Durante a maior parte da minha vida, eu sofri de claustrofobia. Ela podia se manifestar em diversas circunstâncias ou ocorrências, inclusive em compartimentos pequenos, atrações lotadas em parques de diversões, e elevadores (quer fossem pequenos e apertados ou grandes e superlotados).
Eu costumava encontrar meios de evitar espaços apertados, e simplesmente convivia com a limitação e o medo de ficar confinada. No entanto, há mais de um ano, para poder participar dos cultos de minha igreja filial, eu precisaria usar o elevador. Nunca havia usado aquele elevador antigo e pequeno, e lembro-me de dizer mais de uma vez, ao longo dos anos: “De jeito nenhum vou entrar neste elevador!”
Embora o elevador tivesse sido instalado justamente para ajudar as pessoas que dele precisassem, meu pensamento não havia mudado. Então, ao invés de tratar o problema pela Ciência Cristã, eu ficava em casa e assistia aos cultos on-line ou ouvia pelo telefone.
Finalmente, um dia compreendi que eu não podia continuar refém desse medo. Lembrei-me de que Deus, o Criador do universo, criou filhos perfeitos, imunes ao medo e à limitação — e isso incluía a mim.
Uma manhã de domingo, antes do culto, decidi que poderia corajosamente enfrentar o elevador, se estivesse acompanhada por um recepcionista. Tudo correu muito bem. No entanto, depois do culto não encontrei o recepcionista. Mas, como eu estava na companhia de duas garotinhas, sem pensar muito exclamei: “Quem quer andar de elevador comigo?” Sem a menor hesitação, as duas disseram que sim. Confiantes, nós três entramos rindo no elevador. Isso acabou com o medo mesmérico que eu tinha, e fiquei completamente curada da claustrofobia a partir daquele momento.
Hoje eu sei que Deus está comigo em todas as situações possíveis. Essa verdade é expressa de maneira maravilhosa na primeira estrofe do Hino 267 do Hinário da Ciência Cristã:
O Tudo-em-tudo é Deus,
Seus filhos, sem temor,
Do mal já livres são
Pois Deus presente está.
(Emily F. Seal, trad. © CSBD)
Jo Desmond
Lincolnville, Maine, EUA
