Ao viajar pelas montanhas da Sierra Nevada, na Califórnia, Estados Unidos, pude ver lá em baixo o Lago Mono. Trata-se de uma vista maravilhosamente bela. Colunas esculturais de tufo se erguem acima do nível da água, e não há duas iguais. Os tufos são depósitos minerais que se formam no fundo do lago e vão aparecendo na superfície. Admirando a variedade dos tufos, não pude deixar de perguntar: “Deus, como fazes isso?”
Eu sabia que a imagem vista pelos sentidos físicos é uma representação limitada das “ideias da Alma” (ver Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, p. 269). No entanto, ao olhar ao redor, para o lago e as montanhas próximas, não pude deixar de repetir essa pergunta várias vezes.
Tenho feito essa pergunta a respeito de muitas outras coisas, como por exemplo, um arranjo de flores. E passei a identificar as manifestações de beleza, forma, complexidade, cor, simetria, harmonia etc., como expressões artísticas da Alma (um dos sinônimos de Deus).
A Sra. Eddy falou das flores como “hieróglifos da Deidade” (ver Ciência e Saúde, p. 240). Cada flor é uma obra de arte extremamente complexa e intrincada, e não há duas exatamente iguais. Todas nos remetem à Alma, à Mente. E se olharmos para a vastidão e a imensa beleza do universo mostradas pelas imagens fornecidas por telescópios espaciais, temos de admitir que a Alma é uma artista extraordinária, do infinitésimo ao infinito.
Com uma paleta de qualidades e substâncias que excedem em muito o que podemos humanamente imaginar, o universo espiritual, que inclui o homem, é uma obra de arte profundamente complexa, minuciosa, dinâmica, bela, infinita, que se desdobra eternamente. A Sra. Eddy escreveu: “Homens e mulheres imortais são modelos do senso espiritual, traçados pela Mente perfeita, refletindo aquelas concepções mais elevadas de beleza que transcendem todo o senso material” (Ciência e Saúde, p. 247).
Quando precisamos de cura, podemos sempre lembrar-nos de que o homem é uma perfeita obra de arte criada pela Alma, um perfeito autorretrato da Mente divina. E essa compreensão se manifesta no ajuste adequado da imagem falsa — esse ajuste é a cura.
A expressão artística da Alma brilha em todo lugar e está presente na consciência de cada filho de Deus. Precisamos dedicar tempo a observar e reconhecer esse fato.