Em minha primeira viagem à Europa, visitei universidades e cidades nas quais achei que seria interessante estudar e morar. Minha mãe e eu estávamos aproveitando muito a viagem e tivemos experiências incríveis em cada cidade.
Certo dia, passamos horas viajando de trem, carregando malas e mochilas pesadas. No dia seguinte, acordei com uma forte dor nas costas. Não conseguia me levantar, e, até mesmo ao tentar apenas me sentar, a dor aumentava ainda mais. Fiz alguns exercícios para ver se a dor passava, mas isso não ajudou. Então voltei para a cama, e minha mãe, que é Cientista Cristã e estivera orando desde o início, perguntou-me se poderíamos ler juntos a Lição Bíblica, que consta no Livrete Trimestral da Ciência Cristã, a fim de que eu pudesse sentir mais a presença e o poder de Deus.
Eu sempre tive muita fé em Deus; muitos parentes do lado materno são Cientistas Cristãos, e tenho frequentado a Escola Dominical da Ciência Cristã desde criança. Mas, aos dezoito anos, eu ainda não havia vivenciado nenhuma cura física.
Enquanto orávamos e líamos a Lição Bíblica semanal, pude pensar mais profundamente a respeito de Deus e compreender melhor que toda a criação divina é o Seu reflexo. Esta foi minha oração: reconhecer a verdade a respeito de mim mesmo e ser grato pelo fato de que, por ser filho de Deus, sou Seu reflexo. Ponderei sobre o fato de que não existe dor no reino dos céus e, portanto, nada pode me impedir de manifestar alegria, força e mobilidade. Sei disso porque o reino dos céus é a criação de Deus, é onde todos nós vivemos neste exato momento e, de acordo com o livro do Gênesis: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (1:31). Isso significa que as coisas ruins, tais com a dor, não existem na realidade.
Uma passagem do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, ajudou-me a clarear essas ideias. Ela diz: “Na ordem da Ciência, na qual o Princípio está acima daquilo que ele reflete, tudo é harmonia, grandiosa e una. Se mudares essa afirmação, se supuseres que a Mente seja governada pela matéria, ou que a Alma esteja no corpo, então perderás a nota tônica do existir e haverá desarmonia contínua. A Mente é movimento perpétuo” (p. 240). Essa passagem foi muito significativa para mim, porque eu estava com dificuldades de me movimentar devido à dor nas costas, e a última frase realmente me tocou.
Além disso, a primeira parte dessa passagem, afirmando que somos um com Deus, me ajudou a reconhecer que nada pode acabar com a harmonia entre mim e Deus. Ler isso fez com que eu tivesse ainda mais certeza de que sou espiritualmente perfeito e que me movimento na harmonia, com Deus e graças a Ele.
Com o apoio das orações de minha mãe, fui curado. Pude sair da cama e fazer tudo o que precisava fazer, refletindo as divinas qualidades de Deus.
Nós aproveitamos muito aquele dia, bem como todo o restante da viagem, e sou muito grato por ter tido minha primeira — mas certamente não a última — cura física por meio da Ciência Cristã.
Miguel Campos
Groningen, Holanda
