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Original para a Internet

O que é que o futuro nos reserva?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 4 de outubro de 2021


Um profundo anseio pelo bem pode ser facilmente percebido no mundo todo. Está presente no nosso desejo de obter um trabalho fixo, com um bom propósito; de viver relacionamentos felizes; ter um lar; uma renda adequada e saúde. Todos desejam viver nessas circunstâncias, e o desejam não só para si, mas também para seus filhos e comunidades. Mas o caminho para vivenciar esse bem nem sempre é muito claro.

A Ciência Cristã, fundamentada nos ensinamentos da Bíblia, pode nos ajudar a ver além das limitações que nos fazem sentir pressionados. Conseguimos essa visão mais clara quando expandimos nossa compreensão a respeito de Deus, o Amor infinito, vendo que Ele sempre cuida de Sua criação. À medida que focamos em um conceito mais claro acerca de Deus, temos a garantia que lemos em Provérbios: “Eu possuo riquezas e honra, prosperidade e justiça sem fim” (8:18). 

Nem sempre conseguimos saber o que há por trás do muro. No entanto, quanto mais aceitamos o bem que vem de Deus, seguro e sólido como uma rocha, mais confiantes ficamos ao dar um passo adiante. O conceito a respeito do que é Deus, articulado por Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, revela que o Amor é o Princípio divino, a fonte de todo o bem. O anseio pelo bem não é em vão, quando enxergamos como é vasto o alcance de Deus, o Amor, o Princípio, e percebemos o fato espiritual de que o Princípio divino e o Amor realmente sustentam e fornecem somente o bem para cada um de nós. 

Quando oramos e nos sentimos em comunhão com Deus, o Princípio, tornamo-nos conscientes da ação da lei divina. Essa lei pertence ao bem que vem com a terna e amorosa Verdade, Deus. A lei divina é estável e confiável, e guia nossa vida diária. Está à disposição de todos nós, onde quer que estejamos. Como filhos de Deus, somos constantemente abraçados pelo Princípio divino, governados pela lei do Amor divino. Podemos receber esse abraço, independentemente de idade, raça ou formação. Portanto, cada um de nós pode confiar nessa lei espiritual como nosso alicerce.

Às vezes, temos a esperança de que as coisas boas que nos aconteceram no passado — com nossa família, igreja ou em outros aspectos de nossa vida — ocorram novamente em um futuro ainda não definido. Todas as boas ideias e situações que ansiamos por ver restituídas são para sempre sustentadas pelo Princípio de todo o bem. A Bíblia diz: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador” (Joel 2:25). Deus quer apenas o bem para Sua criação, e você e eu, nossos filhos e nossa comunidade, fazem parte desse bem. 

As promessas de Deus, de restaurar e revelar novos desdobramentos do bem, se cumprem por meio de bênçãos diárias, bem como mudanças mais importantes que podem levar anos para serem reveladas. Já vi inúmeras vezes a lei de Deus em ação na minha vida. 

Por exemplo, quando comecei a dar aula em escolas, um dos meus objetivos era o desejo de ajudar a comunidade. E eu amava as crianças. Eu geralmente orava em prol das minhas aulas, partindo do ponto de que cada criança era governada por Deus, o Princípio, e estava continuamente sujeita à lei divina da inteligência e da ordem. Passei vários anos felizes em salas de aula e, então, resolvi fazer uma pausa para me dedicar à família.

Depois dessa pausa, tentei voltar à minha carreira de professora, mas deparei-me com vários obstáculos. O mais frustrante foi ouvir que meu gênero e idade não eram necessários no recrutamento de educadores, naquele momento. Como nenhum desses dois fatores mudaria, me senti num beco sem saída. A promessa de uma carreira baseada no ensino em sala de aula parecia não mais existir, apesar dos meus motivos cristãos. 

Confiante, afirmei que essas características “erradas” não podiam ser obstáculos para que o Amor divino me desse a oportunidade de conseguir emprego. Sem saber aonde essa oração me levaria, voltei-me a Deus, o Amor, e confiei na lei divina para me mostrar qual o próximo passo para encontrar um emprego que tivesse um propósito significativo. 

As ideias inteligentes, infinitas, cuja fonte é Deus, estão todas inter-relacionadas e sequenciadas, não são aleatórias nem perturbadoras. Portanto, senti que poderia confiar nessa inteligência para revelar-me um plano perfeito de ação. 

Naquela ocasião, um amigo sugeriu que eu fizesse alguns cursos que me capacitariam para o ensino de linguística, em meio período. Não havia nenhuma garantia de que, com essas novas qualificações, seria mais fácil conseguir uma colocação, mas como eu tinha certeza de que essa oportunidade era resultado da oração, aceitei. Com minha experiência como professora, fui capaz de prosseguir com esse novo estudo e sua prática, a partir de uma perspectiva madura e dedicada.

Como resultado, uma nova carreira surgiu diante de mim, em que minha idade e gênero não seriam nenhuma desvantagem. Ideias relacionadas a essa nova função foram fluindo continuamente, proveniente de experiências anteriores, tanto profissionais quanto pessoais. Com o passar dos anos, essa carreira deslanchou e me levou a outros trabalhos inspiradores e recompensadores. E acima de tudo, com a certeza de que minha vida é governada por Deus, o Princípio, eu sabia que meu trabalho não podia ser interrompido por tendências sociais ou fatores econômicos.

Em última análise, não há lapso na lei do bem de Deus. O Princípio, o Amor divino, está irresistivelmente no comando de nossa carreira, nosso lar, nossa saúde, nosso pensamento. E deixamos que essa compreensão governe nossa vida, sabendo que a harmonia entre o bom propósito, a inteligência e o suprimento está fundamentada no Princípio e dele não pode ser arrancada.

Se já não estamos mais tendo total êxito em nossas atividades, esse é um convite para aprofundar-nos no fundamento do Princípio divino, por meio da oração. Então constatamos que essa é a rocha à qual Jesus se referiu na parábola acerca de uma casa. “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mateus 7:25). Essa “casa” pode representar a consciência. Se as preocupações parecem inundar e querer abater nosso pensamento, podemos permanecer firmes. Deus nos dá forças para não sermos arrastados pela correnteza. A lei do bem sempre presente de Deus é como uma rocha, alicerçando-nos — deixando-nos seguros no cuidado divino do Amor, seja qual for nossa necessidade.

O encadeamento de trabalho com propósito, relacionamentos afetuosos, lares felizes e saúde está fundamentado na lei restauradora do bem de Deus. Quanto mais reconhecemos isso, mais somos capazes de ver como a promessa do bem de Deus para cada um de nós, agora e no futuro, está sendo cumprida — independente do que esteja do outro lado do muro.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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