos os requisitos divinos e conduz ao alvo da verdadeira maturidade”. Então, foi exatamente o que fiz. Descartei a mentalidade sofisticada de que “Deus está morto”. Deixei que Deus “renovasse” minha mente de dentro para fora. Procurei enxergar e reconhecer o que o versículo diz sobre o plano de Deus.

Ao final daquele ano letivo, uma enorme variedade de apresentações foi submetida à votação, e aquela a respeito da Ciência Cristã, intitulada “Deus está vivo, e bem”, ganhou o primeiro prêmio. Embora eu tenha me dado conta, muitas vezes, de haver permitido que o mundo me espremesse para caber nos seus moldes, como acontece com tantas pessoas, relembrar essa experiência me ajuda a resistir à pressão. 

Outro episódio ocorrido no mesmo período me deu mais uma oportunidade de comprovar a sabedoria do conselho de Paulo e, ao mesmo tempo, demonstrar uma lei cristãmente científica. Foi durante uma aula de química. Estávamos usando peróxido de hidrogênio como oxidante, quando aconteceu um acidente e o laboratório se encheu de fumaça. O professor avisou à turma que teríamos fortes dores de cabeça durante aquela tarde, e à noite.

Reconheci que aquela era uma crença do mundo à qual eu não precisava me amoldar, me conformar. Orei para compreender melhor que substâncias químicas não podem tocar minha verdadeira identidade espiritual como criação de Deus, o Espírito. Meu verdadeiro mundo é o vasto reino de Deus, cuja atmosfera é de pureza, frescor e amor. Fui capaz de me regozijar e ficar em paz nessa atmosfera, livre de qualquer traço de dor de cabeça, provando, assim, a verdade de uma lei de Deus.

Para não permitir que o mundo governe nosso pensamento, é necessário um ponto de partida preciso. Tanto a Sra. Eddy quanto Paulo reconheceram a necessidade de prestarmos atenção ao nosso estado de consciência, nosso pensamento. A Sra. Eddy afirma: “O ponto de partida da Ciência divina é que Deus, o Espírito, é Tudo-em-tudo, e que não existe outro poder nem outra Mente…” (Ciência e Saúde, p. 275). 

Por isso, quando conseguimos partir desse ponto — de um profundo reconhecimento de que Deus, o Espírito, a Mente, é Tudo — estamos mais alerta à tendência de a “mente mortal” nos espremer, e deixamos que Deus “renove” nossa mente de dentro para fora.

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