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Original para a Internet

O Amor universal é o roteiro para um mundo sem violência

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 11 de junho de 2019


Massacres recentes e outros eventos violentos em diversas partes do mundo deixaram inúmeras pessoas se sentindo mais uma vez indefesas e vulneráveis. Muita gente, inclusive eu mesmo, no íntimo, almeja profundamente orar pelas vítimas de tais crimes. Como podemos orar de modo a destruir a violência pela raiz? O que ajudará a evitar mais violência? Como podemos cultivar um modo de pensar e viver completamente diferente?   

Os atos violentos estão enraizados, essencialmente, em pensamentos de violência. Muito antes de se puxar um gatilho e as balas serem disparadas, tanto pensamentos quanto sentimentos malignos e cheios de ódio batem à porta da consciência individual. Ciente disso, Cristo Jesus exortava as pessoas a lidarem imediatamente e de modo decisivo com a raiva, antes que a violência fosse desencadeada. No seu Sermão do Monte, ele identifica a raiva como sendo a raiz dos assassinatos e incentiva à rápida reconciliação com os adversários. É quase como corrigir erros na nossa contabilidade e finanças: se não os captamos, por menores que sejam, o total não vai dar certo.

Como fazer isso, quando estamos diante de graves desentendimentos ou ódio? Aprendendo a reconciliar, ou corrigir, primeiro, nossos próprios pensamentos e sentimentos. Como foi ensinado por Jesus, temos de pôr nossa casa mental completamente em ordem: alinhar todo pensamento e sentimento com o que é verdadeiro a respeito de Deus e dos filhos e filhas de Deus. Temos de empenhar-nos em tomar como exemplo a Regra Áurea dada por Jesus — fazer aos outros como queremos que eles façam conosco — e usar essa regra como medida padrão para cada pensamento e cada ação nossa, momento a momento.

O revolucionário sermão de Jesus serve de mapa para conseguirmos isso. “Jesus traçou o caminho para os outros”, afirma Mary Baker Eddy em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. E ela continua:“Ele revelou o Cristo, a ideia espiritual do Amor divino (p. 38). Que resumo perfeito do propósito de vida de Jesus: fazer jorrar luz sobre o significado mais profundo do Amor, a natureza, a essência, de Deus! Ele mostrou à humanidade, por meio de sua vida e de seus atos, como realmente é o amor de Deus, e como é a nossa verdadeira natureza espiritual, por sermos filhos e filhas do Amor. Podemos pensar no Cristo como sendo o amor de Deus em ação, expressado na vida de Jesus de modo incomparável e completo, e presente para sempre por meio das qualidades espirituais que ele viveu e ensinou, que não se prendem a nenhuma época específica.

A Bíblia e outros inspirados escritos das tradições religiosas do mundo mostram a natureza de Deus como sendo o Amor. Ao mesmo tempo em que, obviamente, há diferenças importantes entre as diversas teologias, a Regra Áurea existe, por exemplo, sob diferentes formas, em todos os ensinamentos religiosos. Não é essa uma indicação do Cristo universal, falando à humanidade com uma clara diretriz para amar-nos uns aos outros? Essencialmente, Jesus diz em seu sermão que Deus ama assim como o sol brilha (ver Mateus 5: 45). Da mesma forma que o sol abençoa a terra inteira e a todos que nela estão, assim também o Amor divino não tem favoritos, mas, em vez disso, brilha igualmente para todos e de modo ilimitado. O que torna tão elevados e tão abrangentes os ensinamentos de Jesus, (e às vezes difíceis de colocar em prática), é essa compreensão que ele teve da imparcialidade do Amor divino, do amor de Deus para com cada um de nós, vistos por ele não como sendo mortais às vezes perversos, mas, ao contrário, como sendo expressões espirituais do ilimitado amor de Deus. 

Podemos pensar no Cristo como sendo o amor de Deus em ação, expressado de modo incomparável e completo na vida de Jesus.

Nosso amor tem de refletir essa mesma universalidade e constância. “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste”, conclui Jesus (Mateus 5:48). Para mim isso significa: “Quero que você ame os outros da mesma forma como o Pai ama você, porque você reflete o amor do Pai”. Por certo que amar desse modo vai além da natureza meramente humana. Na verdade, amar assim faz parte da nossa natureza espiritual, que é impelida pelo amor e dada por Deus.

Certa vez, a compreensão espiritual que Mary Baker Eddy tinha a respeito desse Amor todo-poderoso deteve um homem armado que entrou no escritório dela e a alvejou com uma pistola (Yvonne Caché von Fettweis e Robert Townsend Warneck, Mary Baker Eddy: Christian Healer, Amplified Edition [Mary Baker Eddy: Uma vida dedicada à cura, Edição Ampliada], p. 301). “Você não pode atirar,” ela simplesmente disse a ele. Ele baixou o braço subitamente, sem poder fazer nada, e o revólver caiu no chão. Ele se retirou sem feri-la.

Isso prova que a prática do amor, do modo como Jesus ensinou, pode literalmente desarmar o ódio. Embora não saibamos exatamente de que forma Mary Baker Eddy estava orando durante aquela situação, ela mais tarde escreveu: “Amados Cientistas Cristãos, conservai vossa mente tão cheia de Verdade e Amor, que o pecado, a doença e a morte nela não possam entrar. É claro que nada se pode acrescentar à mente que já está cheia. Não há porta pela qual o mal possa entrar, nem espaço que o mal possa ocupar na mente repleta do bem” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 210).

Nem o mal nem a animosidade poderiam, sob forma alguma, alegar existir e atuar no vácuo — um espaço mental vazio onde Deus, o Amor, não esteja presente. Mas em verdade não existem vácuos na infinitude do amor e da luz de Deus. Como disse o profeta: “Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o Senhor; porventura não encho eu os céus e a terra? — diz o Senhor” (Jeremias 23:24).

Mas se perdemos de vista esse fato espiritual, estamos de alguma forma deixando aberta uma porta para as sugestões do mal e do ódio entrarem em ação. Em uma de suas parábolas, Jesus explica que “...se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, [vigiaria e] não deixaria arrombar a sua casa” (Lucas 12:39).

A maioria de nós tranca as portas de nossas casas, especialmente à noite. Do mesmo modo, cada um de nós pode vigiar os pensamentos e impedir a entrada de todo desígnio que não esteja em sintonia com o Amor, Deus. Dessa forma, começamos a deter intenções e pensamentos malignos antes que possam atuar. 

Um amigo meu diz que a recomendação de Jesus para refrearmos a raiva pode verdadeiramente impedir que tiros sejam dados. Um dia ele disse: “Toda vez que interrompemos um pensamento de raiva, evitamos que, em algum lugar do mundo, um tiro seja disparado”. Se realmente queremos erradicar a violência, devemos começar por deter, dentro de nós mesmos, os pensamentos que estão por trás da violência: raiva, ódio e todo tipo de pensamentos e vontades exageradamente obstinados. O Sermão do Monte é o roteiro para a “mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16), a verdadeira consciência plena do Amor, a qual é a base de toda verdadeira cura.   

À medida que conhecemos melhor esse modo de pensar espiritual e o colocamos em prática, compreendemos que ele é absolutamente natural em nós. Pois amar, perdoar, abençoar e curar é da natureza de todos nós, por sermos filhos e filhas de Deus. É por isso que sempre parece mais natural amar aos outros, do que odiar.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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