Quando assisti à Assembleia Anual dA Igreja Mãe de 2025, realizada no dia 2 de junho — em que se deu realce aos 150 anos da primeira edição do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy — a seguinte ideia, mencionada por um dos diretores dA Igreja Mãe em sua apresentação, calou em meu coração: “Precisamos trabalhar para sermos, nós mesmos, essa edição comemorativa de Ciência e Saúde, pela maneira como o estudamos, como o vivemos, como o comprovamos, como o divulgamos e como promovemos suas ideias em nossa vida” (O Arauto da Ciência Cristã, setembro de 2025). É maravilhoso pensar que podemos comemorar a publicação ininterrupta de nosso livro-texto, sendo uma edição viva dele! E é exatamente isso que venho me esforçando para fazer desde aquele dia — aplicando mais conscienciosamente, em minha vida, os conceitos apresentados nesse livro.
Sou professora do ensino fundamental e, no país em que moro, o período final do ano letivo corresponde ao fim do mês de maio e início de junho, e costuma ser de muito trabalho para mim, o que pode ser bem desafiador. Em um prazo bastante curto de tempo, preciso elaborar relatórios sobre o desenvolvimento de cada aluno e me reunir individualmente com os pais, para discutir o desempenho de seus filhos.
Este ano, porém, ao preparar os relatórios e refletir sobre as ideias apresentadas na Assembleia Anual, eu me lembrei de algo que está escrito na introdução do Glossário de Ciência e Saúde: “Na Ciência Cristã aprendemos que a substituição da definição material de uma palavra bíblica, pela definição espiritual, muitas vezes elucida o significado que o escritor inspirado quer lhe dar” (p. 579). Então, pensei: “Que definição espiritual posso aplicar a meus alunos?”
No Glossário, encontramos a definição de inteligência, que afirma que ela não é limitada (ver p. 588). Compreendi que expressar a inteligência de maneira ilimitada é o direito inato de cada um e de todos os filhos de Deus. Essa ideia ajudou a me concentrar nas habilidades dos alunos, e no fato de que tanto eles quanto seus pais expressam as capacidades que se originam em Deus, e que se ampliam eternamente. Com essa mudança no pensamento, a tarefa de elaborar os relatórios, a qual sempre fora exaustiva para mim, tornou-se mais tranquila e agradável.
E, ao pensar nas reuniões que eu teria com as famílias, reuniões essas que muitas vezes podem ser tensas, lembrei-me do capítulo “Respostas a algumas objeções”, de Ciência e Saúde. Comecei a folheá-lo, e a seguinte passagem me ajudou muito: “Paulo alude a ‘discutir opiniões’. Soou a hora em que a prova e a demonstração, em vez de opiniões e dogmas, são intimadas a apoiar o Cristianismo, dando ‘sabedoria aos símplices’ ” (p. 342). Compreender que não as opiniões humanas, mas sim o Amor divino — refletido no amor que cada adulto expressa por seu filho — é que estaria no controle dessas reuniões, fez com que eu sentisse muita calma e segurança. Cada frase proferida só poderia ser a expressão da Verdade e do Amor. Com isso, minha ansiedade desapareceu. Todas as reuniões foram harmoniosas, mesmo quando falei sobre aspectos que poderiam ser difíceis para os pais ouvirem.
Nessa época do ano também podem surgir desentendimentos entre colegas de trabalho, devido ao estresse causado pela quantidade de tarefas a serem realizadas em um período muito curto. Nesses momentos, eu me senti confortada pelas ideias do capítulo intitulado “O matrimônio”, no qual lemos: “A união das qualidades masculinas e femininas constitui o homem completo” (p. 57). Reconhecer que todos os filhos de Deus expressam a Deus de maneira completa, trouxe-me muita paz. Compreendi que, pelo fato de a totalidade e plenitude de Deus implicar união, não pode haver conflitos causados por polarização entre opiniões ou perspectivas humanas divergentes. Pensando dessa maneira, quando os conflitos surgiram, em vez de ficar com raiva, consegui manter a calma e, assim, contribuir para que eles fossem resolvidos pacificamente.
Sou muito grata a todos os estudantes da Ciência Cristã que, em uma enorme manifestação de fraternidade, apoiam-se mutuamente, trocam ideias e aprendem novas maneiras de aplicar os ensinamentos dessa Ciência. Convido todos a se empenharem para ser uma edição viva de Ciência e Saúde, pois, como lemos em seu Prefácio, “É chegada a hora dos pensadores” (p. vii).
