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Original para a Internet

A mentira não tem nenhum poder

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 13 de maio de 2021


A seguinte citação, geralmente atribuída ao autor cristão C. S. Lewis, estabelece um elevado padrão para a vida honesta: “Integridade é fazer a coisa certa, mesmo quando ninguém está nos observando”. Mas agora, no século XXI, existe uma técnica de propaganda que parte de um critério totalmente oposto. Consiste em fazer a coisa errada — isto é, mentir — descaradamente. Os que usam essa técnica de firehosing, uma estratégia de desinformação descrita como “ducha de falsidades”, inundam vários canais de comunicação, como os noticiários e a mídia social, com uma série de mensagens compostas de verdades parciais e inverdades descaradas.

Tal fraude tem como objetivo nos confundir e nos influenciar, portanto, é imprescindível estarmos vigilantes, a fim de não aceitarmos tais narrativas mentirosas e evitar que nos influenciem. Recentemente, enquanto eu estava orando sobre essa necessidade de vigilância, refleti muito a respeito da expressão “ducha de falsidades”. Compreendi que é também um termo adequado para a torrente de falsas afirmações com que todos nos deparamos continuamente, como, por exemplo, a de que somos seres materiais, sujeitos à carência e à limitação, governados por uma egocêntrica mentalidade mortal, e “…sem Deus no mundo” (Efésios 2:12).

As qualidades morais que podemos expressar, tais como honestidade e integridade, contradizem esse modelo material de existir. Essas qualidades são como uma janela que mostra a verdadeira natureza de cada um de nós, inteiramente espiritual — nascida do Espírito divino, Deus. Essa natureza espiritual talvez pareça estar em segundo plano, mas a Ciência Cristã lança uma luz sobre o fato de que o Espírito é o Criador e o governador de quem realmente somos. A Bíblia revela que o Espírito é a Verdade, e até mesmo um simples vislumbre desse fato pode nos levar a questionar o dilúvio de suposições materiais sobre nossa origem e existência. Será que esses pressupostos podem ser verdadeiros, ou será que representam erros de pensamento que são o oposto da Verdade?

É importante, e de grande utilidade, orarmos para compreender melhor que a espiritualidade não é apenas a nossa essência mas é, de fato, todo o nosso existir, é toda a nossa realidade. Na medida em que compreendemos isso, estamos mais capacitados a discernir que a materialidade é irreal, como é irreal a alegação de que nós, ou qualquer outra pessoa, possamos ser realmente desonestos. Compreendendo que somos filhos da Verdade, podemos também ver que é natural para todos amar o próximo como a si mesmo, sendo honesto, recusando-se a originar e circular mentiras, ou a deixar-se enganar por elas.

No entanto, às vezes acontece de ficarmos presos à crença de sermos materiais, vendo essa alegação como se fosse uma entidade real contra a qual estamos lutando. Mas essa não é a verdade. Reconhecer e aceitar o fato oposto de que somos unicamente espirituais é a chave para a cura pelo Cristo, e nos permite perceber a falsidade das aparências em contrário. Uma pequena obra escrita por Mary Baker Eddy, intitulada Não e Sim, explica: “É o conhecimento que a Verdade tem de sua própria infinitude o que não permite que o erro tenha existência legítima nem mesmo como alegação. Esse conhecimento é a luz na qual não há trevas — não é luz contendo trevas. A consciência que se tem da luz assemelha-se à lei eterna de Deus, que revela o que Deus é e nada mais” (p. 30).

Ponderei a respeito dessa poderosa afirmação, certa noite, pensando nas dificuldades financeiras que vinha enfrentando. Entendi a realidade de que só a Verdade existe, e de que ela não deixa nenhum espaço para a alegação oposta de que o erro possa existir — inclusive com a mentira de que exista a carência, como resultado de confiarmos na matéria inconstante, em vez de confiarmos no Espírito, para satisfazer as nossas necessidades.

Nessa consciência espiritual de que a Verdade é tudo, senti-me confiante de poder “fazer a coisa certa” e pagar algumas contas atrasadas, muito embora isso fosse me deixar sem um tostão durante semanas. Na manhã seguinte, aquela confiança em Deus foi justificada. Uma reviravolta imprevisível nos acontecimentos reabasteceu a minha conta bancária com o mesmo montante que eu havia desembolsado na noite anterior. A alegação de carência se dissolveu sob a luz do reconhecimento de que a Verdade é onipresente.

Sob essa luz todo-poderosa, todas as mentiras são impotentes. Vemos isso evidenciado de forma prática, à medida que despertamos para a infinitude da Verdade e compreendemos que ela nunca cria nem sanciona uma natureza propensa a mentir ou a acreditar em mentiras. 

Partindo dessa mesma premissa de que a infinitude da Verdade não deixa espaço para mentiras, discernimos que Deus é a verdadeira fonte de todo pensamento e de toda ação, e por essa razão nenhum dos filhos de Deus pode perpetrar uma falsidade ou ser persuadido por uma “ducha de falsidades”. Com base nisso, também a “Grande Mentira” de que a existência depende da matéria perde cada vez mais o poder de nos impressionar. As distorções materiais da doença, carência, solidão, dor e pecado (todas as formas assumidas pela mentira de que possamos nos separar de Deus, o bem, por ação nossa ou de outrem) dão lugar aos fatos espirituais da saúde, da abundância e de que somos o reflexo de Deus, que é o Amor, a Vida, e o Princípio.

Essa é a realidade para todos. A profunda e divina integridade de sermos a expressão de Deus — eternamente unidos à Verdade e influenciados somente pela Verdade — faz com que façamos sempre o que é certo, mesmo quando ninguém está nos observando.

Tony Lobl, Redator-Adjunto

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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