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“Deus conosco”, com todos nós

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 2 de março de 2022


É realmente importante e urgente orarmos sobre os grandes desafios, inclusive a guerra.

Uma história que transmite muita força, sobre uma ocasião em que uma grande guerra entre duas nações é interrompida, contém lições muito convincentes para nossos tempos atuais. Essa história, que consta do segundo livro de Reis, na Bíblia, nos mostra que todos os envolvidos — tanto opressores quanto oprimidos — estavam cercados pelos “cavalos e carros de fogo” de Deus (ver 2 Reis 6:8–23). Essa revelação espiritual, que conhecemos graças ao profeta Eliseu, foi uma garantia de que todos seriam libertados, porque anteriormente ele já havia visto libertação ocorrer desse mesmo modo (ver 2 Reis 2:12).

No Novo Testamento, ninguém demonstrou de maneira mais poderosa a libertação do que Cristo Jesus, ao reconhecer a vida em Deus e de Deus. Seu firme e inabalável reconhecimento de que todo o existir real só é encontrado em Deus, incluía, como consequência, o fato de que qualquer coisa que fosse diferente do bem infinito de Deus na verdade não podia ser a realidade que afirmava ser. Jesus comprovou o controle de Deus sob as mais severas circunstâncias, dissipando toda e qualquer noção de que alguma situação pudesse deter a supremacia de Deus, o Amor divino. Sua compreensão de Deus destruiu o erro, a crença de que o Amor não esteja no controle. Ele via esse erro não como uma realidade, nem mesmo como um poder temporário menor, mas como uma fraude, na qual, por engano, se acredita.

Se o mal e a matéria fossem a realidade que afirmam ser, Jesus não poderia ter caminhado com segurança por entre multidões empenhadas em matá-lo, não poderia ter alimentado e curado multidões, nem ressuscitado os mortos, nem poderia ele mesmo ter saído, ressuscitado, de sua própria tumba.

Inúmeras pessoas também comprovaram esses conceitos espirituais —tanto modestamente quanto em exemplos dramáticos —inclusive a Descobridora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy. Ela escreveu: “Nenhuma evidência apresentada aos sentidos materiais pode fechar meus olhos para a prova científica de que Deus, o bem, é supremo” (Escritos Diversos 18831896, p. 277).

A Ciência Cristã explica que a capacidade de conhecer a Deus vem de Deus, e esse conhecimento constitui nosso senso espiritual. Nenhum cenário material pode nos impedir de perceber ou vivenciar o que nosso senso espiritual sabe. Mas, com toda a certeza, a imagem material não consegue resistir ao pensamento espiritualizado.

Uma miragem na estrada desaparece porque é ilusão, não é real, nem por um instante. Assim também, uma mudança no pensamento, ao passar do medo para a inspiração sagrada, revela que, qualquer quadro material, nunca teve a substância que afirmava ter. O “tamanho” de uma miragem, obviamente, é tão irreal quanto sua pretensão a ter realidade.

Esse fato está bem ligado à maneira como oramos eficazmente sobre os desafios globais. Sem confrontar de maneira corajosa e espiritual o mesmerismo da guerra, esse mesmerismo alegaria estar de fato conseguindo nos enganar. Por isso, insistimos para que nosso pensamento não seja invadido por nenhuma sensação de desamparo, futilidade ou derrota. Esse tipo de guerra — que destrói mentalmente toda afirmação que ouse se opor ao conhecimento e à totalidade de Deus — é o único meio de vencer o conflito e a guerra. Já foi comprovado que essa abordagem é eficaz. O que temos de fazer, portanto, é utilizar esse meio poderoso para salvar a todos.

Mesmo que os desafios mundiais que enfrentamos hoje sejam grandes e preocupantes, não nos impedem de pensar espiritualmente de maneira clara e destemida quando os confrontamos. Isso foi confirmado na experiência de um jovem amigo meu. Ele vive em um país que, há alguns anos, foi invadido por uma nação vizinha. Houve períodos em que, durante semanas a fio, os bombardeios só paravam por três ou quatro horas. Durante o dia, esse meu amigo lia todos os livros que podia, buscando respostas para compreender o sentido da vida. Quando a escuridão caía, ele enchia o tempo pensando profundamente nas ideias sobre as quais estivera lendo. Depois de viver assim várias semanas, um dia conseguiu me enviar um e-mail, no qual escreveu: “Se temos fé, será que podemos ao mesmo tempo tremer de medo diante dessa loucura? Quero dizer que literalmente tenho de me entregar aos cuidados de Deus, com toda a confiança. Não pretendo convencer ninguém disso. Mas, com esse pensamento, comecei a viver”.

A destruição ao redor de meu amigo foi tão extrema, que um senso mortal e material acerca da vida começou a perder o significado. Como sempre acontece, quanto maior parece a desarmonia, ao invés de realmente se tornar mais real, começa a perder legitimidade. Em meio a toda aquela destruição, quando meu amigo sentiu um irreprimível senso de vida, ele soube que aquilo que estava sentindo só podia vir de Deus.

No dia seguinte à declaração de cessar-fogo, meu amigo foi à biblioteca pública, onde trabalhava, para ajudar a limpar os escombros. Em menos de uma hora, veio gente não só para ajudar na limpeza, mas também para retirar livros para leitura!

Em todas as épocas, houve pessoas que vivenciaram a certeza de que nada podia separá-las de Deus, que é o Amor e a Vida. E por não poderem ser impedidas de sentir a presença de Deus, essas pessoas começaram a aceitar a incapacidade do mal para lhes controlar a vida. Semelhantemente, ouvi há pouco tempo um testemunho relatado em uma reunião de quartas-feiras à noite, por um homem cuja convicção da realidade de Deus cresceu, em vez de diminuir, durante o período em que serviu em uma zona de guerra. (Essas reuniões de testemunhos se realizam todas as semanas nas igrejas da Ciência Cristã, e a elas se pode assistir presencialmente e, em alguns casos, on-line).

Em minhas experiências atuais com amigos que vivem em zonas de guerra, várias vezes fui libertada de uma sensação de desalento, e passei a ter a certeza do controle que Deus tem sobre todas as coisas. Essa mudança de ânimo não foi por esforço meu. Era o Cristo, a mensagem de verdade e amor enviada do céu, assegurando-me da presença e do poder do Amor. Não é de surpreender que esses amigos mais tarde tenham me contado sobre suprimentos recebidos inesperadamente, segurança, novas oportunidades e, até mesmo, momentos de alegria.

É reconfortante saber que somos levados a sentir-nos libertados e percebemos nossa união com Deus. Digo “sentir-nos libertados” porque não nos transformamos a nós mesmos, mas somos elevados e transformados pela eterna presença do poder salvador do Amor. Tal como os profetas bíblicos, podemos conhecer o livramento que Deus tem para todos. Deus é o mesmo aqui e agora, onde quer que estejamos, seja o que for que estivermos enfrentando. “Deus conosco”, com todos nós, é o único Deus que existe.

A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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