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Original para a Internet

Para ter bons relacionamentos, enfrente o magnetismo animal

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 6 de junho de 2022


Um amigo meu estava muito apaixonado por uma garota. Os dois se viam diversas vezes por semana, e também viajavam juntos. Ele queria muito se casar, mas ela se recusava a aceitar a ideia. Depois de alguns anos, ele percebeu que a sua expectativa de estar com  ela em um casamento feliz não o estava levando a lugar nenhum, e desistiu do relacionamento. A garota ligou para ele uns meses mais tarde, querendo retomar a amizade, e ele concordou. Mas, a partir daí, ele parecia preso àquela situação, como se uma nuvem negra estivesse sobre a sua cabeça.

Meu amigo acabou confidenciando sua história a uma Cientista Cristã, que lhe recomendou procurar nas obras de Mary Baker Eddy tudo o que está escrito sobre o que a Sra. Eddy identifica como magnetismo animal. Ele se propôs a fazer uma pesquisa minuciosa sobre o tema, buscando adquirir uma compreensão mais profunda sobre o que o magnetismo animal é ou não é. Nos primeiros quatro dias em que usou seu tempo livre nessa pesquisa, percebeu que a nuvem negra no seu pensamento havia se dissipado, e nunca mais voltou. Estava livre, finalmente! Sua amizade com aquela moça ainda durou algum tempo e de uma forma mais agradável, mas acabou se desvanecendo. Depois, ele conheceu outra jovem, com quem tem um casamento muito feliz.

Essa reviravolta na experiência de meu amigo mostra que, saber o que o magnetismo animal é, e o que não é, pode fazer uma grande diferença. No capítulo chamado “Desmascarado o magnetismo animal”, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras assim descreve o magnetismo animal: “É a crença errônea de que a mente esteja na matéria e que seja tanto má quanto boa; que o mal seja tão real como o bem, e mais poderoso. Essa crença não tem uma única qualidade da Verdade” (p. 103).

Esse capítulo revela o fato primordial de que Deus, o bem, é a única presença e o único poder verdadeiros, e o apresenta de uma maneira que nos ajuda a entender com mais clareza que qualquer coisa que não seja boa é uma mentira a respeito de Deus e de Sua criação; uma negação do fato de que Deus é Tudo. Ao reconhecermos que Deus é Tudo, aprendemos a ver que qualquer suposto poder separado de Deus é algo irreal. Esta é a chave para destruir a mentira à qual damos o nome de “o mal”: saber verdadeiramente que o mal nada é!

Você pode perguntar: por que é importante saber a respeito daquilo que nada é? Se sabemos que o mal nada é, não precisamos saber nada além disso. Mas, na mesma medida em que acreditamos que de alguma forma o mal possa ser real, aceitamos que o magnetismo animal seja algo. Então, precisamos aprender e compreender mais a respeito da sua nulidade. É como ouvir histórias de fantasmas em uma fogueira de acampamento: se sabemos que os fantasmas não existem, elas não nos assustam. Por outro lado, se acreditamos em fantasmas ou não temos a certeza de que são irreais, somos tentados a ter medo. Se alguma vez nos assustamos com uma história dessas, então precisamos entender que não existem fantasmas, para pararmos de nos perturbar.

O mal não pode, por um momento sequer, ter existência verdadeira e estragar nossa saúde e nossa felicidade. As obras de cura de Cristo Jesus provam esse fato, e suas palavras o confirmam. De acordo com o evangelho de João, Jesus chamou o diabo, ou o mal, de “…mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Nada podia convencer Jesus de uma realidade separada de Deus, o bem sempre presente. Ele expressou domínio sobre a suposta realidade do mal, do magnetismo animal. Pelo poder de Deus, ele curou os doentes, reformou os pecadores e venceu a morte.

Também nós podemos demonstrar o domínio que Deus nos deu sobre o mal. Saber e comprovar em alguma medida a nulidade do mal nos faz crescer espiritualmente e ganhar autocontrole. Na proporção em que não estamos conscientes de que o bem é real e o mal é irreal, somos levados a acreditar que o mal é capaz de definir quem somos e o que vivenciamos. Podemos, por exemplo, aceitar as alegações errôneas de que somos tímidos, de que ficamos irritados com facilidade ou de que geralmente estamos de mau humor. E é possível que esses sentimentos nos tentem a fazer coisas que realmente não deveríamos fazer, como usar drogas, praguejar, desrespeitar deliberadamente uma autoridade a quem deveríamos obedecer, ou até mesmo permanecer em um relacionamento amoroso que não é saudável. Tais sentimentos e experiências indicam a aceitação de uma existência ou influência além de Deus.

Se estamos nos sentindo pressionados a fazer algo que sabemos que realmente não é bom para nós, precisamos reconhecer que não há poder que consiga minar a alegria de seguirmos nossas inclinações naturais e inspiradas por Deus. Não existe poder capaz de dificultar nosso progresso. Reconhecer que Deus é todo o poder nos dá a força, a habilidade e a liberdade para pensar e agir corretamente.

Quando nos tornamos mais constantes em lidar com o mal como mentira, encontramos mais harmonia e alegria em nossas amizades, em todas as atividades na escola e fora dela, e também em casa. Ficamos livres para sermos quem realmente somos: os amados e amáveis filhos de Deus — capazes e necessários, glorificando a Ele.

Talvez o termo magnetismo animal pareça um tanto antiquado, mas saber ao que ele se refere e como reconhecer e lidar com essa falsa crença é extremamente importante hoje em dia.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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