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Para jovens

Por que dei o livro Ciência e Saúde ao meu namorado

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 20 de setembro de 2021


Sempre achei incômodo falar sobre a Ciência Cristã. Minhas convicções religiosas são muito pessoais, pois estou apenas começando a compreendê-las. Além disso, nunca quis que as pessoas pensassem que eu estava tentando convertê-las.

Antes, quando eu falava sobre a Ciência Cristã com um namorado a fim de explicar como eu encaro a vida e as situações difíceis, ele ou não me apoiava, ou então combatia as ideias, argumentando que a Bíblia e Deus não eram reais. E eu me sentia ainda menos motivada a compartilhar minhas convicções religiosas e explicá-las às pessoas que me eram mais próximas.

Por outro lado, havia as perguntas desagradáveis. Quando alguns amigos ficavam curiosos a respeito da Ciência Cristã, faziam perguntas como esta: “O que acontece se você…”, seguida de uma situação desafiadora na qual a maioria das pessoas recorreria ao tratamento pela medicina. Eu sempre me sentia confusa porque não sabia o que dizer. Quando eu respondia, nunca ficava satisfeita com minhas respostas.

Ao começar o relacionamento com meu namorado de agora, eu sabia que, a qualquer momento, surgiria o assunto sobre religião. Era importante que meu namorado apoiasse minha decisão de confiar na Ciência Cristã nas situações difíceis, fosse qual fosse sua própria religião. Por isso, comecei a orar a respeito de como eu falaria com ele sobre a Ciência Cristã.

Ao assim fazer, achei que dar a ele o livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, era uma boa ideia. Eu sabia que talvez não soubesse responder às suas perguntas sobre a Ciência Cristã. Também reconheci que quando eu tenho questionamentos sobre alguns aspectos que eu não compreendo sobre a Ciência Cristã, recorro ao livro Ciência e Saúde. Por que isso também não ajudaria aqueles que têm perguntas semelhantes?

Mas eu ainda me sentia insegura quanto a dar o livro a ele. Não queria que ele pensasse que eu estava tentando convertê-lo, ou que eu esperava que ele lesse um livro que ele não queria ler. Eu queria ter a certeza de que dar Ciência e Saúde era realmente a resposta.

Continuei a orar, e me lembrei deste trecho que a Sra. Eddy escreveu em Ciência e Saúde, e que me ajudou: “O amor a Deus e ao homem é o verdadeiro incentivo, tanto para curar como para ensinar. O Amor inspira, ilumina, designa o caminho e nele nos guia. Os motivos corretos dão asas ao pensamento e força e liberdade à palavra e à ação” (p. 454).

Percebi que, visto que meu motivo para dar o livro ao meu namorado era de afeto, não poderia ser mal interpretado como algo negativo. Eu só queria dar-lhe a oportunidade de compreender minhas convicções religiosas, de modo que ele pudesse me apoiar melhor. Era um gesto afetuoso. Percebi que, ao respeitar minha maneira de lidar com esse assunto, eu também estava apoiando meu namorado e suas convicções religiosas.

Uma noite, depois de assistir a um filme, pareceu-me que era uma boa ocasião para lhe dar o livro. O problema era que, quando fico nervosa, todas as palavras somem da minha cabeça. Eu estava hesitante nas minhas tentativas de dizer a coisa certa e de entrar nesse assunto de uma maneira despretensiosa. Acabei dizendo algo desajeitado: “A propósito, tenho algo para você”.

Quando dei a ele o livro, posso dizer que ele ficou surpreso e nervoso. Fiz o melhor possível para explicar que eu não tinha a intenção de convertê-lo, mas simplesmente queria que ele compreendesse que às vezes ele podia questionar como eu lidava com os desafios, pois é diferente de como ele encara as coisas. Eu disse que nem sempre conseguiria responder suas perguntas, pois ainda estou aprendendo, mas que ele podia buscar as respostas no livro, tal como eu fazia.

“Não é que eu queira que você leia”, eu disse. “Estou lhe dando esse livro porque eu me importo sobre para onde está indo o nosso relacionamento.”

Ele ficou ainda um pouco cético, mas quando percebeu que eu não esperava uma grande reação, prontamente aceitou o exemplar de Ciência e Saúde. Posso também dizer que ele entendeu que isso era importante para mim, e me deu apoio.

Desde essa ocasião, eu acho que nós nos compreendemos melhor e senti o apoio dele quando precisei recorrer à oração para tratar de algo em minha vida.

Essa experiência ensinou-me que a oração, em conjunto com motivos afetuosos, sempre conduz a respostas práticas e abre caminho para uma harmoniosa experiência de como compartilhar nossa religião. Também aprendi que não há somente uma maneira de falar sobre a Ciência Cristã, pois cada relacionamento é diferente. Mas, tudo bem, porque todos ouvem a Deus, não somente eu. Todos têm a capacidade de ouvir a Deus e compreender por que estamos dando de presente esse livro que significa tanto para nós.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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