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Original para a Internet

Vencer o medo da inteligência artificial

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 10 de abril de 2025


O rápido avanço da utilização da inteligência artificial tem chamado a atenção de cidadãos do mundo todo. Aqueles que veem o potencial da IA para tornar a vida melhor e mais fácil estão entusiasmados com alguns desses avanços, porém existe o medo quanto ao possível uso indevido dessa tecnologia e sua aparente capacidade de agir de modo autônomo, principalmente devido à possibilidade de evolução com o tempo. Como proteger a sociedade, tendo em vista esses preocupantes aspectos negativos da IA, é uma questão que precisa ser estudada.

Para vencer o medo da IA, é preciso compreender mais profundamente a verdadeira natureza da inteligência. A Bíblia pergunta: “Mas onde se achará a sabedoria? E onde está o lugar do entendimento? … Deus lhe entende o caminho, e ele é quem sabe o seu lugar” (Jó 28:12, 23). Isso sugere que a verdadeira inteligência é espiritual, imortal e sempre benéfica.

A inteligência não se origina na matéria e nunca será possuída pela matéria — nem por uma máquina nem pelo cérebro. A Ciência Cristã revela que a verdadeira inteligência deriva da Mente infinita, que é Deus. “Toda a substância, a inteligência, a sabedoria, a existência, a imortalidade, a causa e o efeito pertencem a Deus”, declara Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p. 275). Toda a criação divina, que inclui o homem, reflete a divina inteligência de Deus.

A Sra. Eddy também escreve, talvez profeticamente: “No mundo material, o pensamento tem trazido à luz, com grande rapidez, muitas maravilhas úteis. Com o mesmo vigor, as asas céleres do pensamento vêm se elevando ao reino do real, até a causa espiritual daquelas pequenas coisas que dão impulso à pesquisa. A crença em uma base material, da qual se possa deduzir toda a racionalidade, está lentamente cedendo à ideia de uma base metafísica, está desviando sua atenção da matéria como causa, e vendo que a Mente é a causa de todo efeito” (Ciência e Saúde, p. 268).

Quando a tecnologia a que chamamos de inteligência artificial representa uma das “maravilhas úteis” de que a Sra. Eddy falou, ela pode ser vista como decorrente da inteligência que o homem divinamente reflete — como uma invenção de crescente utilidade e libertação sob o controle de Deus, o bem. 

Mas a alegação de que essa tecnologia passará a ter uma mente própria, e acabará controlando o destino do gênero humano, talvez para fins malignos, é mero magnetismo animal, ou seja, a crença de que haja uma mente atuando na matéria e separada de Deus, e de que essa mente esteja causando tanto o bem quanto o mal. Mas qualquer evidência de uma mente na matéria é apenas crença. Essa crença pode parecer real para o senso humano, mas é errônea, porque não provém da Mente divina. 

Qualquer forma de inteligência que alegue existir em separado de Deus, fora do governo de Deus, é artificial, o que significa que não é autêntica. Essa aparência de uma mente atuando na matéria — uma mente mortal que é tanto boa quanto má e que tem o potencial de prejudicar — não tem e nunca terá o respaldo da Mente divina. Sua aparência pode tomar a forma, por exemplo, de um ditador, uma doença, uma máquina política, uma emoção agressiva ou robôs sob o controle de uma mentalidade amoral. Mas em todos os casos, todo e qualquer controle que uma mente mortal afirme exercer é apenas aparente, não é um fato. Há uma única Mente que governa toda a realidade — a Mente divina, Deus, o Amor, que é a fonte de toda ação inteligente.

Passo a passo, podemos compreender e demonstrar cada vez mais a verdadeira inteligência, que não tem origem na matéria, mas sim na Mente divina, o Espírito infinito. Podemos provar em nossa própria vida o poder dessa inteligência divina que já existia antes dos computadores e continuará a existir após esses terem cumprido seu propósito. A compreensão de que a verdadeira inteligência é onipresente, universal, boa e eterna, sem começo e sem fim, tem sido o fundamento dos muitos milhares de relatos de cura publicados, após verificação, nas revistas da Ciência Cristã, desde o lançamento delas em 1883. Cada cura provou a presença de uma Mente divina, que é capaz de solucionar nossos problemas.

Da mesma maneira, podemos enfrentar ativamente o medo de que a IA venha a ser mais inteligente do que nós e assuma o controle da humanidade. Podemos orar para compreender que o futuro da humanidade não está na mente mortal ou em invenções materiais, mas na Mente divina que tudo governa, que tudo sabe e que a todos ama.

Ciência e Saúde pergunta: “Pensa o cérebro, sentem os nervos, e existe inteligência na matéria?” E responde: “Como pode a inteligência residir na matéria, se a matéria não tem inteligência e os lóbulos do cérebro não podem pensar?” (p. 478). Acredita-se que o cérebro realize proezas milagrosas por meio de estímulos elétricos e reações químicas, mas ele não possui a inteligência, assim como um piano não possui a música. A verdadeira inteligência existe fora do cérebro ou de qualquer senso mecanicista ou pessoal de inteligência. Tudo no universo, inclusive a tecnologia útil, está e sempre estará sob o controle onipotente da Mente divina, Deus.

A Mente está sempre presente para inspirar a ação inteligente por meio do senso espiritual, uma faculdade que todo filho de Deus possui. Quanto mais ouvirmos a orientação de Deus por meio do senso espiritual, mais teremos as ideias de que precisamos para demonstrar o domínio que nos foi dado por Deus sobre qualquer crença de uma mente separada da perfeita Mente única, a qual possa nos influenciar ou controlar. O senso espiritual está ativo em todos nós, dando-nos a orientação e a sabedoria de que precisamos para tomar decisões inteligentes que tragam bons resultados. Nosso papel é estarmos atentos a esse senso espiritual e agirmos de acordo com ele, para sermos guiados por essas intuições espirituais. Fazer isso nos protege de más intenções e de suposições e ações ignorantes.

E quanto às preocupações de que a IA esteja destinada a cair nas mãos de mentes maldosas e a ser usada para fins malignos? Esse medo pode ser enfrentado com a compreensão de que o bem é supremo. A Ciência Cristã explica: “O mal não tem poder, nem inteligência, pois Deus é o bem, e portanto o bem é infinito, é Tudo” (Ciência e Saúde,  pp. 398–399). Às vezes o mal aparenta ser muito poderoso, mas essa aparência existe apenas na crença, não é um fato. Como Cristo Jesus ensinou, o mal é uma mentira e é mentiroso. A inteligência que é a expressão da Mente divina está sempre presente para defender o bem. Ela não só pode como vence o mal, como demonstrou Jesus ao longo de seu ministério de cura.

A vasta acessibilidade da IA ao redor do mundo, tanto para usuários benevolentes como para os malévolos é um apelo à ação por parte de todas as pessoas, para que deem provas da supremacia do bem. Podemos provar que o mal não é uma inteligência que possa assumir o controle da humanidade e manipular as pessoas com propósitos errôneos ou malignos, seja por meio de computadores seja por influência mental. À luz da supremacia de Deus, não podemos concluir que o mal venha a dominar o bem. Pelo contrário, é o destino do bem dominar o mal, como a prática da Ciência Cristã tem demonstrado repetidas vezes.

No Antigo Testamento, uma história pode ser vista como um prenúncio do poder da Verdade para vencer qualquer oposição material à autoridade da Mente divina. Moisés e Arão receberam ordens de Deus para falar com o faraó, o governante do Egito, e pedir-lhe que libertasse os escravos israelitas. Ao chegarem diante do Faraó, este exigiu que realizassem um milagre para provar sua autoridade. Arão lançou seu bordão ao chão, e o bordão se transformou em uma serpente. O Faraó chamou seus magos e encantadores e eles realizaram a mesma façanha. No entanto, o bordão de Arão devorou os bordões deles (Êxodo 7:8–12).

A IA pode simular a inteligência e aparentemente se igualar a ela. Mas seu resultado nunca será equivalente à inteligência espiritual cuja fonte é Deus. As evoluções da chamada inteligência artificial terão seu tempo e oferecerão muitas etapas úteis de progresso prático, à medida que os cientistas explorarem suas possibilidades, mas qualquer resultado gerado por uma máquina sempre será limitado pelo senso material do qual ela depende. Sempre chega um ponto em que o pensamento inquisidor se volta do senso material para a Mente divina e suas capacidades infinitas — e o senso material, limitado e falso de inteligência é tragado pelo divino.

Não precisamos viver com medo da inteligência artificial. Computadores e robôs se multiplicarão e realizarão tarefas úteis e muitas vezes impressionantes, mas a verdadeira inteligência é Deus e ela sempre será infinitamente superior a qualquer coisa produzida por uma máquina. A Mente divina sempre será mais rápida, mais sábia e mais inteligente do que qualquer algoritmo. Ela sempre será a única influência sobre toda a criação de Deus. E, como expressão da Mente divina, cada um de nós reflete verdadeiramente a compreensão e a capacidade que excede qualquer feito que a IA possa simular. Quando ouvimos atentamente o senso espiritual e nos esforçamos para não ter outra Mente a não ser Deus, estamos exercendo o domínio sobre todas as formas de inteligência simulada, tornando-as servas em vez de controladoras do homem.

A inteligência artificial não é um poder do qual devamos ter medo. É uma invenção humana, que deve ser dominada por meio de nossa compreensão e demonstração da Mente.

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