“Descubra o poder curativo do ---!” O anúncio de comida saudável era um dos muitos anúncios de produtos dietéticos que ficavam aparecendo constantemente na tela do meu computador. Ao vê-lo, pensei em quantas pessoas estão buscando ajuda para se sentirem bem fisicamente. Mas existe outra maneira, mais elevada, de considerar a alimentação e de ter saúde. Eu sei disso, por experiência própria.
A Lição Bíblica desta semana, contida no Livrete Trimestral da Ciência Cristã, e que tem como tema “O Sacramento”, inclui muitas passagens que apresentam um conceito elevado de alimento. Por exemplo, uma citação da Bíblia relata que, no deserto, Deus alimentou e saciou a sede de Moisés e dos filhos de Israel com “manjar espiritual” e água da “fonte espiritual”. Lemos que todos “…eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” (1 Coríntios 10:3, 4).
Em outra passagem, lemos o que Cristo Jesus disse a seus discípulos durante a última ceia, pouco antes da crucificação: “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mateus 26:26–28).
Como é que o Cristo é nosso alimento espiritual? Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy equipara o Cristo à Verdade. Ela escreve: “Nossa Eucaristia é a comunhão espiritual com o único Deus. Nosso pão, ‘que desce do céu’, é a Verdade. Nosso cálice é a cruz. Nosso vinho é a inspiração do Amor, o trago que nosso Mestre bebeu e recomendou a seus seguidores” (p. 35).
Comungamos com Deus, o Espírito, à medida que assimilamos a verdade a respeito dEle e de Sua criação, e compreendemos que somos Seus filhos, espirituais e perfeitos, criados à Sua imagem e semelhança, como lemos na Bíblia (ver Gênesis 1:26). E comungamos com Deus, o Amor divino, quando sacrificamos o amor ao ego e tudo o que não seja bom em nós mesmos, quando nos embebemos somente do amor espiritual e confiamos em Deus. Um versículo contido na lição diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice” (1 Coríntios 11:28). Nesse autoexame, nos damos conta de que refletimos espiritualidade, bondade e integridade.
Aprendi no que consiste o verdadeiro alimento há muitos anos, quando tive problemas estomacais tão graves que só conseguia reter os alimentos mais básicos. Perdi muito peso e me sentia muito fraca. Durante esse período, concentrei-me no meu sustento espiritual, estudando e aplicando as verdades que eu lia na Bíblia, em Ciência e Saúde e em outros escritos da Sra. Eddy. À medida que eu progredia no estudo, tive vários momentos de clara compreensão espiritual. Cada vez que eu sentia o amor de Deus com mais intensidade, ficava um pouco mais forte, tinha menos náusea e, então, conseguia comer mais tipos de alimento. Mas a adição no meu cardápio, de alimentos comumente considerados mais nutritivos, não resultava em melhora na saúde.
O problema estomacal ainda não havia sido totalmente sanado quando, para realizar uma atividade da igreja, agendei uma viagem para outra cidade. Embora tivesse a certeza de que não se tratava de uma doença contagiosa, eu hesitava em viajar, porque tinha medo de me sentir mal longe de casa, especialmente durante o longo voo.
Entrei em contato com uma praticista da Ciência Cristã, que é alguém que ora para os outros com respeito a qualquer desafio que estejam enfrentando. Em nossa conversa, ela me transmitiu ideias reconfortantes sobre a onipresença e a proteção de Deus. Também me contou que havia sido curada de um problema semelhante, por enfrentar o medo e seguir com confiança a orientação de Deus, para fazer uma viagem a serviço da igreja. Pensei: “Eu consigo fazer isso. Se Deus está me guiando para fazer essa viagem, Ele cuidará de mim durante todo o caminho”.
Quando entrei no avião, procurei o saco de enjoo por precaução, mas descobri que todos os assentos tinham um, exceto o meu! Dei uma gargalhada. Entendi que Deus estava me dizendo que eu não iria precisar de nenhum saco de enjoo. E realmente não precisei! A partir daquele instante, fiquei livre do problema. Depois daquele dia, passei a me alimentar normalmente, sem nenhum efeito indesejado. Isso aconteceu há mais de vinte anos. Eu havia aprendido o que a Lição Bíblica afirma a respeito do reino dos céus que está dentro de nós: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).
