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Original para a Internet

Cantar com propósito espiritual

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 16 de fevereiro de 2026


Haviam me pedido para ser solista substituta em uma igreja filial da Ciência Cristã, e eu estava animada com a oportunidade. Sempre gostei de cantar como uma forma de expressar a Deus, especialmente na igreja.

Mas, cerca de uma semana antes da data em que eu deveria cantar, comecei a ter sintomas típicos de gripe. Liguei para meu pai, que é praticista da Ciência Cristã, para que orasse comigo. Para mim, orar é um momento de escutar a Deus e de conhecê-Lo melhor. Ao fazer isso, passo também a conhecer melhor a criação de Deus, e isso inclui a mim.

Meu pai me lembrou de que, como filha de Deus, do Espírito, eu expresso apenas boas qualidades espirituais, e estas incluem saúde, alegria e paz. Meu propósito e identidade espirituais — meu único propósito e identidade — não são alterados por sugestões falsas, como a sugestão de doença, por isso a doença não tinha legitimidade nem poder sobre mim.

Continuamos a orar, e depois de dois dias, eu estava muito melhor. Conseguia trabalhar e comer normalmente de novo, e estava muito grata!

Apesar de eu me sentir bem, minha voz não soava bem. Ainda estava rouca e congestionada, o que dificultava cantar, quanto mais cantar bem.

Entendi que precisava vencer o senso errôneo de obrigação, então me volvi a Deus novamente. Sentia-me ansiosa, pois talvez não conseguisse cumprir minha função de solista substituta, naquele domingo, ainda mais porque eu já era a substituta. Mas também sabia que o senso de culpa não era um bom motivo para eu forçar a situação e tentar cantar de qualquer jeito.

Ao invés disso, pensei sobre o fato de que eu estaria expressando e servindo a Deus por atender à necessidade dessa igreja filial. Com essa ideia, senti que era correto ter a expectativa de conseguir cantar. Continuei orando ao longo da semana, à medida que estudava e treinava o solo.

Mas, no domingo de manhã, minha voz ainda não havia voltado ao normal. No ensaio com o organista, antes do culto, a voz soava trêmula e eu me sentia limitada. Foi aí que comecei a entrar em pânico. Estava com muito medo de que fosse abrir a boca e não saísse som nenhum — ou pior, que eu soasse como um sapo!

Então, nos momentos que antecederam o culto, voltei-me a Deus de todo o coração. Fiquei quieta e realmente busquei escutar as ideias de Deus que me ajudassem a vencer o medo.

Havia ideias inspirativas à minha volta toda. Por estar em uma igreja da Ciência Cristã, a sala onde eu aguardava estava cheia de livros, de músicas e de poemas com ideias espirituais sanadoras. Lembrei-me de que havia uma folha de papel na sala de música que mencionava um poema intitulado “Oração do Leitor” (Grace K. Sticht, Arauto-Online, 10 de abril de 2025). Duas estrofes do poema me tocaram profundamente. Citarei uma delas: 

Oro para que Tua voz, e somente a Tua, seja ouvida
Ressoando tão clara com Teu doce amor
Dando o verdadeiro significado da Tua Palavra —
Pois humilde, eu também a Teus pés a escuto. 

Lendo o poema, compreendi o porquê de eu não precisar ter medo nem me sentir insegura ao cantar. Podia ter a expectativa de que apenas o bem seria o resultado dessa oportunidade de servir.

De repente, percebi que não mais estava nervosa — nem um pouco. Essa foi uma experiência nova para mim: desde que canto, sempre fiquei muito nervosa antes de uma apresentação ou evento, mesmo quando estava bem preparada. Mas nesse momento, só senti alegria, assim como gratidão pela oportunidade de participar do culto da igreja.

Com isso, apesar de minha voz ainda não ter voltado ao normal, alegremente conduzi a congregação no cântico do primeiro e do segundo hino. Quando cantei o solo, me concentrei nas palavras inspiradas e confortadoras da poesia, ao invés de analisar como eu soava, e procurei ouvir a voz de Deus mais do que a minha. Depois, me senti muito bem e apreciei o restante do culto, inclusive ao cantar o terceiro hino.

Quando o culto terminou, as pessoas da congregação me falaram da inspiração que receberam do solo e sua conexão com o sermão que o sucedeu. A mensagem mais profunda fora transmitida, e eu estava muito grata por ter contribuído dessa maneira!

Continuei a sentir os bons efeitos de minhas orações. Outra situação com a qual eu estivera preocupada havia semanas se resolveu naquele dia também. Não levou muito tempo para minha voz voltar completamente ao normal.

Quando reconheci que o verdadeiro desejo de meu coração era servir a Deus, logo me senti segura, alegre e inspirada. E a cura física que ocorreu pouco depois foi a comprovação da cura do medo.

JJ Wahlberg
Boston, Massachusetts, EUA

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