Meu país, a República Democrática do Congo, está no momento enfrentando, na região norte, um novo surto do vírus Ebola. Relatos de doenças infecciosas, seja onde moramos, seja em regiões remotas, requerem a atenção e as orações de todos.
Naturalmente, eu me uni aos que estão orando sobre essa situação desafiadora. Oro da maneira como aprendi com os ensinamentos e a experiência de vida de Cristo Jesus, que provou que o amor sempre presente de Deus não apenas alivia o sofrimento e a doença, mas os cura. Para o Mestre, a cura era natural, pois ele reconhecia que, em todos os casos, quem cura é Deus, para quem “tudo é possível” (ver Mateus 19:26). Apoiado nessa compreensão, Jesus curou muitas doenças crônicas e infecciosas, inclusive vários casos de lepra, considerada altamente contagiosa.
A Ciência Cristã me ensinou a apoiar minhas orações no sólido fundamento espiritual dos ensinamentos de Jesus, ou seja, no fato de que Deus é perfeito e é tudo, e aquilo que é dessemelhante do bem divino é irreal e uma nulidade. A doença, obviamente, enquadra-se nesta última categoria; ela não provém de Deus, mas sim é o resultado da crença errônea em uma realidade ou poder oposto a Deus, o Tudo-em-tudo. Sem dúvida, a Ciência Cristã me ensinou que Deus é Uno, o único poder e todo o bem; Ele não é a fonte de nenhuma forma de mal, como a doença. O mal não tem realidade nem poder, por isso não é possível sermos suscetíveis a ele de modo algum.
Minhas orações por meu país, e pelas pessoas do mundo todo, se apoiam na certeza de que o sempre presente e divino amor, poder e sabedoria destruirão qualquer crença em um poder oposto à harmoniosa e perfeita criação de Deus. Há alguns anos, essa confiança em Deus me manteve imune a um surto de gripe em meu local de trabalho.
Na época, eu tinha uma sala privativa, e minha equipe trabalhava em mesas dispostas em um espaço aberto, compartilhado com funcionários de outros departamentos. Sempre que eu saía da minha sala e cumprimentava alguns membros da equipe com um aperto de mão ou um abraço, alguns me alertavam para não fazer isso, pois eu poderia ser contaminado. Mas eu o fazia sem medo e jamais sofri qualquer consequência negativa. Eu lhes assegurava que não poderia ser contaminado por ninguém, nem poderia afetar a eles de outra forma que não fosse com boa saúde. Em pensamento, eu mantinha a certeza de que Deus, o bem, preenche todo espaço, não deixando lugar para que algo como a gripe pudesse prevalecer. Um vírus não possui inteligência, realidade nem poder para ser transmitido a quem quer que seja. Apenas o que é bom é transmissível. À medida que compreendemos a natureza espiritual do homem, ajudamos a elevar a nós mesmos e aos outros, livres do flagelo de doenças infecciosas e do medo que elas provocam.
O medo, como a ignorância, fecha nossos olhos para a onipotência, a onisciência e o amor infalível de Deus por Seus filhos, e paralisa nossa confiança, ao passo que a compreensão a respeito do bem sempre presente de Deus dissipa o medo que gera sofrimento.
Hoje, assumo a firme posição mental de que Deus não deixa o governo de Sua criação nas mãos de algo maligno, como a doença. O Salmo 91 é um dos textos bíblicos que fortalecem minha confiança no poder protetor de Deus. Por exemplo, os versículos 9 a 11 prometem: “…O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos”.
O seguinte trecho do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, eleva meu pensamento acima de relatos negativos e intimidadores sobre doenças: “Jesus nunca perguntava se a doença era aguda ou crônica e nunca recomendava obediência às leis de saúde, nunca dava drogas, nunca orava para saber se era da vontade de Deus que um homem vivesse. Ele compreendia que o homem, cuja Vida é Deus, é imortal, e sabia que o homem não tem duas vidas, uma para ser destruída e a outra para se tornar indestrutível” (p. 369).
Oro para ver além do quadro angustiante da doença contagiosa, e compreender o que Jesus ensinou sobre a imortalidade do homem. Oro para reconhecer, como Jesus, a perfeição de Deus refletida em toda a Sua criação. Onde quer que Jesus fosse chamado para ajudar, ele nunca enxergava doentes, pecadores, mortos, alguém sob ameaça irreversível, algo que fosse difícil ou impossível de resolver. Ele sabia que Deus, a Verdade divina, é o poder e a inteligência que governam o universo. Dessa forma, Jesus pôde provar naquela época o que hoje somos chamados a provar, e somos capazes de provar: “A Verdade vence o mais maligno dos contágios com perfeita segurança” (Ciência e Saúde, p. 176). Tenho a certeza de que o poder sanador da Verdade divina não muda nem perde a sua eficácia.
Essas ideias me inundam com a expectativa do bem, ou, melhor dizendo, com a certeza de que a vontade de Deus para Seus filhos amados é apenas o bem que prevalecerá. Nada pode se sobrepor ao amor e ao cuidado onipotentes e onipresentes de Deus.
