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Original para a Internet

Pela humildade venci problemas financeiros e de emprego

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 1º de maio de 2019

Adaptação de um testemunho publicado originalmente em Um século de cura pela Ciência Cristã 1972. The Christian Science Publishing Society. Todos os direitos reservados (pp. 183–185).


Chegou o dia em que finalmente assinei meu primeiro contrato como figurinista de um dos grandes estúdios de cinema de Hollywood. Embora a Ciência Cristã tivesse me ajudado anteriormente, o desejo de ganhar cada vez mais dinheiro, de ser cada vez mais importante e mais famosa, crescia em meu pensamento, bloqueando tudo o mais.

Desperdicei muito tempo e esforço em busca de pessoas e coisas que eu achava pudessem tornar-me importante. Comecei a ficar ressentida com o êxito das outras pessoas e passei a correr de um lugar para outro, procurando fazer todo o possível para que minha personalidade humana fosse admirada e cortejada. Mandei pintar meu atelier de rosa-choque e contratei um agente de publicidade. Fiz grandes esforços para conhecer gente da imprensa, convidava-os para almoçar e empenhava-me em manter a amizade de todos os que, em minha opinião, poderiam ajudar-me. Frequentava boates três ou quatro noites por semana, porque eu achava que tinha de ser vista pelo público. Meu marido tentava me ajudar em tudo o que eu queria. Hoje, compreendo que ele sofria paciente, silenciosa e resignadamente. Isso continuou por uns onze anos.

Quando algo não dava certo ou quando eu era preterida em favor de alguma outra pessoa, telefonava para um Praticista da Ciência Cristã, pegava um Christian Science Sentinelou um The Christian Science Journal e lia um pouco até as coisas se acalmarem. Em seguida, continuava nessa mesma maneira de viver. Eu achava que estava me tornando muito sofisticada e fazia tudo o que eu tinha vontade de fazer.

Quando todos os meus esforços e planos falharam em concretizar minhas esperanças, resolvi ampliar minhas atividades. Parecia-me que os designers que tinham sua própria firma eram muito bem sucedidos e procurados; portanto, decidi que devia fazer o mesmo. Abri meu próprio negócio de vendas por atacado, de roupa de alta categoria, atraindo muita atenção e, por breve tempo, tive um tremendo êxito. Então, o estúdio achou que meus interesses estavam divididos, o que certamente era verdade, e assim meu contrato não foi renovado, o que para mim foi um golpe duro. O negócio estava apoiado em bases tão incertas, que teve de ser liquidado, em meio a muita amargura. Muitas lojas me disseram que qualquer coisa ligada ao meu nome nunca mais lhes interessaria. Em uns oito meses, todo o meu mundo, que eu havia construído com tanto empenho, desabou. Tudo simplesmente desmoronou sob meus pés. Não era apenas a ruína de tudo pelo qual havia trabalhado durante anos, mas meu nome, que a duras penas eu procurara tornar importante, agora também significava fracasso.

Não conseguia obter emprego em um estúdio, nem em uma casa de confecções. Eu não arranjava nada. Durante uns dois anos, fiquei em casa sem receber uma única oferta de trabalho de qualquer tipo, lutando com o orgulho, a vergonha e um profundo remorso. Sempre havia sustentado minha mãe e minha irmã com o que eu ganhava. Nessa época, minha mãe, que não era Cientista Cristã, sofreu um derrame cerebral. Ela não queria aceitar nada a não ser tratamento médico, o que logo consumiu todo o dinheiro que eu havia poupado.

Com o problema financeiro, não podíamos levar a vida alegre de boates, o que eu achava tão importante. Todas as manhãs, eu me levantava e logo começava a estudar a Lição Bíblica semanal, publicada no Livrete Trimestral da Ciência Cristã. Algumas vezes eu estudava até meio-dia.

Certa noite me senti completamente desesperada. Peguei o livro da Sra. Eddy intitulado Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, que se abriu nesta declaração: “A natureza do indivíduo, mais obstinada do que a circunstância, vai sempre argumentar a favor de si mesma — de seus hábitos, gostos e fraquezas” (p. 119).

Antes, eu não gostava de ler esse trecho. Toda vez que o lia, ficava ressentida e dizia para mim mesma: “Não posso melhorar minha natureza, nasci assim”. Desta vez, forcei-me a ler essa passagem e a dizer a mim mesma: “Cada uma das suas aflições provém da ‘natureza do indivíduo’, e não de circunstâncias externas nem de pessoas que você acha que foram muito injustas, nem de coisa alguma que você acha que lhe aconteceu”. Comecei a compreender que aquilo que eu desejara estava errado e que não havia estado disposta a ser íntegra, disciplinada, humilde, boa e obediente. Naquele momento, adotei uma linha de pensamento melhor. O que veio à tona, para mim, foi o fato de que eu podia afirmar: “Sim, minha maneira de ser e de agir — meus caprichos e desejos, minhas falsas ambições e meu orgulho — causaram-me tudo isso e tenho de deixá-los para trás”. Afinal, era uma questão de estar disposta a admitir isso para mim mesma. Acho que essa talvez seja a coisa mais difícil que se tem de fazer. Quando finalmente disse a mim mesma: “Sim, Deus, tens razão, serei obediente”, ocorreram coisas maravilhosas.

Recebi uma oferta de emprego. No primeiro ano houve muitas dificuldades, porque me parecia haver muitos emaranhados que tinham de ser desenredados. Todos os dias, eu passava a hora do almoço em Salas de Leitura da Ciência Cristã em Beverly Hills. E eu me esforçava para ser meiga, coisa que jamais fizera antes. Todos aqueles anos em que vivia cheia de ressentimento por ver outros passarem à minha frente, como mais importantes ou melhores, eu sempre me sentira cansada. Pouco a pouco, fui compreendendo que cada pessoa é completa, refletindo de maneira única a natureza divina. Comecei a deixar para trás o senso de competição, a contemplar minha individualidade verdadeira e a dizer: “Obrigada, Pai, porque tenho tudo de que preciso”. Procurei me volver à Mente, à Alma, em busca do senso de beleza, porque eu fora criada para refleti-la. Aprendi a expressar apenas a alegria que vejo, a alegria que sinto e a beleza que me vem por inspiração.

Trabalhei nesse mesmo estúdio, em diversos períodos, nos anos subsequentes. Nos últimos anos, de um modo que eu jamais imaginara possível, apareceu a oportunidade de combinar o trabalho com viagens pelo mundo inteiro. Não digo que tenha superado completamente toda a minha falsa ambição, mas aprendi que a mão fechada não pode receber. A ambição de “ganhar” foi substituída pelo desejo de “dar”. Quero realmente ajudar os outros a se volverem à Ciência Cristã, para que encontrem o que ela me trouxe — o consolo, a alegria e a compreensão de que Deus é Pai-Mãe, o Amor eterno.

Renie B. Conley
Hollywood, Califórnia, EUA

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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