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Original para a Internet

Para jovens

Protegida durante uma tentativa de assédio

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 19 de março de 2019


Era um sábado à noite, no início de uma temporada de estudo no exterior, em uma cidade da Europa. Eu ficara fora até muito tarde, desfrutando da companhia de novos amigos. Minhas colegas de quarto estavam fazendo outras coisas, nessa noite, e só quando fui descer do bonde é que me dei conta de que teria de caminhar sozinha até o nosso apartamento. Eu apressei o passo por vários quarteirões de uma rua escura e vazia e entrei em uma cabine telefônica iluminada, ao lado do prédio, para procurar as chaves na bolsa.

Enquanto estava atrapalhada, remexendo a bolsa, de costas para a entrada da cabine, de repente uma voz atrás de mim murmurou: “Olá”.

Eu me virei e deparei com um homem corpulento bloqueando a saída. Pelo jeito como estava me olhando, percebi que ele não tinha um ar amigável. Pelo susto, senti um aperto no estômago e disse que precisava sair dali. Ele não fez sinal de abrir caminho, ao contrário, tentou me beijar e agarrou o cós da minha calça jeans. Consegui dar um passo atrás e bloqueei suas mãos, mas sabia que não conseguiria mantê-lo afastado por muito tempo.

No momento seguinte, porém, meu medo foi completamente substituído por um senso de calma, uma absoluta firmeza. Uma clara mensagem encheu meu pensamento, quase como se alguém tivesse dito em voz alta: “Isto não faz parte da sua história”. Foi uma percepção imediata e tangível de que eu, na verdade, não estava sozinha. Eu sabia que nosso Pai-Mãe Deus está sempre presente, e estava ali mesmo, me mantendo em segurança.

O homem ainda estava a centímetros de mim, mas era como se eu conseguisse ver algo mais elevado do que aquela situação. Logo me vieram ideias simples que coloquei em prática. Quando ele tentou me agarrar outra vez, eu me abaixei e passei por baixo de seus braços estendidos. Ele veio na minha direção mas, abaixada, consegui sair da cabine telefônica e chegar na calçada. Levantei-me rapidamente e, quando olhei ao redor, o homem tinha ido embora.

Ligeiramente abalada, mas muitíssimo grata, entrei no meu apartamento e na mesma hora fui deitar. A mensagem que eu recebera na cabine telefônica: “Isto não faz parte da sua história”, foi uma orientação de muita ajuda em como pensar sobre aquilo que acabara de acontecer. Eu não iria aceitar o pensamento insistente sobre aqueles momentos assustadores nem ficar pensando no que poderia ter acontecido. Em vez disso, eu podia seguir em frente com minha verdadeira história: a de que Deus, o bem, é a fonte confiável da nossa segurança e ninguém jamais pode, na realidade, estar fora da Sua proteção.

Ocorreu-me que outro aspecto importante para seguir em frente seria ver aquele homem de outro modo. Embora suas atitudes pudessem rotulá-lo como vilão, meu estudo da Ciência Cristã me ensinara que isso também não faz parte da história dele. Cada um é criado à imagem e semelhança de Deus, ou seja, à imagem e semelhança do puro bem. Portanto, tal como Deus não criou uma mulher vulnerável, Ele também não podia criar um homem abusador. Embora o que aquele homem tentara fazer certamente não era correto, senti a necessidade de orar, colocando também a ele sob os cuidados de Deus, e confiando em que ele poderia despertar para sua real identidade, livre de quaisquer impulsos violentos ou imorais.

Essas orações me trouxeram a paz de que eu precisava para adormecer naquela noite e continuar com meu extraordinário curso no exterior, com total confiança e liberdade. De fato, tomei cuidado para não mais sair sozinha tarde da noite, mas também apliquei em todas as minhas atividades essa melhor compreensão do cuidado protetor de Deus. 

Depois disso, essa experiência tem sido para mim um importante ponto de apoio, pois tenho vivido em cidades grandes, tomado transporte público, viajado e trabalhado com homens, livre de qualquer trauma. Outra consequência foi que agora, quando ouço relatos sobre assédio ou agressão, minha atitude é a de orar para que todas as mulheres e homens possam saber e perceber que isso não faz parte da sua história. A realidade sempre é a de que nossa identidade espiritual é aquela verdadeira, imaculada, protegida, amorosa e amada, e de que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1).

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu o Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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