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Original para a Internet

Como saber se algo é verdade?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 16 de maio de 2022


Havia algo naquela foto da Ucrânia no meu feed das redes sociais que não parecia certo. Inspirava sentimentos de coragem e fazia meu coração se enternecer. Mas um pequeno ponto de interrogação pairava na minha cabeça. Eu não estava convencida de que a foto era real.

Alguns minutos de investigação (graças à busca reversa de imagem!) e ficou claro que minha intuição estava certa. A foto era verdadeira, mas a legenda que a descrevia era falsa. Era uma foto antiga que tinha sido postada como se fosse atual. “Desinformação clássica”, alguém comentou, depois que a verdade veio à tona.

Você não precisa ser um pensador espiritual para estar alerta à desinformação ou informações incorretas, mas esse pequeno exemplo destaca o modo como a espiritualidade nos prepara de maneira poderosa para lutarmos a favor da verdade.

Espiritualidade pode parecer uma palavra muito vaga, porque é usada de modo muito variado. Então vamos defini-la. Nesse caso, a palavra espiritualidade se refere a uma percepção das coisas, a qual não se baseia nos cinco sentidos materiais, nem nas nossas próprias opiniões ou perspectiva, nem em coisa alguma que fomos levados, pela maneira como fomos criados, a acreditar. A espiritualidade se refere à nossa fidelidade ao que é divino — a Deus, que é o Espírito e a Verdade. Trata-se de deixar nossos pensamentos fluírem do Espírito. E de obter nossas informações procedentes diretamente da Verdade, em vez de aceitá-las quando proveem de todas as outras fontes ao nosso redor.

Jesus é um grande exemplo de espiritualidade em ação. Ele estava tão sintonizado com Deus, era tão fiel à Verdade, tão seguro de que o bem é o único poder e realidade, que não podia ser enganado por qualquer coisa que parecesse oposta à verdade ou ao bem. Jesus não era influenciado pelas mentiras que as pessoas diziam sobre ele, podia até perceber o que as pessoas estavam pensando — especialmente quando era incorreto — e, em seguida, pôr a descoberto e corrigir o que estava errado. Ele investigava os fatos espiritualmente, e quando o que as pessoas diziam ou faziam, ou o modo como as coisas pareciam ser, não batiam como certos, ele era o primeiro a perceber o que era verdadeiro, e isso o ajudava a corrigir a mentira e saná-la.

Podemos não nos sentir exatamente como Jesus quando checamos TikTok e Instagram. Mas cada um de nós pode ser uma influência poderosa para o bem, deixando-nos guiar por um senso mais espiritual das coisas. Essa intuição espiritual é uma bússola interna que nos ajuda a distinguir entre a verdade e a ficção. Às vezes, essa percepção pode vir como palavras ou um pensamento, dizendo-nos para parar, pensar, e examinar a situação mais a sério. Ou às vezes podemos sentir que precisamos parar e escutar mais profundamente a Verdade, para saber o que é real. Quanto mais nos habituarmos a identificar esse alerta do senso espiritual, mais fácil nos será reconhecê-lo — e cada vez mais confiaremos no senso espiritual para nos guiar corretamente.

Quando fazemos assim, acontece alguma cura. Primeiro, começamos a ter discernimento divino ao abordar a mistura de informação e desinformação das mídias sociais. E assim podemos ajudar os outros a distinguir o que é verdade do que não é. Também serve para nos manter calmos quando somos confrontados por vídeos ou imagens que tenderiam a nos assustar. Antes de reagir ou responder, podemos fazer uma pausa, sentir dentro de nós esse fluir do senso espiritual, guiando-nos na direção certa, e então saber se o que estamos vendo é informação correta ou algo projetado para manipular nossas emoções. Podemos até permitir que o senso espiritual nos eleve a uma percepção mais espiritual da realidade, para que, mesmo quando o que estamos vendo seja preocupante, possamos permanecer assegurados por Deus de que o bem ainda assim é real, ainda assim está presente e atuante.

O discernimento espiritual pode parecer algum tipo de poder especial difícil de conseguir. Mas realmente já está dentro de cada um de nós, pois somos a expressão da Verdade. Somos os representantes da Verdade. Saber isso nos ajuda a acabar com a desinformação e nos possibilita lutar e defender o que é real e certo — sim, mesmo quando estamos navegando nas redes sociais.

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“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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