No quintal, tenho uma mangueira frondosa que, certa vez, deu tantas mangas que um dos galhos se partiu devido ao peso. No entanto, ele não caiu completamente. Metade dele ainda ficou preso ao tronco; por isso, subi até lá para cortá-lo.
Mas o galho não cedia e, como eu estava usando botas, resolvi chutá-lo. O chute foi tão forte que gritei de dor. Pensei que tivesse fraturado o pé.
Desci da árvore com muita dificuldade, me lavei e me deitei para descansar. Naquele momento, parecia que o pé estava dizendo: “Estou aqui, sob a forma de uma dor muito intensa, inflamação e preocupação”. Apesar de saber que o pé não estava, de fato, falando, compreendi que aqueles pensamentos vinham do que a Ciência Cristã denomina mente mortal — uma suposta consciência que não é de Deus e traz uma visão mortal sobre a existência.
Como a dor aumentou, tentei massagear o pé para ter alívio, mas logo percebi que eu só queria o toque sanador da Verdade que Cristo Jesus ensinou. Como Deus é nosso Pai e nós somos um com Ele, afirmei que minha verdadeira identidade é como ideia, a imagem e semelhança de Deus, o Espírito único e harmonioso — isso significa que eu não sou material, eu sou espiritual.
Este pensamento da Bíblia me confortou: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (João 6:63). Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, afirma em seu livro Escritos Diversos 1883–1896: “…a doença tem de ser coberta pelo véu da harmonia, permitindo que a consciência se regozije no senso de que não há nada para ser lamentado, mas algo a ser esquecido” (pp. 352–353). Com essas palavras no pensamento, senti que tinha uma base melhor para a cura. Em vez de confiar na vontade própria, eu passara a confiar em Deus e na compreensão espiritual.
Por várias horas, afirmei minha verdadeira identidade. No fim da tarde, a dor estava diminuindo, mas à noite tive dificuldade para dormir, porque o pé latejava. Acordei de madrugada com pensamentos de desânimo e de dúvida de que pudesse ser curado. Mas a verdade é que eu estava curado, pois não sentia mais dor, apenas um pouco de dificuldade ao movimentar o pé. Naquele mesmo dia, passei a caminhar sem qualquer problema.
Essa experiência de cura me mostrou que é inútil procurar diagnosticar e entender a aparência dos sentidos materiais. Sou profundamente grato por Mary Baker Eddy ter descoberto a Ciência Cristã.
Orlirio Perez Rojas
Martí, Matanzas, Cuba