Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

Desejo-lhe um Natal eterno!

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 30 de setembro de 2021

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 30 de setembro de 2021.


Podemos dizer essas palavras em meados de janeiro. Ou no início de junho. Ou no final de outubro. Quando não está havendo nenhuma festividade de Natal. Ninguém está cheio de expectativa só porque presentes lindamente embrulhados fazem acenos debaixo de uma árvore de Natal.

Mas poderia, ainda assim, ser Natal?

Claro que sim.

“O Natal não é uma estação do ano. O Natal é um sentimento”, escreveu a romancista Edna Ferber. E o 30º Presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, identificou o Natal de uma forma ainda mais profunda, quando disse que o Natal é como “um estado de espírito”, que ele descreveu desta forma: “Acalentar a paz e a boa vontade, ser pródigo em misericórdia, é compreender e possuir o verdadeiro espírito do Natal”.

Isso certamente faz eco à descrição original que os anjos cantaram para os pastores, quando o bebê de Belém chegara trazendo “…paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (ver Lucas 2:14).

No entanto, há algo mais nessa passagem bíblica. O versículo inteiro diz: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”. Assim, o nascimento de Cristo Jesus não só anunciava o efeito do amor fraternal, mas prometia a mais gloriosa compreensão da fonte divina de onde provinham essas consequências tão profundamente desejáveis, que vieram graças à vida, à missão de cura, e às palavras de Jesus. O legado de Jesus foi a articulação e a demonstração da mais elevada ideia da natureza de Deus — uma pregação e comprovação da eterna presença e do todo poder espiritual da Deidade. Jesus foi a exemplificação viva do Cristo, a ideia espiritual de Deus, que revela em nós a paz e a boa vontade que resultam na cura.

Essa relação entre compreender a natureza de Deus e expressar a natureza divina, em bondade e em amor, está realçada em dois “grandes mandamentos” que Jesus descreveu como o resumo da vida cristã: um amor de todo o coração a Deus, que leva a um amor sincero por todos os filhos de Deus (ou seja, por todos os nossos semelhantes). Cada um de nós já tem uma conexão celestial (harmoniosa) com toda a humanidade, no Espírito, em Deus, como filhos dEle, mas essa inter-relação espiritual precisa ser mais bem expressa de coração a coração “…assim na terra, como no céu…” (Mateus 6:10). Ter consciência da Origem divina que todos nós temos em comum, e sentir e agir em espírito de fraternidade imparcial e universal, é o maior presente que proporcionamos aos outros.

Nem o consumismo, nem qualquer outra coisa que tenha como base a matéria, pode oferecer tal presente, que consiste em pensamentos divinamente inspirados, oração e palavras que testemunham o valor infinito de cada um dos nossos semelhantes, como filhos de Deus. Essa é uma identificação correta da verdadeira identidade de cada um de nós, e está no âmago da história do Natal. O nascimento virginal de Jesus mostrou que nós não nascemos em pecado — como a severa teologia ou os duros pensamentos autocríticos possam querer nos dizer. Uma voz interior ou exteriorizada que nos fala com o dedo em riste, em tom ameaçador, não representa exatamente a verdade que Jesus nos mostrou, ou seja, que nascemos do Espírito, Deus, como filhos de Deus amados, amorosos e jubilosos.

Os pensamentos que nos chegam por meio do Cristo reconhecem essa identidade. O Cristo transmite o conhecimento que a Mente divina tem a nosso respeito como ideias inteiramente boas da Mente, ou seja, ideias inocentes, espirituais, eternas. Cada vislumbre desse fato promove a cura da doença e a libertação da luta que enfrentamos contra hábitos autoescravizantes.

Dessa forma, como Jesus fez por aqueles que ele curou, o Cristo nos leva a uma nova e verdadeira percepção de quem realmente somos, reorientando nossa vida para direções mais felizes, mais saudáveis e mais santas. O Natal celebra a vinda do Cristo para conduzir a consciência individual, e a universal, rumo à natureza imutável do Espírito divino, Deus, que nos foi mostrada na vida de Jesus.

Isso não quer dizer que Jesus seja Deus. Mas, como o Filho de Deus, que Jesus disse que era, ele exemplificou, da maneira mais vívida, a realidade ilimitada e incessante do Espírito e a insubstancialidade do oposto do Espírito, ou seja, a matéria. Exatamente como uma expressão facial corresponde e demonstra nosso humor interior, assim a vida inteira de Jesus expressou sua unidade consciente com Deus como a Vida, a Verdade e o Amor divinos — como o Espírito, a Alma, a Mente e o Princípio infinitos.

Esses sinônimos da Deidade estão realçados em vários trechos da obra principal de Mary Baker Eddy sobre a Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, e oferecem uma percepção inspirada e inspiradora a respeito do nosso Criador. Quando compreendidas de maneiras inteiramente novas, cada uma dessas ideias sobre o que é a natureza divina é um alegre raio de luz espiritual que penetra nas nuvens turvas do materialismo, que parecem predominar na época do Natal e em muitas outras ocasiões. Na verdade, esses sinônimos apontam para algo ainda maior do que um Natal comemorado em qualquer época do ano. Eles indicam um Natal incessante, revelado quando abandonamos nossos pensamentos mergulhados na matéria e suas teorias.

A Sra. Eddy foi convidada a escrever um artigo que saiu publicado no jornal New York World, onde identifica esse Natal sem fim desta maneira: “Na Ciência Cristã, o Natal significa o real, o absoluto e o eterno — significa as coisas do Espírito, não da matéria” (Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 260).

O mesmo artigo declara: “Um Natal eterno faria da matéria um forasteiro, um fenômeno apenas, e a matéria se retiraria em reverência perante a Mente”. Poderíamos dizer que o “estado de espírito” natalino mais elevado é a consciência na qual isso ocorre — onde a aparente substancialidade da matéria perde sua capacidade de nos impressionar, à medida que o Cristo traz à luz o fato de que a Mente é Tudo, e de nossa união inata com a Mente como sua expressão espiritual. Nossa verdadeira identidade espiritual, ao ser iluminada dessa forma, faz com que as desarmonias associadas à falsa convicção de que somos materiais retrocedam, incluindo o medo à doença e o amor ao pecado. Essa transformação traz consigo a cura.

Como filhos de Deus, esse verdadeiro espírito de Natal, no qual a matéria “é um forasteiro, um fenômeno apenas”, está eternamente conosco. É revelado no coração de qualquer pessoa que está em busca de compreender a Deus e de nossa relação puramente espiritual com Deus. Está exatamente ao nosso alcance, quer estejamos sozinhos em casa ou no meio de uma multidão festiva, seja qual for a estação do ano.

Nada pode nos trazer maior satisfação do que agarrar-nos a esse “Natal eterno” da completa supremacia da Mente sobre a matéria. Permite que nos curemos a nós mesmos e aos outros, e lança a necessária luz espiritual sobre os mais prementes problemas do mundo. Como disse certa vez outra escritora, Helen Steiner Rice: “A paz na terra virá para ficar, / quando vivermos o Natal todos os dias”.

Esse fato se torna especialmente válido, quando nossa disposição de ceder ao Natal eterno, em que a matéria emudece diante da totalidade da Mente, passa a ser um acontecimento diário em nossa vida.

Tony Lobl
Redator-Adjunto

More web articles

A Missão dO Arauto

“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

Conheça melhor O Arauto e sua missão.