Imagine que você está em uma grande festa, muito barulhenta, interagindo com outros convidados, e percebe ao fundo, vinda de um aparelho estéreo, uma canção de que você gosta muito. O som está baixo, e você não consegue ouvir com clareza a letra, mas a música é tão conhecida que você consegue acompanhar, cantando perfeitamente em uníssono.
Podemos pensar dessa maneira com relação à voz de Deus vindo a nós. Mesmo em meio ao clamor das opiniões mundanas, essa voz pode vir como uma orientação calma e racional. E essa voz nos é familiar, porque vem do Espírito divino, no qual “…vivemos, e nos movemos, e existimos…” (Atos 17:28). Estamos em perfeita sintonia com os pensamentos de Deus.
Ao orarmos, não estamos tentando trazer a Deus para mais perto de nós, nem tentando nos aproximar de Deus. Nós já somos o reflexo daquilo que nosso Pai-Mãe Deus é. Existimos porque Deus existe. Conforme ensina a Ciência Cristã, a oração implica em mudarmos o modo como vemos a nós mesmos como mortais, e abrirmos o pensamento à verdadeira compreensão de quem somos como filhos de Deus. Mary Baker Eddy escreve o seguinte em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “O efeito dessa Ciência consiste em sacudir a mente humana, levando-a a uma mudança de base, sobre a qual possa ceder à harmonia da Mente divina” (p. 162).
Quando as coisas estão indo bem, nossas orações são muitas vezes expressões de gratidão por tudo o que Deus, o Amor, nos propicia. Ao nos depararmos com desafios, nossas orações podem ser um pedido de ajuda. Quaisquer que sejam as circunstâncias, nossas necessidades já estão sendo atendidas, porque sempre estamos vivendo, nos movendo e existindo em Deus. Junto com esse reconhecimento, vem à luz, e é demonstrada, a completude que já é nossa por sermos a semelhança de Deus.
Somos constantemente presenteados com ideias e orientações divinamente corretas, vindas de Deus. Às vezes essas inspirações, tal qual a música em uma festa, parecem perder-se em meio ao barulho e à confusão da mentalidade mortal. Mas isso não pode realmente impedir que sejam ouvidas as ideias racionais e espirituais que são parte de nós, como uma música que conhecemos bem. Por meio de nossas orações, podemos sempre amplificar o “cicio tranquilo e suave” da Verdade e do Amor.
