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Original para a Internet

Como conheci a Ciência Cristã

Finalmente, a “expiação” fez sentido para mim

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 18 de junho de 2019


Fui educada com fortes raízes em uma religião cristã tradicional, e sempre serei grata à minha família por ter me inculcado pouco a pouco a importância de me aproximar de Deus. Entretanto, quando eu já estava casada e era uma jovem mãe, ficava perturbada com certos ensinamentos teológicos dessa denominação religiosa, especialmente a doutrina da expiação. Eu pensava que a explicação da doutrina da expiação era mais ou menos a mesma em todas as religiões cristãs.

Nessa ocasião, eu estava tomando aulas sobre a maternidade, monitoradas por uma pessoa que tinha dois filhos já criados. As conversas do grupo giravam em torno de alguns livros referentes a como ensinar crianças pequenas a ser responsáveis, bem como técnicas suaves de disciplina construtiva. Ao observar como pais e mães compartilhavam seus desafios e faziam perguntas, eu ficava admirada com a sabedoria e o amor da monitora, que me pareciam tão profundos quanto práticos.

Na última noite de aula, aproveitei a oportunidade para perguntar ao grupo o que eles ensinavam a seus filhos a respeito de Deus e do sacrifício de Seu Filho, Jesus. Suas respostas eram semelhantes às que eu havia aprendido e nas quais eu acreditava, mas não foi mera coincidência eu ter feito minha pergunta. Nesse momento, a monitora não disse nada, apenas escutou. Como agradecimento por sua liderança, eu a convidei para almoçar no dia seguinte. Durante o almoço ela trouxe à baila minha pergunta sobre a doutrina da expiação.

Ela me disse que era estudante da Ciência Cristã (eu não sabia nada sobre esses ensinamentos) e, então, compartilhou comigo algumas ideias de como os estudantes da Ciência Cristã entendem a expiação de Jesus.

No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, há um capítulo intitulado “Reconciliação e Eucaristia”, que aborda em detalhe esse assunto. O parágrafo que inicia esse capítulo diz: “A reconciliação exemplifica a unidade do homem com Deus, segundo a qual o homem reflete a Verdade, a Vida e o Amor divinos. Jesus de Nazaré ensinou e demonstrou o fato de que o homem e o Pai são um, e por essa razão lhe devemos perene homenagem. Sua missão foi tanto individual como coletiva. Ele realizou corretamente a obra da vida, não só para ser justo consigo mesmo, mas também por misericórdia para com os mortais — para mostrar-lhes como realizar a deles, mas não para realizá-la por eles, nem para desobrigá-los de uma responsabilidade sequer. Jesus agia ousadamente, em oposição à geralmente aceita evidência dos sentidos, em oposição aos dogmas e às práticas farisaicas, e desmentia todos os opositores por meio de seu poder de cura” (p. 18).

Mais adiante nesse capítulo lemos: “A expiação é uma questão difícil na teologia, mas sua explicação científica está em que o sofrimento é um erro do senso pecaminoso que a Verdade destrói, e que tanto o pecado como o sofrimento finalmente cairão aos pés do Amor eterno” (p. 23).

Lembro-me de que minha amiga compartilhou, em suas próprias palavras, que Cristo Jesus é o Salvador, o Filho de Deus, o Messias cuja vinda fora profetizada. Jesus estava em constante comunhão com Deus, seu Pai, e confrontou e derrotou o mal de toda espécie, inclusive doenças graves, deficiências físicas, ofensas morais, falta de alimento e de dinheiro, tempestades e até mesmo a morte, a dos outros bem como a sua própria. Onde quer que o povo fosse receptivo, ele revertia a situação, ou seja, curava toda espécie de mal que surgisse, demonstrando o que significa para todos, não só para si mesmo, ser para sempre um íntegro e perfeito filho de Deus, o Espírito. Jesus também ensinou seus discípulos a fazerem o mesmo.

Minha amiga mencionou que a Bíblia registra que Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai” (João 14:12).

Aprendi que a crucificação de Jesus e subsequente ressurreição mostraram ao mundo o maravilhoso amor de Deus, o qual demonstra o poder do Espírito, Deus, até mesmo sobre as condições materiais aparentemente mais desesperadoras. Finalmente, a doutrina da expiação fez sentido para mim.

Minha amiga também relatou algumas curas que ela e o marido tiveram por meio apenas da oração. Fiquei maravilhada. Durante as semanas seguintes, ela me deu artigos e panfletos publicados pelA Sociedade Editora da Ciência Cristã. Isso aumentou meu interesse. Então, ela sugeriu que eu fosse até uma Sala de Leitura da Ciência Cristã para adquirir um exemplar de Ciência e Saúde, que foi escrito pela Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, e que nos ensina como pensar e curar sob um ponto de vista espiritual.

Logo ocorreu uma cura. Desejosa de ensinar ao nosso filho pequenino a respeito de Deus, eu trouxe da Sala de Leitura um livro para crianças que fala de Deus como nosso melhor amigo. Durante as noites seguintes, nosso filho pediu-me para ler esse livro várias vezes, e conversamos sobre o amor que Deus tinha por ele. Então, certa manhã, enquanto brincava no seu quarto, ele se acidentou e feriu gravemente a língua.

Nessa ocasião, a probabilidade de uma importante cura espiritual em minha família me parecia algo fora do alcance, e para meu marido, mais ainda. Liguei para o pediatra do meu filho e descrevi aquela desagradável situação. Ele disse que nesse caso não daria para fazer muita coisa, enquanto a língua estivesse se curando e, portanto, sugeriu algumas coisas que eu podia fazer para minimizar a dor. Tentei seguir suas instruções, mas meu filho não conseguia tolerar nada na boca.

Nessa noite, quando coloquei o menino na cama, ele perguntou entre lágrimas: “Mamãe, se Deus me ama tanto, será que Ele não vai me fazer ficar melhor?” Respondi: “Meu bem, sei que Deus ama você e tenho a certeza de que amanhã de manhã você vai se sentir muito melhor”. Mas, realmente eu não tinha tanta certeza. Ao sair do quarto, eu me volvi a Deus com frustração, preocupada, com medo de que meu filho não se sentisse melhor pela manhã. Pensei que uma experiência decepcionante talvez arruinasse sua recém-despertada fé em Deus, o Amor.

Na manhã seguinte, acordei com o barulho do meu filho, arrastando uma cadeira até o espelho. Chamei-o para vir até a minha cama e pedi para ver sua língua. A ferida estava completamente curada! A única evidência era uma pequenina, quase imperceptível marca onde estivera o ferimento. Juntos nós agradecemos a Deus e festejamos a completa capacidade do meu filho comer e beber normalmente. Naquela noite, quando li para ele que Deus é nosso melhor amigo, as ideias tiveram um impacto especialmente profundo para mim.

Na quarta-feira seguinte, fui a uma reunião de testemunhos em uma igreja da Ciência Cristã. Depois de ouvir algumas experiências inspiradoras, relatei o que ocorrera com nosso filho e incluí esta observação: “Se alguém souber como ocorreu essa cura, poderia me explicar?” Quando terminou a reunião, tivemos algumas conversas interessantes. Aprendi que a compreensão simples e inocente do meu filho sobre o grandioso amor de Deus por ele havia sido poderosa.

Faz quarenta e cinco anos que tive essa experiência. A pessoa que me apresentou à Ciência Cristã tornou-se uma amiga para o resto da vida. A crescente compreensão da unidade do homem com Deus, e a cura espiritual que resulta dessa compreensão, tornaram-se um foco permanente em minha vida.

 

Holly Suhi

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Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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