Skip to main content Skip to search Skip to header Skip to footer
Original para a Internet

O Natal e um senso mais verdadeiro do Amor

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 20 de dezembro de 2021


Uma história de algo ocorrido há dois mil anos ainda atrai nosso mundo moderno. O nascimento de um homem ainda recebe reconhecimento mundial. O que teria gerado essa reverência pela maneira como Cristo Jesus viveu sua curta vida, influenciando a formação de nações e inspirando obras-primas artísticas, nossa cultura e até mesmo nosso calendário atual?

Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, explica o porquê do impacto que a vida de Jesus causou: “Jesus ajudou a reconciliar o homem com Deus, dando ao homem um senso mais verdadeiro do Amor, o Princípio divino dos ensinamentos de Jesus, e esse senso mais verdadeiro do Amor faz com que o homem seja redimido da lei da matéria, do pecado e da morte, pela lei do Espírito — a lei do Amor divino” (p. 19).

Façamos uma pausa para refletir a respeito desse ponto importante: Cristo Jesus, o Filho de Deus, mostrou à humanidade “um senso mais verdadeiro do Amor”, e esse Amor é o Princípio divino de seus ensinamentos. Exatamente aqui está a simples, mas profunda, resposta para nossa pergunta inicial. Todos os elementos daquela humilde e sagrada noite da natividade, há muito tempo, apontavam para esse Amor. Os pastores, Maria e José foram testemunhas receptivas daquilo que foi trazido à luz ao mundo, ou seja, a lição mais poderosa e duradoura a respeito da natureza de Deus como o Amor divino onipresente e sobre a relação do homem com esse Amor. Graças ao nascimento virginal de Jesus, o mundo recebeu uma prova sólida de que esse Amor, que é o Espírito divino, anula a matéria e suas supostas leis de existência. E o aparecimento de Jesus nos ajuda a vislumbrar a eternidade do Amor como a Vida divina. Seria essa a razão pela qual os anjos cantaram, falando de paz? Teria sido isso o que realmente iluminou os céus, naquela noite?

A partir desse humilde começo na manjedoura, Jesus cresceu tendo a Deus, o Amor divino, como presença predominante em seu pensamento. Os Evangelhos falam dele crescendo e amando genuinamente os outros e os discípulos, mesmo quando estes se desviaram, inclusive João, que sugeriu se vingar de um vilarejo que havia se recusado a receber Jesus e seus discípulos; inclusive Pedro, que havia negado temporariamente ser seu amigo, e Judas, que acabaria por traí-lo. Ele amou Zaqueu, que era conhecido como um ganancioso cobrador de impostos. Amava e abençoava as criancinhas enquanto alguns discípulos tentavam impedi-las de se aproximarem dele. Amou a desprezada mulher samaritana que ele encontrou junto ao poço.

Em seu Sermão do Monte, Jesus apresentou as bem-aventuranças, dando ênfase assim às qualidades essenciais para se amar o próximo, tais como: mansidão, pureza, pacificação e interesse espiritual. Para Jesus, amar os outros não era simples gentileza ou algo que se faz para tentar ser uma boa pessoa. Ele nos mostrou que ser amoroso é nossa verdadeira natureza como filhos de Deus, portanto, amar os outros é um requisito, como Jesus ressaltou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34).

À medida que o Natal se aproxima, ainda que nos pareça que já sabemos o que Jesus nos ensinou, e que estamos dando o melhor de nós para viver de acordo com seus ensinamentos, talvez ainda pensemos: “Não estou particularmente interessado nas festas natalinas”. Talvez pensemos que não há como sentir mais amor por Deus ou para com os outros. Talvez não saibamos como ter mais amor pelos familiares e amigos que parecem difíceis no trato, ou que nos decepcionaram. Quem sabe estamos pensando: “Eu simplesmente não sou capaz de amar, nem tenho o desejo de amar e, francamente, às vezes acho que nem eu mereço ser amado”.

Podemos encontrar ajuda nesta que é a mais profunda das explicações de Jesus: “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor” (João 15:9). Jesus reconhecia que a fonte do amor, que o capacitava a amar os outros, era nosso Pai-Mãe Deus, o Amor infinito e onipotente. Essa verdade eterna, o “Cristo, a Verdade” que Jesus ensinou, está conosco, revelando que nossa capacidade de refletir o Amor é tão natural e contínua quanto a irradiação do sol. Assim como o raio de sol existe para irradiar a luz, nós existimos para emanar o amor. Não temos de fazer um esforço para amar. Não temos de gerar o amor, nem podemos sonegar o amor genuíno. Nós amamos por reflexo. Como filhos, a progênie do Amor, você e eu naturalmente refletimos o amor inesgotável de Deus que é universal, todo-abrangente e inabalável. O Amor divino é o Princípio atuante, não uma opção, nem uma preferência pessoal, nem uma tarefa.

Jesus provou repetidamente, por meio de suas obras de cura, que Deus ama Sua criação. Isso significa que Deus, o Espírito, também ama você, não como um mortal que tem falhas, fraquezas e que comete erros. Deus vê você e o ama como Ele o criou, ou seja, como a ideia espiritual do Amor, ideia essa encantadora, bela, saudável, inocente e maravilhosa em todos os sentidos, proveniente da perfeita expressão espiritual de Si mesmo. Esse é o aspecto sempre mais amplo da mensagem de Natal: que o Cristo está aqui, revelando que não só você foi feito para ser amoroso, mas foi feito também para ser amado e reconhecido como filho, ou filha, do Amor divino! A compreensão desse fato resulta na cura.

Em um dia de inverno, como praticista da Ciência Cristã, eu recebi o telefonema de uma amiga que me pediu para orar por ela. Ela estava sofrendo do que descreveu como uma infecção agressiva, com sintomas semelhantes aos de gripe. Ela estava se sentindo péssima e preocupada por talvez não conseguir participar das festividades de Natal. Depois de desligar, fiz uma nova reflexão sobre os elementos que compõem a natividade, os quais nos fazem lembrar do Amor como o Princípio divino dos ensinamentos de Jesus. O Amor é Tudo. O Amor preenche todo o espaço. É a substância, é o que dá origem, condição e poder, motivando e ativando todo o existir. Simplesmente não há nada fora da totalidade do Amor.

A influência ativa da lei do Amor divino, operando por meio do Cristo, a Verdade, é o sinal de “Emanuel” ou “Deus conosco” e alcança nossa consciência, lançando fora o medo. Ela liberta, restaura e redime. A lei do Amor cura velhas mágoas e feridas e neutraliza todas as toxinas, inclusive pensamentos tóxicos e relacionamentos tóxicos. Cura doenças — inclusive as atribuídas a vírus — malformações e disfunções. Traz equilíbrio a nosso trabalho e à nossa vida doméstica. Faz-nos companhia, traz uma maior perspectiva para nossos pensamentos e nos permite reconhecer o que não merece nossa preocupação, ensina a amar o que é difícil e a dar uma resposta suave em meio a uma conversa desagradável. A lei do Amor purifica nossos pensamentos a respeito dos outros. Abre nossos olhos para a beleza da vida e torna acessível a consciência do bem infinito.

Nessa ocasião, eu também orei para compreender que o tipo de pensamento odioso e confuso, que levou o rei Herodes a tentar perseguir o menino Jesus, não poderia abalar a convicção do poder total de Deus. O tipo de pensamento de Herodes, a crença em uma força com o pretenso poder de destruir o Cristo, a Verdade, não pode influir na consciência de alguém e trazer doença ou estresse, nessa ocasião festiva. O Amor divino não criou nem poderia criar uma força oposta a si mesmo. O Amor nunca exigiria algo que causasse dano ou sofrimento. Não há nenhuma inteligência material para criar um vírus armado contra este Deus todo-poderoso e Seu Cristo. É impossível que o ambiente do Amor infinito inclua agentes prejudiciais e danosos.

O Cristo estava também revelando ao pensamento da minha amiga um senso mais verdadeiro do Amor. A verdade que estava aparecendo era a de que o Amor é Tudo-em-tudo.

Uma hora depois, ela ligou de volta, dizendo que estava se sentindo completamente bem. Juntas, agradecemos a Deus e ela pôde aproveitar as festas de fim de ano com liberdade e saúde.

A tranquilidade tradicionalmente associada à cena da manjedoura, que os povos cristãos e outros continuam a relembrar, é um incentivo a nos afastarmos da confusão e agitação dessa época, com suas demandas extras, e a nos conectarmos com aquele verdadeiro senso de Amor.

E se a estrela no topo da árvore não estiver exatamente reta, se os convidados não forem pontuais para o jantar, se o prato favorito do Natal estiver cozido um pouco demais? Isso não importa! O que importa é sentir, por meio do Cristo, o amor todo-abrangente de Deus que inclui cada membro da família, cada balconista e cliente que encontramos nas lojas, e cada motorista que encontramos na estrada.

O Cristo está ternamente falando a cada um de nós, enriquecendo os afetos de toda a humanidade, revelando-nos que o Amor não é apenas um aspecto importante do existir — o Amor é a própria essência do existir. E esse senso mais verdadeiro do Amor traz para a nossa vida e para o mundo uma tranquila e profunda paz.

More web articles

A Missão dO Arauto

“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

Conheça melhor O Arauto e sua missão.