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Original para a Internet

O abraço de nossa Mãe, o Amor divino

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 6 de maio de 2021


Poucas coisas na terra podem se comparar à natureza pura e duradoura do amor de mãe. A mãe intuitivamente conhece as necessidades de seu filho, melhor do que qualquer outra pessoa. Mesmo depois de os filhos terem “deixado o ninho”, as esperanças e orações da mãe os acompanham e nunca os abandonam, visto que, nem o tempo nem o espaço, podem fazer recuar sua devoção.

Talvez seja assim que muitos de nós definimos o caráter de nossa própria mãe. No entanto, para alguns, essa representação pode parecer idealista. Talvez nossa mãe já tenha falecido, e seu amor pareça uma lembrança distante. Ou então, devido às circunstâncias sem precedentes que estamos vivendo neste último ano, possivelmente não tenhamos podido estar perto de nossa mãe, ou de vê-la por mais tempo. Outros talvez possam lamentar não ter a mesma cálida ligação com sua mãe.

Mas, qualquer que seja a circunstância ou a situação familiar, existe um amor mais elevado e profundo, ao qual nós todos podemos recorrer em busca de conforto, orientação, e, sim, também em busca de cura: o amor de Deus, nossa verdadeira Mãe. Esse Amor sempre presente está abraçando cada um de nós, neste exato momento.

Como é que podemos realmente sentir esse abraço intenso? Em grande parte, é uma questão de expandir e purificar o conceito que temos da Deidade, trocando uma visão limitada e humana de Deus por uma visão mais espiritual e científica. Os ensinamentos da Ciência Cristã revelam a Deus como o único Criador de todos, cuja individualidade está sempre presente como o bem supremo. Deus também pode ser compreendido como o Princípio universal ou a Mente imortal que governa todo o verdadeiro existir. Mas talvez a palavra mais querida para designar a Deus, e que realmente toca nosso coração, seja a palavra Amor.

A Bíblia registra esta passagem do profeta Jeremias: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3).

A cura da tristeza, da alienação, ou da dor está ao nosso alcance, quando compreendemos como o Amor divino nos envolve, nos abraça, não de modo esporádico, mas estando sempre presente e não dependendo da presença de alguma pessoa amada. O Amor é o único poder do universo, mantendo consigo tudo o que existe, em união. O Amor também é o Espírito, e cada um de nós vive e se move nesse Espírito infinito como expressões ou ideias espirituais — assim como as gotas de água “vivem” no oceano, ou como as notas de uma sinfonia habitam na música.

Por meio desse senso mais elevado do Amor e do fato de que somos um com Deus, sendo espiritual esse um, começamos a compreender que as condições ou circunstâncias materiais não nos definem, nem podem criar barreiras válidas ou duradouras ao Amor, ao sentimento de sermos abraçados, acarinhados e confortados pela nossa única Mãe. E compreendemos que o nosso propósito é refletir a natureza do Amor, vivendo com doçura, compaixão, bondade e graça.

O AMOR NOS SUSTENTA E NOS ABRIGA

Quando compreendemos melhor a maneira como refletimos a Deus e incluímos as qualidades do Amor, percebemos que não somos andarilhos sem rumo, tendo de confiar na nossa própria sabedoria ou boas intenções. Deus nos sustenta com Sua força! Sabendo essa verdade, sentimos de maneira mais tangível que nosso verdadeiro lar, ou lugar espiritual de descanso, está estabelecido na rocha firme do Amor, no seu poder e proteção.

Certa vez, eu estava sofrendo com uma forte e debilitante dor interna, que fazia com que me sentisse sozinha e separada do Amor. Mas ao orar, ao volver meu pensamento para Deus, tomei consciência da doce e acolhedora presença do Amor divino. A dor desapareceu, e senti-me sustentada por uma nova compreensão e pela alegria de saber que eu sempre havia vivido nesse Amor e que nunca poderia estar fora dele.

O AMOR CONDUZ E ORIENTA

Não estamos no escuro, tateando em busca do caminho na vida, esperando simplesmente topar com um emprego, um cônjuge, uma casa, ou com boas oportunidades. Todos os dias, sem falhar, o Amor divino cuida de nós como uma mãe amorosa. Nós nos damos conta espiritualmente de que existe esse cuidado amoroso, na medida em que estamos dispostos a ficar em silêncio e a orar com desprendimento do ego, a fim de ouvir essas intuições maternais que vêm de Deus, que nos ajudam a purificar nossos motivos e a tomar decisões corretas. Afinal, um reflexo de Deus (tal como uma figura refletida em um espelho) tem de mover-se em completa harmonia com o seu original. O reflexo nunca pode errar o caminho.

O AMOR ALIMENTA E SUPRE

“O Espírito alimenta e veste devidamente cada objeto, à medida que aparece na ordem da criação espiritual, expressando assim ternamente a paternidade e a maternidade de Deus”, Mary Baker Eddy declara em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p. 507). É da natureza do Amor nos abençoar, nos alimentar com inspiração e ideias úteis e criativas, que abrem oportunidades, as quais são verdadeiras bênçãos. Levando em conta que não pode haver nenhuma separação entre Deus e o homem, ou seja, a verdadeira identidade de cada um de nós, em realidade nunca nos pode faltar nada que necessitamos, mesmo quando os sentidos materiais sugerem o contrário. A compreensão desse fato nos liberta do medo. A solução sanadora em qualquer situação vem à luz à medida que espiritualizamos nosso pensamento, o que traz a compreensão de que o Amor é a nossa fonte primordial, sempre presente. O Amor nos alimenta com um fluxo constante de ideias corretas, talentos e dons, os quais, por sua vez, satisfazem nossas necessidades diárias de forma prática. 

O AMOR REDIME E SALVA 

Se uma criança se perdesse em um shopping center, será que a mãe não a procuraria e não reviraria o local de alto a baixo até encontrá-la? Da mesma forma, a Mãe, o Amor, nos procuraria caso parecêssemos ter perdido o caminho, por ignorância ou por haver pecado. Jesus alude a isso em uma de suas parábolas: “…qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (Lucas 15:8, 9). Quando nos sobrevêm provações, os anjos do Amor estão especialmente perto, com mensagens de inspiração para iluminar nosso caminho e purificar o pensamento.

Cristo Jesus tinha a mais clara e mais pura visão acerca da realidade. Como Filho de Deus, ele não tinha nenhum erro de pensamento, nenhum pecado. Ele via a Deus e o homem como eles realmente são, ou seja, como um no existir — esse homem sendo a expressão eterna do Amor, criado à semelhança do Espírito. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), e veio à humanidade a fim de compartilhar essa verdade e comprová-la por meio da cura de todo o tipo de doenças e dificuldades.

Esse Cristo sanador, ou a Verdade, é a atividade edificante e a unção do Espírito, que Jesus manifestou e que vem ao pensamento ainda hoje, para dispersar as crenças sombrias e negativas, as tendências odiosas e a solidão, para revelar a ternura já presente do abraço maternal do Amor. “Eis que estou convosco todos os dias”, disse Jesus aos seus seguidores (Mateus 28:20).

À medida que procuramos o Cristo e reivindicamos nossa união com Deus, passamos a sentir que pertencemos a Deus agora, e que sempre pertencemos a Ele. Temos a certeza de que o Seu braço está sempre nos cingindo. Então, por nossa vez, podemos abraçar os outros. Na verdade, se não nos esforçarmos por incluir os outros e os amarmos como ideias espirituais de Deus, plenamente dignos aos olhos de Deus, estaremos negando o amor que Deus tem por nós. Compreender a Deus é ser como Ele — significa sermos faróis de amor como Jesus ordenou. A Sra. Eddy escreve: “A verdadeira oração não é pedir amor a Deus; é aprender a amar e a incluir toda a humanidade em um único afeto. Orar significa utilizar o amor com que Ele nos ama. A oração desperta o desejo de ser bom e de fazer o bem” (Não e Sim, p. 39).

Quando despertamos para essa Ciência do verdadeiro existir, a Ciência do Amor — e especialmente quando vivemos tendo-a como base para a vida, e quando a compreendemos — é como voltar para casa. É como chegar a um lugar de tranquila convicção e inefável alegria, sabendo que Deus, nossa Mãe que é o Amor nunca nos abandona, da mesma forma que o sol jamais deixa de brilhar. Ele é a nossa própria fonte. O rio de benevolência e cuidado, de abrigo e orientação, fluindo do Amor que nunca cessa. O Amor está — e sempre esteve — exatamente aqui conosco.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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