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Original para a Internet

Exercer nosso direito de pensar espiritualmente

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 18 de outubro de 2021


“Tenho medo de perder meus direitos!” Um amigo lamentava a infinidade de regras, políticas e leis que estão sendo levadas em consideração ou decretadas, visando a controlar a propagação do coronavírus. Empregadores, órgãos do governo e autoridades médicas — agindo de acordo com o que lhes parece melhor a respeito de como lidar com a pandemia — recomendam ou determinam o distanciamento social, o uso de máscaras, a vacinação, as quarentenas, testagem para a doença e muito mais. 

A maior parte da população está disposta a concordar com as regras instituídas para promover a saúde e a segurança de todos. Alguns, contudo, como esse meu amigo, ficam com a preocupação de que as regulamentações cada vez mais rígidas possam ameaçar a liberdade de ir e vir, o governo do próprio corpo e as opções individuais sobre a saúde, em um futuro distante. 

Em minhas orações para apoiar o bem-estar público e manter a autoridade sobre minha vida e meu corpo, encontro orientação ao lembrar que Deus concedeu a todos nós direitos espirituais invioláveis. Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã explica: “Deus dotou o homem com direitos inalienáveis, entre os quais estão o governo de si mesmo, a razão e a consciência” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 106). O governo de si mesmo, a razão e a consciência não são bens humanos temporais à mercê de estatutos da comunidade, de normas corporativas, nem de legislações municipais, estaduais ou federais. Como esses direitos vêm de Deus, transcendem a sanção humana. São sancionados por decreto divino e são para sempre nossos, para serem exercidos e desfrutados.  

A vida de Cristo Jesus foi o maior exemplo de como funcionam esses direitos. Inspirado por Deus, ele rejeitou a tentação de ver a si mesmo — ou qualquer outra pessoa — como um ser vulnerável cuja liberdade pudesse ser negada ou tolhida. Diante da tirania da doença, por exemplo, ele nunca aceitou que o sofrimento pudesse ser algo inevitável nem buscou formas de admiti-lo. Jesus curava a doença afirmando que o homem tem o direito inalienável à saúde e está sempre sob os cuidados de Deus.

Diante da injustiça, o Salvador não recorria a nenhum meio legal, político ou militar para se defender. Sua segurança estava na confiança que tinha em Deus, que é o bem e é o Amor. Jesus exercia seu direito sagrado de perdoar em vez de se ressentir, de abençoar em vez de condenar e de retribuir com amor em vez de com ódio. Recusando-se a permitir que o abuso e a opressão do mundo lhe obscurecessem o pensamento, ele proclamou a verdade diante da ignorância e dominou o mal com o poder de Deus, a Verdade infinita e o Amor infinito, e por vezes até convenceu aqueles que haviam argumentado contra seu raciocínio espiritual.

Mesmo quando confrontado com desígnios tortuosos e cruéis para matá-lo, utilizando manobras políticas, estratagemas teológicos e um julgamento fraudulento, Jesus respondeu com seu profundo conhecimento de Deus. Quando Pedro usou a força para proteger seu mestre dos soldados que iam prendê-lo, Jesus ordenou: “...Embainha tua espada...” (Mateus 26:52). E quando uma multidão quis coroá-lo rei e presumivelmente liderar uma campanha contra Roma, ele se recusou a cair na tentação de exercer controle e liderança pessoal (ver João 6:15).  

Em outro exemplo incontestável, o magistrado romano Pilatos lançou com impaciência esta ameaça a Jesus: “Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” (João 19:10). O Mestre não se intimidou. Ele reconhecia que seus direitos inatos eram dados por Deus, não por disposição de Pilatos, mas sustentados por seu Pai, o Senhor dos céus e da terra. Essa percepção lhe deu o equilíbrio e a coragem para responder: “…Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; …” (João 19:11).

Jesus foi crucificado, mas não foi derrotado. Ele percebeu que o verdadeiro inimigo da liberdade e da justiça era uma mentalidade mortal, mais tarde identificada na Bíblia como a mente carnal (ver Romanos 8:6, 7). Esse senso mortal se manifesta como ódio, preconceito, amor ao ego, ganância, medo e ambição por dominar. Aplicando o poder de Deus — e afirmando seu privilégio de raciocinar, viver e amar sob o domínio de Deus — ele dissolveu a intenção malévola da mente carnal e saiu vivo do túmulo.

Hoje temos a oportunidade de exercer nossos próprios direitos divinos sob a lei de Deus, principalmente quando a ansiedade das multidões a respeito do contágio faz com que o desamparo, a depressão e o medo ao futuro pareçam normais. Mas o mal não tem a força que aparenta ter. Cada alegação de autoridade e controle, por parte da mente mortal, é uma invenção de sua própria vaidade e ignorância, nunca uma verdade apoiada na realidade espiritual. Jesus disse sobre o diabo (outro nome para a mente carnal), que “…nele não há verdade”, e acrescentou: “...Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”(João 8:44).

Embora possamos ficar tentados a nos sentir oprimidos ou desesperados quando confrontados por influências opressivas em nossos pensamentos e ações, em realidade há somente um Deus, um poder, que está acima de tudo e governa a todos. A Ciência Cristã explica: “O Princípio-Deus é onipresente e onipotente. Deus está em toda parte, e nada, a não ser Ele, está presente ou tem poder” (Ciência e Saúde, p. 473). Deus mantém Sua criação em um estado permanente de saúde, liberdade e justiça. No reino de Deus não há mente destrutiva, nem propósito sombrio que possa nos dominar.

A Ciência Cristã identifica a aparência do mal que atua na experiência humana como efeito do magnetismo animal, a crença de que uma força oposta a Deus, a Mente infinita, exista para dar ação ao mal por meios e condições materiais. Essa crença mesmérica não é uma entidade a ser temida, é uma mentira que tem de ser vista, posta a descoberto e rejeitada, por ser um erro. Toda adversidade — contágio em massa, escassez, dor, despotismo, discriminação, injustiça, medo — é um sintoma do magnetismo animal. Para o pensamento que discerne a onipotência de Deus, o magnetismo animal se mostra impotente.

Ao ensinar seus discípulos que é necessário estar alerta às mentiras tirânicas do magnetismo animal, Jesus aconselhou que devemos ser “...prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10:16). As serpentes representam qualquer tipo de raciocínio material que nega a supremacia de Deus. Por exemplo, a sugestão mortal trata os vírus como reais e faz planos para controlá-los. Suas explicações e afirmações podem parecer convincentes para o pensamento que se baseia na matéria. Mas elas surgem da lógica tortuosa meramente humana que pode confundir o pensamento, fazendo com que este acredite em outro poder que não seja Deus. Se não houver resistência espiritual, esse raciocínio material pode fazer com que seus adeptos se sintam desamparados, doentes sem esperança, e com medo.

Mas o sofrimento não é necessário! Deus dotou a todos nós com direitos espirituais incontestáveis ​​para vivermos saudáveis, fortes e livres. O fato de Deus nos ter dotado de autogoverno, razão e consciência — bem como todos os outros direitos divinos — dá a cada um de nós a capacidade de permanecer calmos em meio à turbulência, preparados diante de qualquer agressão, saudáveis em face à doença, e de termos discernimento ao deparar-nos com a ignorância ou a maldade.

Se nos sentirmos agredidos por pontos de vista materiais, podemos manter o equilíbrio e o domínio ao não pessoalizar o que ouvimos e vemos, e ao compreender que o principal desafio nunca é uma pessoa, uma instituição ou uma corporação, mas sim o magnetismo animal, alegando ter autoridade própria. Quando temos consciência da onipotência de Deus, as alegações do magnetismo animal são contestadas e se tornam inofensivas. As ameaças desaparecem, o medo se dissolve, a indignação evapora, a saúde é preservada e a paz de espírito prevalece.

Como filhos de Deus, cada um de nós tem o direito divinamente outorgado de pensar e raciocinar espiritualmente. Ao percebermos desafios que possam tolher nossa liberdade, incluindo temores relacionados à política governamental, podemos enfrentá-los sem medo com uma profunda compreensão da onipotência e da onipresença de Deus. Podemos ficar atentos à orientação de Deus, raciocinar com as verdades espirituais e agir com a consciência inspirada pelo Amor, de uma maneira que traga a cura. Podemos exercer nosso direito natural de ver que Deus está no controle, e confiar em que a Verdade e o Amor imortais sempre terão a palavra final — verdadeiramente, a única palavra.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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